Velocidades

Em algum lugar por aí... e pouco importa! ;) 
          Pensar... não pense tanto, ou melhor, talvez sim! Acho que cada um carrega consigo a opção de ir e vir, em velocidades diferentes, com prazos de validade que se alteram de acordo com os anos. Não sei tantas coisas... e não me incomoda não obter as respostas, mas me incomoda não realizar as perguntas. Sei que jamais terei muitas respostas, mas também sei que todas elas não serão respondidas se eu não as fizer. Tenho pensado na velocidade em que as coisas acontecem... nos motivos, no andamento dos fatos, na dissolução de questões e decorrência de reações. Acho que isto me faz em alto relevo em relação ao que entendemos por normal... diferente? Talvez... que bom! 
Sobre as velocidades, tenho considerações... elas estão se invertendo e sendo "customizadas" pelo meu olhar. Aquele sentimento de quase dominar o assunto velocidade fotográfica me permite observar as coisas em outras velocidades. O tempo... a exposição, um frame perfeito. Luz certa, velocidade, tempo... o que é tudo isto? A manipulação de uma ideia através de um filme, ou sensor, resultando em um olhar apresentado como diferente da realidade corriqueira. Pura física... eterniza! Transforma algo passageiro e único em algo para todo sempre! Fato... quantos fotógrafos já se foram, tiveram grandes imagens, simplesmente perpetuadas pelo clique brilhante. Suas longas vidas passageiras frente ao clique que é uma fração de segundo... e agora, eterno! Se confunde, velocidade, tempo, luz... brilho e cor! Perspectiva... cada olhar é único. Tenho pensado muito... na velocidade, com o meu olhar. Ando em outra velocidade... meu coração bate noutro ritmo, meu trabalho funciona para outro ritmo, minha pressa e milhares de cliques para um clique certeiro. Antes, pauta com centenas de frames, agora 15-20 frames perfeitos. Exatidão... na agilidade, no foco, no cálculo certo do tempo em que algo cruza a frente da minha objetiva. Eu não erro... Um amigo querido disse outro dia, "ainda bem que esta câmera não é uma arma!" 
Ele se referia aos poucos erros que cometo fotografando... poucas perdas, sei que cheguei neste patamar devido a insistência, afinal, devo ter passado já dos 500 mil cliques, tranquilamente. Imagine o que é ter mais de 500 mil imagens passando na cabeça num ritmo que pede recálculo do tempo. Então... estou sim noutro ritmo. Preciso, quero, vou indo... aos poucos, algo que talvez seja maturidade, pessoal, profissional, oferece uma nova forma de ver o mundo. Outra velocidade... talvez outras. A banda Vera Loca possui uma música com nome de velocidade... e que diz: " A velocidade... de tudo que acontece... em cada momento... depende de você!"
E assim... eu quero o que é bom, passando devagar por mim, chegando rápido, pelo tempo que puder viver. E o que não for bom nem venha, mas se vier que vá embora, com toda velocidade, bem como precisar ser. Eu não tenho mais pressa de viver o que não preciso... mas eu tenho pressa de viver o que gosto. Já passou muito tempo... e eu sei que isto deve representar metade da minha vida. Agora é hora de eu me divertir... o que vou fazer agora? Bom... parece claro, vou viver com as pessoas, na minha velocidade, na minha pausa vou andar bem devagar. Vou ganhar o tempo que antes não soube aproveitar... minha velocidade agora é de múltiplas velocidades, para cada situação, uma velocidade diferente. Vou usar meu tempo, com o que ou quem eu quiser... pelo tempo que eu achar que vai ser. Se foi o tempo em que eu perdia tempo... agora congelo o tempo que eu quiser!

Silêncio


Morro Ferrabraz, Sapiranga, RS. 
                Alguns anos atrás descobri o significado do silêncio... ele, embora seja a ausência sonora, descreve momentos. Há, nas entrelinhas do silêncio, muita informação que constrói uma ideia. E não são poucas as ideias baseadas no silêncio... e se vc prestar muita atenção, talvez "leia" o silêncio conduzindo teus passos. Ao silêncio, ofereço minha paciência... em contrapartida, peço algo em troca. Que entenda... também, meu jeito, sem questionar. Afinal, paciência e silêncio são diferentes, vitais a diversidade. Silêncio é ausência, ainda que uma ação, de inexistência, já, paciência, uma reação, calma, assídua, permissiva, talvez. Paciência... maior valor do mundo, se existisse sempre, jamais guerras seriam contadas. Silêncio, evidente... evitaria muitas coisas... mas longe de tudo, há, um vento, oculto, invisível, igual ao silêncio, parecido com paciência da continuidade. Há tanto no silêncio, como há na paciência, e assim, no vento... no calor do mundo! Silêncio pode ser tesão, pode ser amor, pode ser amizade... mas com mãos se define o silêncio em seu grau, tipo e momento. Silêncio, parece ocultar sabedoria, talvez esconda emoções... outros caminhos, mesmos pensamentos, novos pensamentos, para novos questionamentos! Silêncio... pede paciência, paciência pode ser silêncio! Silêncio jamais será o mesmo que paciência se no olhar houver tensão... outrora, paz, do silêncio, é paciência e guerra não se fez. Cada caminho, novo céu, nuvens altas, nuvens baixas, gramado mais alto que nuvem? Parecia improvável... sobre paciência, não há silêncio que se quebre. Eu, não sei nada sobre silêncio... sou grito, sou fala, sou a fala saindo pelos cotovelos, mas paciência, acho que sou, mais que o normal. Ainda que não seja incansável, melhor! Se brisa existe, e não faz barulho, pode ser leal guardiã do silêncio. Talvez da paciência de mover nuvens... eu, paciência, não sei como é... não sei como faz, mas sou paciência, mesmo que silêncio me incomode. E silêncio, parece ser tão atraente... será que corresponde? Será que supera expectativa de suposição? Muitas perguntas, mas paciência, não é o momento... todo silêncio se quebra em algum momento, pode ser com suspiro, com respostas imprevisíveis. Entre silêncio e paciência há um acordo... de aceitação, de permissão de existência por silenciamento e de compreensão com a paciência. 

Espírito nascido em 76

Fogueira junina, 2017. 
          Existe uma música do The Alarm com o título deste post... é parte da inspiração que moveu meus pensamentos. Uma coisa que não sei é o motivo pelo qual a minha cabeça não pára de percorrer lembranças e suposições, mas confesso que gosto de viver assim. Eu me sinto no exercício diário da busca por respostas, mesmo que eu saiba que muitas destas perguntas ficarão vazias para sempre. A verdade é que aprendi a lidar com algumas coisas que não podem ser respondidas... estas, tornam-se superadas com facilidade, justamente porque entendo que não há o que fazer. De outra forma, perguntas simples que podem ser respondidas por alguém, me deixam intrigado, embora saiba perfeitamente que parte destas respostas sejam pessoais e uma decisão de cada um comentar e como expressar. A parte boa de ter 41 anos me parece ter alguma maturidade para lidar com tudo... com ou sem resposta, você encontra, sempre, uma forma de atingir o equilíbrio de tudo. E quando falo de encontrar o equilíbrio, estou falando não apenas do eu, mas dos próximos. Você, como ser social, tem obrigação em ajudar os passos de alguém próximo. Isto é uma manifestação de amor... e se não tenho o suficiente para banhar o mundo, acho que é papel fazer pelos que estão bem próximos. E no fim... sempre escrevo, portanto é disponível para quem quer ler... e creio que isto deva ajudar algumas pessoas com dilemas parecidos, ou mesmo com as opções de escolha. O que importa... é estar confortável com suas escolhas. 
Acho... e não digo que é certo que, ou tenho certeza, que toda afirmação coloca o autor em uma situação de risco. O "acho" é uma posição de maturidade, talvez, "acredito que" possa ser uma forma melhor de explicar que este é um posicionamento específico das tuas vivências, tua resultante. Assim, prefiro pensar que é prudente ter este entendimento de dúvida, primeiro porque nos deixa cautelosos e livres dos rótulos; em segundo momento também isto é uma evidência de maturidade. Se alguém afirma algo pra mim... sobre coisas tão incertas, já perde pontos na escala de maturidade. E com esta segunda, não estou julgando, mas sim interpretando quanto desta posição vou aproveitar, pois na vida do aprendizado... me parece óbvio que nenhuma teoria parte do zero. Toda ideia inicia em argumentações de outras pessoas. Assim é a ciência, assim é o conhecimento vulgar (popular). 

Sobre ser um espírito nascido em 1976... 

          Acho que ser um espírito nascido 40 anos atrás pode dizer muitas coisas. Eu me refiro a ideia de que a maturidade tem uma data. É uma cronologia que se apropria de diversas experiências e que ao longo da história te permite somar pontos imaginários para dizer quanto você consegue trazer disto tudo para a vida. Pense que atrás de toda decisão há um mecanismo de reflexões que te faz optar por escolhas seguras ou que busquem alguma segurança. A decisão é poupar-se e poupar os próximos... aí surge aquela relação de maturidade x altruísmo. Por isto, egoísmo parece ser um gesto imaturo. Quem pensa em exclusividade no eu... não consegue visualizar o prejuízo que pode oferecer ao próximo. Esta é uma personalidade, que não nos cabe julgar, mas que de alguma forma é menos lembrada ou apreciada pelos que vivem em torno. Note, não estou dizendo como alguém deve ser... estou falando o que acontece. Já convivi com pessoas que possuem este tipo de comportamento e que talvez nem soubessem, e que jamais compreenderam porque a estrada é de solidão. Tudo que vivemos nesta vida possui uma reação de acordo. A vida pode parecer injusta em muitos momentos, mas para quem possui estes vínculos fortes gerados pelo dedicação afetiva são geradas novas opções de resultados. É tudo uma montagem... a construção é baseada nas ações. E eu viajo nestas reflexões, pensando que isto tudo me leva para cima de um caixote num campo... onde a altura da caixa me deixa na vantagem de escolher, tal de maturidade, uma caixa num lugar plano, para me dar mais alcance. Cada um faz o que quiser da sua vida... e por isto estou exatamente aqui. 

Pingos


Pingos caem... pingos escapam de um telhado molhado, de uma torneira mal fechada, do orvalho sobre a folha. Pingos são continuidade de uma vida que se transforma, da chuva formada... daquela água que formou uma bonita nuvem. De onde virá aquela gota, pra onde irá, pq a pressa? Onde vais gota cristalina? Dúvidas sobre pingos de vida, sobre razões e emoções que temos e sentimos. Para onde vamos, de onde viemos, quando chegaremos? Somos como pingos, pingos que vem e que vão, sem razão... pura emoção, amor e sorriso! Não sei onde vais, mas volta! Volta e chove no meu telhado, para eu sorrir, para eu te amar!

Por Roberto Furtado, em 2006.

Força

             A água é a força mais notável que lembro quando começo a pensar em algo invencível... Ela se molda, se adapta, bate de frente e supera os obstáculos como se pensasse que de tanto insistir conseguirá atingir tais objetivos. Na verdade, se pensarmos... compreendemos muitas questões da desistência. A gente desiste porque pensa demais... e é fato de quem se foca em algo e não pensa nos obstáculos, torna-se imutável na trajetória, acaba superando e um dia conclui a tarefa. Tal de insistência... que leva a realização dos feitos, seja qual for o grau de dificuldade. Sempre pensei muito, especialmente se era realmente "isto ou aquilo" que eu queria pra mim. Fui, toda vida, emocional... decidi pensando em quem eu gostava e optei por viver mais. E me parece uma boa escolha... já que deste plano, não levaremos nada, e o sacrifício de ser ausente pode ser simplesmente um perder de tempo irrecuperável. As escolhas... elas nos levam aos lugares, aos formatos, para a segunda pele sejam carros ou roupas de valor agregado, também nos levam a outras pessoas, talvez até faça sentido em alguns momentos. Sempre penso... nascemos e morreremos sozinhos, pois a passagem, mesmo que alguém esteja segurando tua mão, será feita individualmente. Neste "cano" de passagem, passa um vivente de cada vez... mas este nem é o assunto do meu post. Meu post é sobre força, sobre escolhas, sobre como dar de frente com o mundo e manter-se em pé. Cerca de dois meses atrás, ensinava alguém a entrar no mar. Foi ali que percebi que era forte... e quando falo de força, falo de ser inquebrável. Todos nós passamos por muitas coisas... a estrada é uma trajetória com surpresas. As pessoas ao nosso lado, mudam, outras vezes desaparecem, por motivo ou sem motivo... por vezes, olhamos ao redor de nosso próprio eixo e percebemos que estamos entre arrebentações no mar sem fundo. E é neste momento, que mais precisamos, que podemos e teremos a força. Há dois tipos de pessoas... os que lutam e os que afundam. Nasci para lutar... eu brigo com o mar até a exaustão, porque sei que o momento seguinte é a desistência de algo que ainda quero desfrutar. Lembro perfeitamente, ainda quando tinha uns 18 anos, de uma oportunidade mal interpretada para pegar ondas. Mar grande, bravo, correnteza lateral de quilômetro pra 40 minutos. Não era o dia pra fazer aquilo... mas jovem, acha que pode e faz. Cheguei num lugar que não tinha como sair... larguei a prancha por lado e flutuei apenas com a cabeça fora dágua e a agitação do mar era tanta que mal dava pra manter o nariz pra fora. Foi ali que tive o estalo... experimentar o pior liga o botão da força. Quando se é jovem, este botão só liga quando você precisa... mas ao envelhecer, aprende-se que esta força esta disponível integralmente. Deve ser utilizada com sabedoria, pois momentaneamente é esgotável. Puxei a prancha de volta e sentei pra ter uma visão mais ampla... na minha frente estouravam os "caxotes" de 2 metros de uma onda gorda que nunca vi em outro mar além aqui do sul. Combinação explosiva... banco raso com onda gorda. Receita de acidente... mas eu tinha que sair de dentro daquela máquina de lavar. Estava, já, com as mãos roxas  de frio... quase hipotérmico. Ainda assim, escolhi uma onda e fui... mas era garantido que cairia de uma onda tão bagunçada. Fui ao fundo sem tocar em nada... acho que não era tão raso como pensava, mas a onda quebrava muito feio. Quando voltei a tona, levei outra, era uma sequência muito frequente entre onda e outra. Naquele ponto o pior já havia passado... mas advinha se a cordinha não arrebentou com toda aquela força dágua. Eu estava sozinho... sem minha parceira de flutuação, mas de pés de pato, nós, bodyboarders, nos viramos muito bem. Embora estive indo na direção de uma saída dágua, nadei forte e cruzei pelo vazadouro com segurança. Ao chegar na praia percebi que tinha feito algo novo... algo que não poderia ser retirado de mim, algo impagável, era o acesso ao plus da força. Ali, percebi que depois que a gente pensa que acaba, tem mais um dobro de força extra que a gente não acreditava que tinha. E pensar que muitas pessoas nunca acessam esta força... embora, acredite eu, que ela esta em todas as pessoas. A cabeça manda no corpo... meu avô dizia isto. Era meu sábio, chefe da tribo, que antecipava as coisas pra mim. Meu melhor amigo... e sorte tive, pois era homem feito quando se foi. Foi o dia mais triste da minha vida, tal partida, mas a felicidade de ter convivido com aquele velho me colocou num plano de existência que eu jamais poderia lamentar. Toda vez que começa a chorar, lembrava tudo que tive e assim estanquei uma ferida. Ora, contei dois momentos importantes sobre força... na pressão psicológica de uma situação de vida em risco, outra pela perda de um amor. Percebes quanto somos fortes? Podemos nos tornar inquebráveis... eu jamais desisto de importâncias, até que algo ou alguém desista por mim. Que a força esteja com você...

Gatilho de reflexão...

Click meramente ilustrativo... Em algum lugar da Califórnia, 2014. Foto: Beto Andarilho
           Estive no tal viaduto 13, em Vespasiano Correa, trecho da Ferrovia do Trigo. Fui lá, sozinho... e não que fosse opção, também não tinha como ser de outra forma e por isto nem me atrevo a reclamar. A verdade é que estou de "saco cheio" de fazer as coisas sozinho, mas por outro lado... melhor ir sozinho, do que não ir! E eu nem sei o motivo de dizer isto... pois o post possui outra finalidade. Hoje, enquanto parei para descansar entre dois túneis de trem, sentei numa pedra e fiquei olhando uma paisagem. O entre vales cortado pelo rio... era água que corria e eu ali olhando tudo de cima. Eu já falei isto antes... sobre olhar tudo de cima de algum lugar. É uma forma de pensar diferente, de fazer relações entre as coisas do mundo, sob nova perspectiva, porque normalmente a gente observa sempre da parte plana, da altura dos olhos. Tudo isto em torno da gente já estava aqui antes de nascermos... é uma existência como um playground. Estamos aqui brincando que somos importantes, enquanto o mundo esta em uma decorrência constante de fatos novos e velhos, certamente cíclicos. Não me atrevo a confirmar o motivo disto tudo existir... mas por favor, me permita compreender que isto não tem nenhuma relação com a Bíblia e/ou outra religião contada como verdade. Ando cada vez mais convencido à respeito de que o mundo esta aí, possui suas energias, das quais somos parte e as ignoramos, jogados ao sabor do universo que não tem exatamente uma explicação para nós. O que não podemos é encontrarmos a dúvida com sofrimento... eu, estacionei em um lugar entre a aceitação e o questionamento, que permite seguir e de vez em quando ganhar algumas migalhas que parecem explicações sobre o mundo. O processo é tão lento que devo precisar de uns 1000 anos para compreender a minha existência... então, se o lance é este, que seja aceito. A gente muda e se dedica para coisas que pode... o resto, bem, o resto, fica para o exercício do botão "foda-se". ;) 
Então estava parado lá, na pedra, quando um borrachudo pousou na minha mão... mas não dei tempo para ele servir-se. E por causa dele levantei e tornei a caminhar nos trilhos do trem. Ali, naquele momento, percebi que esperar ou seguir depende de muitas coisas... inclusive de ações externas. O borrachudo foi uma interferência externa... por causa dele levantei e retornei ao rumo. Bom ou ruim, me parece que não importa... é uma ação que te coloca em um sincronismo para outras coisas, para livrar-te ou atribuir-te uma experiência, que depois chamamos de acaso. Nós somos pretensiosos demais para aceitar que tudo acontece por um motivo simples, de uma necessidade, que não compreendemos. Não estou mais preocupado, apenas vi que faz diferença... e que a ordem é seguir, de coração leve, sendo objetivo consigo mesmo. Em qualquer lugar do mundo que você esteja, tais oportunidades para refletir acontecerão... uma vez, duas vezes, muitas! Se é perto, se demanda muita energia para lá estar, se foi rápido... pouco importa. Lennon, dos Beatles, certa vez disse: "Eu estive em todos os lugares, e só me encontrei em mim mesmo!" 
Acho que ele quis dizer sobre uma perspectiva que jamais conhecerei, por escolha, mas eu já estive em tantos lugares. Estive no mar, no céu, na terra em muitas opções... e todas as vezes, encontrei apenas a mim mesmo. Espero que um dia, a humanidade consiga entender isto... que o lugar mais poderoso do mundo é o interior da gente. Dominar-se, criar uma cama macia para consciência é uma alternativa como um atalho. Não há fuga que leve para outro lugar... e apenas quando realmente enfrentamos nossos inimigos internos é que conseguimos atingir um espaço merecido. Como fazer? Bem, infelizmente, encontrei para mim... não há receita de bolo, mas eu garanto, o caminho é este mesmo. Morda a faca e insista com tua intuição. Uso os lugares como ferramentas, embora, pudesse, simplesmente sentar no meu quarto e encontrar as mesmas reflexões... mas advirto, hoje, o borrachudo me inspirou. Os fatores externos trazem a tona seus sentimentos, suas habilidades, seu curso natural de questionamentos. E eu, achei que isto era impublicável... mas resolvi falar sobre isto, para que talvez, alguém pudesse se aproveitar de alguns fragmentos desta reflexão e então, encontrar o próprio caminho. Talvez, o que eu tenha pra dizer, mesmo que me exponha, seja importante para ficar guardado. Vou pensar mais um pouco sobre isto...

Viaduto 13

Viaduto 13, 2017.
         Era curioso pra conhecer o tal viaduto 13, da Ferrovia do Trigo. O local tornou-se popular para visitação com o passar dos anos, pois é realmente uma obra grandiosa. Não faz ideia a pessoa que olha a estrutura por fotos... é uma construção que certamente custou os olhos do país, realizada no período dos militares. Um projeto realmente bem feito...
Como passeio, pensei que era uma aventura um pouco mais difícil... mas a verdade que até crianças chegam ali com facilidade. Se tiver cinco anos já consegue ir numa boa com os país. O local é muito alto e a proteção da beira é baixa... brincadeira pode muito bem ficar em casa, pois ali não é lugar pra isto. Vai lá, olha, não se aproxima da proteção... não faz brincadeira lá. Eu tive até ideia de lançar um projeto... mas para isto primeiro vou pesquisar sobre a permissão para transitar no local. Receio que não seja exatamente liberado como as pessoas imaginam. E existe necessidade de ver outras questões de segurança, tal como a rigidez dos horários de trem ali... 
Por hora, tá morta a curiosidade. ;)