Pelos trilhos...

Vale Verde, RS, 2014.
Muitas vezes me perguntei e perguntei aos amigos sobre a questão de realizar constantes reflexões. A máquina mente do homem é uma constante, ao menos é o que me parece. Ao observar uma nova perspectiva, penso a respeito de relações envolvidas, sejam materiais ou pessoais, e este ciclo leva a novos trilhos de pensamentos. Este lance de estrada e destino me cativa muito. Sempre que me deparo com uma estrada que desconheço a origem ou o fim da mesma, reflito sobre pessoas e lugares, situações que se viveria em algum lugar. Este lance de mente andarilha é promotor da curiosidade, leva a gente ao sonho... montar um conjunto de perspectivas e suposições é do Andarilho verdadeiro. Certa vez, observei um texto que já me esqueci a autoria e o título, onde o autor supostamente descrevia sua necessidade de vivenciar um momento ou situação. Em uma resposta, o autor disse que queria conhecer ou saber o que havia naquele lugar, e o meio de obtenção incluía uma longa caminhada como trajetória de seu objetivo. Alguém lhe perguntou, mas não seria mais fácil pegar um carro ou um avião para enfrentar esta distância, ou mesmo olhar em livros ou internet... ele respondeu que o caminho lhe dava oportunidade de refletir sobre o que encontraria e que seu estado de espírito motivado pela demora "certa" dos acontecimentos faria ele ter aspirações muito próprias. Ou seja, vc pode ir de muitas maneiras, mas em todas elas haverá uma ótica completamente diferente. Sua forma de olhar será lapidada por aquilo que vc vive e viveu... ninguém, nunca, conseguirá ter as mesmas aspirações que vc, e isto, é um diferencial que somente os experientes conseguem perceber.