Jornalistas morrem em acidente aéreo... Eduardo Campos!

Imagem do Guaíba, praia de Ipanema, 2014. 
Algumas coisas não consigo entender... resisti ao máximo para me manifestar sobre o assunto, mas neste momento estou "tomado" de indignação. A queda lamentável da aeronave que transportava o candidato a presidência de república, Eduardo Campos, acarretou na morte de três representantes do jornalismo. Eles são... o assessor de imprensa Carlos Augusto Percol, o cinegrafista Marcelo Lyra e o fotógrafo oficial Alexandre Severo. A imprensa esta jogando ao vento, explorando ao máximo a morte de Eduardo Campos. Agora, os demais candidatos e políticos de partidos opostos ficaram amigos de Eduardo e comentam sobre o caráter e outras coisas belas da vítima aérea. Todo mundo explora a imagem de um acidentado... justamente pq ele era político e candidato a presidência da república. Me pergunto pq os colegas de profissão, tão inteligentes em abordagens variadas sobre o mundo, descrevem a mesma coisa nas redes sociais... falam apenas sobre a vida e fatalidade de Eduardo Campos. Para mim, os heróis desta triste história tem uma bandeira diferente... são os profissionais da mídia, que evidentemente viveram com o suor do ofício, com pouco reconhecimento financeiro (não têm repórter fotográfico ou cinematográfico rico). Eles representaram a imprensa, obtiveram destaque em seus exercícios, mas a imprensa mal fala a respeito. Se Eduardo Campos é uma grande perda... bem, acredito que sim, para sua família, para quem precisava e fazia parte de sua vida. A mim parece mais um oportunismo de exploração da imagem, onde até mesmo a concorrência política esta usando a imagem de quem não pode mais se manifestar. Engraçado era ver as pesquisas apontando que Eduardo não iria para segundo turno, mas mesmo assim, muita gente, inclusive a imprensa, fez questão de mostrar que ele poderia mudar o futuro do Brasil. O Brasil adora um drama... vamos dizer, depois que ele morrer, que ele poderia ter mudado o universo! Pq não o fizeram antes? Vai ter nome de rua agora? Muito legal estas homenagens póstumas... de grande valor para quem vai! Não é mesmo? Imagine o filhinho de Eduardo Campos, que nasceu no início deste ano, ao completar 20 anos e refletindo como foi o pai que nunca conheceu, mas agora pode olhar para uma placa de rua com nome do pai. É um mundo muito cruel e oportunista, inclusive da parte dos próprios jornalistas. E os jornalistas que se foram, bem, estou certo de que eles deixaram sua marca... mesmo profundamente triste com tal resultado, digo, as imagens que eles fizeram até aqui são seu legado. Use-os, pois eles deram suas vidas a estas imagens! Eles não eram apenas jornalistas... eram pessoas, tinham família, histórias e sonhos!
Para refletir, usei esta imagem de Porto Alegre... casa minha, cheia de problemas, mas ainda é a minha casa. A beira do rio é um ótimo lugar para refletir.