Valorizando os presentes... é a vida!


 Em alguns momentos eu me vejo sozinho sentado em uma cadeira em frente a esta estranha máquina de escrever. Na oportunidade em questão, remexo os arquivos pessoais da estrada que fiz, releio e revejo textos e fotos que fiz em outros momentos. Estas lembranças são frações do tempo que deixei para trás, tempos bons, tempos que compuseram minha estrada de vivente e carreira profissional. Eu andei em muitos lugares deste mundo, nem tanto quanto eu gostaria de ter estado, mas muito mais que algumas pessoas que foram a tantos shoppings gastar o suor convertido em dindin. E não há mal algum nisto, aliás, isto move o mundo de hoje... mas definitivamente, não me vejo assim. Prefiro gastar as solas dos meus calçados e conhecer pessoas, cenários e culturas. Prefiro olhar para um horizonte selvagem e saber a hora certa de eternizá-lo. São razões que eu não posso garantir a um terceiro, mas posso afirmar que existe uma razão para cada um. Eu conheço pouco a pouco as minhas, luto diariamente para matar a minha fome de comida, fome de esperança, fome de conhecimento interior... não me apego a materiais que me dão status social. Não coleciono automóveis, agora nem mesmo bicicletas, pois aos poucos me desfaço das mesmas. Os carros, há tempos não me interessam... as bicicletas são dindin preso em forma de magrelas, e sonhos trancados para alguém. No dia em que eu bati esta foto, talvez minha foto de número 120.046, me vi esperando por algo que não existe. Respostas de algum lugar... e foi quando descobri que todas as respostas estavam sendo descobertas dentro de mim mesmo. E parte destas respostas ainda não estavam completas e possivelmente ficariam assim pela eternidade... faça valer a pena. Seja feliz... um abraço!