As ruas que vejo... da liberdade!

Na parede de uma casa na Rua Lima e Silva. 2014.
O cenário de uma capital é sempre uma grande fonte de informação e reflexão. As ruas que vejo são uma oportunidade para exercitar a mente, mesmo que tudo pareça contrário a razão. A arte e as ruas me parecem uma necessidade do homem que busca a liberdade... e a liberdade parece que não é tão real como sempre presumi. A liberdade é um sentimento de ir e vir, de tomar decisões quanto a si mesmo, sobre nossos anseios pelo mundo. Receio de que a liberdade seja uma versão dos desejos que não se realizam. Não há como coexistir em uma sociedade com o conceito verdadeiro da liberdade. A liberdade deveria significar uma total ou plena decisão por optar. Como alguém pode viver com total opção de liberdade quando de alguma forma esta submetido ao sistema? Se vc compra comida ou se vc trabalha, então esta sujeito as leis e impostos, também as formalidades padronizadas. Há como viver plenamente em algum lugar, de alguma forma, totalmente independente do Estado e dos conceitos pré estabelecidos? Evidentemente não... não é a resposta para parte de nossas decisões. Nem tão ruim assim, nem por isto nem tão liberta são nossas escolhas, sem espaços para certas respostas... mesmo assim, liberdade pode ser a escolha por pensar nestes assuntos. De caminhar pelas ruas e fotografar ou observar arte, intenções, coloridos ou o belo branco e preto. As ruas que vejo não são tão livres assim dos modelos impostos por uma sociedade, menos ainda as pessoas, tampouco a necessidade de ir e vir no aspecto segurança nas ruas de Porto Alegre. A liberdade... descobri da forma mais difícil, ela não existe em sua plenitude conceitual, mas me permite falar a respeito, que não deixa de ser uma ação 100% livre. Eu penso, eu escrevo, eu fotografo o que eu quiser...