Autoria, originalidade e talento...

Cambará, 2012. Foto: Roberto Furtado.com
Neste final de semana, descobri através das redes sociais, uma abordagem sobre questões de direito autoral. Muito embora esta questão não me envolva diretamente nesta oportunidade, parei para colocar em alinhamento algumas reflexões e questões pertinentes a esta situação.  A questão do direito autoral é muito mais ampla do que diz-se copiar efetivamente um texto ou outras obras. O fato de vc abordar um assunto com termos específicos e de estrutura semelhante, pode colocar vc também em uma situação de plágio. Isto serve para muitas situações onde um pseudo autor de propriedade intelectual utiliza textos semelhantes para montar o seu. Em exemplo, podemos apontar uma situação de trocar as palavras por sinônimos, e achar que mudou a autoria porquê as palavras não são as mesmas. A sugestão de pauta é um "trabalho autoral", possui sugestões e recomendações descritas por instituições e orgãos fiscalizadores e reguladores. A ideia é de direito de alguém, se for interpretada com plágio, o autor desta cópia de palavras trocadas é responsabilizado e punido.
Quando vi um representante de um site de bicicletas atacando outra empresa do meio, sem contatar para solicitar esclarecimentos, percebi que se tratava, certamente de uma "oportunidade" de autopromoção. E por coincidência, este mesmo autor que agora reclamava, costumava visitar o Bikes do Andarilho e copia termos específicos e temas que utilizava aqui nas páginas deste bloguito. Logo percebi do que se tratava... e se pudesse divulgar o endereço, o leitor daqui veria muitas fotos sem autoria, de origens diversas, termos que somente aqui eram utilizados no passado (tais como "roda pra frente..."), atribuições de menos é mais em bicicletas e outras questões tão íntimas do assunto bicicleta. Hoje, evidentemente por falta de conhecimento do autor, ele não escreve mais as mesmas coisas que aqui se passam, ainda mais depois que coloquei as informações sobre direitos autorais no pé do blog. Mesmo assim, jamais abordei o vivente, preferi deixar que ele se "enrolasse" sozinho. Pelo visto, agora ataca pelo outro lado... se diz jornalista, mas não é. Há duas formas de ser jornalista neste país... vc pode formar-se pelo curso de jornalismo, comunicação social com esta finalidade. Ou provar que vc é jornalista pq consegue ser... neste caso, a comprovação se dá por um registro profissional emitido pelo ministério do trabalho e emprego, geralmente apoiado pela FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) e sindicatos. Tenha certeza de que os sindicatos fazem de tudo para não dar isto a vc, exceto se vc realmente possuir as atribuições da função. Ser jornalista não é tão simples assim como muitos pensam. Direito autoral é um direito de todo autor de obra, nem por isto todo autor é jornalista. Vc pode escrever um blog como este aqui... e não será jornalista por isto. Os textos, em grande parte postados aqui, não pertencem ao universo do jornalismo, eles podem ser considerados aspirações pessoais, experiências e relatos, como em um diário. 
Certo dia, sentei ao lado de um senhor no avião que me traria de volta a Porto Alegre. Me viu olhando as fotos da câmera, perguntou o que eu fazia. Disse a ele que era repórter fotográfico, então ele exclamou, também sou jornalista! Conversei durante todo retorno com ele... ótima pessoa, de conversa agradável. Ele voltava de Brasília, trabalhava para o governo. Queria saber se eu havia me formado ou se me tornei por exercício... eu disse, "sou do exercício!" Então ele continuou... "Vc escreve também?" Respondi... "Sim, tenho um blog. Adoro escrever..." Foi então que ele disse uma coisa que jamais esqueci: "Para ser um jornalista basta saber escrever e ter criatividade e, abordar o fato verdadeiro, faculdade alguma ensina isto! Talentos e caráter não são ensinados na faculdade!"
Acho que é bem mais complexo que isto, mas algumas coisas podem ser observadas no cotidiano.