Litoral de lua cheia e sol que racha...


Foi dias atrás, fui pescar no período de lua cheia e me deparei com uma noite que prometia ser iluminada. A lua surgia de um lado e, ao oposto partia o sol que torrou o dia. Na beira de praia, de um final de semana de água cristalina, havia restos de uma embarcação "morta" pelo mar. Era a proa de um pequeno pesqueiro, que serviu também de referência para eu pescar. No balde estavam o peixes que capturei com o anzol, de frente para o mar o caniço montado na espera, ao fundo direito sobre as pequenas dunas se punha o sol, em frente à esquerda prateava a lua que agora faria as vezes de lampião. A brisa era forte... quase um ventinho, mas não incomodava. A promessa de dia seguinte era de dia quente, enquanto encerrava a pescaria pensava no banho de chuveiro de campanha. A simplicidade é um sabor que o aventureiro sabe apreciar. E de frente para o mar, na verdade, estamos no colo materno. Não há lugar mais confortável neste mundo do que a visão de frente para o mar. É a vida que aflora, longe da cidade de concreto. Depois do banho tomado, faz uma gororoba e de barriga cheia desliga a lanterna. É hora de dormir, pro dia nascer feliz outra vez. A noite, janela aberta, nada de ventilador e lá não precisa... faz até um friozinho a noite. O nome deste lugar deveria se chamar felicidade. Felicidade é um estado de espírito que não tem preço, não tem investimento, não tem comparação, tampouco contra, apenas prós!