Olhar de coruja ao oportunismo...

Capão da Canoa, RS, 2012.
É apenas uma forma de olhar... olhar aparentemente desinteressado, por outro lado atento a tudo que acontece. Assim estava a coruja no dia em que troquei uma ideia com ela... acho que estas são acostumadas com o movimento de pedestres e curiosos. Na verdade há pelo menos uma dezena delas em pequena distribuição de dunas de areia em frente aos prédios que cedo escurecem o habitat da vida selvagem que ali vive. Fico pensando no impacto ambiental, talvez até mesmo favorável as corujas e desfavorável as presas... pequenos lagartos e roedores, talvez alguma outra presa eventual local. Por volta das 17 horas, em dados locais já não bate sol nas dunas... pq ao entardecer o sol se esconde atrás de prédios de 6, 7, 8 ou 9 andares. Tem de todo tamanho... as corujas ficam ali observando aqueles seres humanos sem sentido, entrando e saindo de suas tocas empilhadas. E tem quem acredite que aquilo é bonito... aliás, tem gosto pra tudo! Eu curto mais a vida de coruja, tipo barraca nas dunas de areia morna ao anoitecer. A vida de Andarilho pode fazer mais sentido se a gente tem hábitos e apreciações diferentes. Sou mais a coruja do que os prédios... mas sou suspeito, sou do time da coruja! Olhar de coruja me parece ter muito sentido... indiferença aos que simplesmente criam problemas na vida alheia. Nós somos assim... nós criamos problemas a vida selvagem. Sem radicalismo, mas que oportunismo!