Tal e qual... o limiar da profissão!

Hoje fui fazer algumas fotos para uma agência que vende fotos para jornais e revistas... é um trabalho complicado para o freelancer, pois conta-se com a sorte de vender o trabalho. Em tempos competitivos isto é realmente desafiador... felizmente, algumas vezes vendo, possivelmente devido algum diferencial ou exclusividade de pauta. Um dos assuntos que um repórter fotográfico pode abordar é sobre o "canibalismo" dos colegas e da profissão. Embora, qualquer faculdade tenha código de ética, a maioria coloca seu ego acima de tal premissa. Poucos são os que compreendem isto... e muitos sabem que é errado, mas o fazem, tipo jeitinho brasileiro, tal e qual vista grossa para o limiar da profissão. E seja como for... cada um faz como quer em terra de ninguém. Se tem consciência ou não... desculpe-me, mas F...-se! Quem deita serenamente ao anoitecer e sabe o que é uma estrada limpa, entende diferente. O canibalismo da profissão é um "momento" oferecido por aquele que pratica, mas que prejudica os demais que não o praticam... só que a longo prazo são portas fechadas pelo praticante, pq o mundo é bem redondinho. Eu já assisti isto algumas vezes... e não é a toa que sou convidado para substituir três colegas sempre que estes precisam. É o meu nome que esta no topo da lista da confiança... então, faça cada um como quiser. Isto aqui da mais pano pra manga do que a própria política. Tem cara que diz... "não sou político!", mas quando tu vê ele tá sentado com algum relacionado da política e fazendo campanha. Ou é coisa de pinóquio ou de sem noção... é a falta do entendimento do limiar! As diferenças nem sempre são muito claras... tem cara que adora se fazer de bonzinho. No início quando comecei a trabalhar onde apareciam colegas, notava que alguns possuiam uma forte necessidade de aparecer, ofuscar colegas é uma forma de ganhar mercado... isto no entendimento daqueles que estão em uma lacuna do espaço inexistência da ética. Conversando amigavelmente com um colega... ele me perguntou como eu sabia a respeito da ética profissional se não sou formado em jornalismo, assim como ele. Disse a ele que primeiro recebi educação em casa, depois, qualquer interessado entra no site da Federação Nacional dos Jornalistas e descobre bem direitinho o que pode e o que não pode fazer, inclusive o que esta sugerido entre linhas. E por fim, tenho duas faculdades iniciadas onde fiz disciplina de ética profissional. Sobre o comportamento a respeito de colegas, acho que é bem fácil saber como se comportar. O que acontece é que muitas pessoas banalizam leis e maus hábitos, omitem detalhes, impedem a ordem natural e comportamental da sociedade. Ser cidadão é mais do que conhecer leis... é saber se portar sem desagradar o próximo. É um momento da evidente carência de bons costumes e hábitos... alguém sempre invade o espaço alheio.
Agora o que mais me incomoda mesmo é ver que tem colega, que não expressa opinião de nada, não tem sugestão, pensamento próprio e acha que repórter fotográfico não tem que anotar, escrever, ou dizer nada. Se vc faz material ilustrativo para um colega que escreve, que vai trabalhar no tema... como pode ir lá e apenas registrar? Como será que este tipo exercita a observação sem reflexão? Refletir é incontrolável... afinal, falamos de uma máquina fotográfica sem cérebro? Atrás da objetiva não há um ser humano?
Na verdade, todo jornalista medíocre ou competitivo se sentirá ofuscado por um jornalista de função específica que é capaz de escrever. A quem começa no ofício, digo... não tema, no seu talento e caráter há um lugar exato. Talvez vc não tenha achado este lugar ainda... mas durante a estrada, achará!