Nada é como antes... mas tudo é muito bom no presente!

Farol Cidreira, 2007. Foto: Roberto Furtado
   Revendo e falando novamente com amigos dos velhos tempos do colégio e praia, me vi em um túnel do tempo. Uma jornada que nos auto descreve... somos o que vivemos! Não vi o tempo passar tão depressa, e acho que foi pq eu vivi intensamente de lá pra cá. Fiz tantas coisas que esqueci de olhar para trás, esqueci de relembrar por um longo período. 
Hoje, próximo de completar 39 anos, lembro dos tempos em que eu tinha 14, 15, 16... 18 anos se tanto! Vinte e poucos anos é tempo para tudo mudar. E nada é mais como antes, nem os amores seriam, tampouco a diversão de colégio faria sentido. As ondas que peguei, beijos que ofertei, abraços dos amigos "inseparáveis" que agora nem sei onde andam. Tudo é tempo, tudo é momento, tudo é uma fração de amor de um período sem volta. Vivemos o momento, ele já foi! Não voltará, e mal algum fará que desta forma seja! Algumas coisas continuam lá, guardadas em um cantinho, alguma caixa velha junto do coração. Fisicamente, há coisas para lembrar... um farol, uma casa velha, o velho colégio Cruzeiro do Sul onde estudei. Tudo dentro daquela velha caixa... sorrisos, aromas, palavras soltas. O tempo não vai voltar, mesmo assim lembro. Queria tanto poder passar 5 minutos no túnel do tempo e lembrar de algumas coisas, inclusive de mim mesmo em frente ao espelho do banheiro enquanto escovava o longo cabelo. Sim, naquele tempo eu era cabeludo, motivo de sucesso em meio as meninas. Se soubesse que o cabelo, que hoje eu já não mais teria, talvez tivesse feito mais fotos. Eu era tímido... sempre fui! 
Agora preciso sair... vou visitar um cliente, mas eu volto a falar sobre as velhas caixas guardadas e as coisas que nelas estão.