O fim do fotojornalismo? Uma forte mudança pela frente...

Estádio Olímpico, Porto Alegre, 2014.
           Qualquer situação que seja supor sobre o futuro se torna um ato de especulação... não há certeza alguma até que o fato aconteça. Isto, qualquer jornalista sabe... "acho que vai ser assim ou pode ser que seja", não passa de uma imaginação ou talvez até de um gesto instintivo do autor. Me preocupa muito o que tenho visto... os velhos do fotojornalismo estão encrostados de certezas, principalmente sobre o futuro. Existencialismo é uma necessidade... sobrevivência! Muitos dizem que a fotografia, pura e singular, jamais vai terminar. Contudo, não tenho esta certeza. Estou vendo de perto a fotografia degradada nos jornais e revistas, também em sistemas ditos como mídias online. As imagens não podem ser mais pobres, sobretudo em qualidade do recurso... A mídia tem pauta, manda lá o jornalista, um repórter, empunhado de bloquinho de papel, caneta bic e um celular fantástico que faz fotos e joga na rede toda informação desejada. Muito prático... pois eu acho que isto é também encarar de frente o fim do fotojornalismo verdadeiro, aquele que, facilmente é identificado por crianças... um profissional com cara de cansado, cujas as mãos agarram um retratador poderoso, vulgarmente conhecido como máquina fotográfica. É um vivente que ganha mal pra burro, mas que esta se lixando para isto... ele pode até reclamar, mas não vai viver outra vida e não larga o trabalho que adora para viver outra profissão que pague o dobro. É... este é o fotojornalista que vive um momento complicado, ele esta vendo o fim ou mesmo a transformação. Quando alguém disse, um dia, que a fotografia sairia do rolo de filme 35mm para um arquivo digital, muitos disseram que isto seria loucura. Hoje, já bem disponível esta o video... um enquadramento passageiro pelo alvo e dezenas de frames do assunto em questão estão disponíveis para capa de jornal. Sim, o cinegrafista vai substituir o fotógrafo... vão atribuir mais uma função ao cinegrafista, de achar o frame certo e fragmentá-lo para impressão no jornal. Depois desta... o repórter e o cinegrafista serão um só, talvez na corrida pelo ganha pão que enxuga vagas de trabalho. E verdade seja dita, para que serve um profissional que pode ser substituído pelo outro. Ao que parece, fotografia em essência vai existir somente em festas sociais e publicidade, cuja qualidade não pode ser substituída ou realizada por filmadoras. Já imaginou separar frame de video do momento de um brinde de casamento? Ou da alta qualidade de campanhas publicitárias... sim, seremos extintos. Todos nós... e deve acontecer também com os cinegrafistas, afinal, eles serão substituídos pelos celulares dos repórteres. Encerro este manifesto de uma forma muito tranquila... sei que há inúmeros erros gramaticais e etc, afinal, lembro-vos, sou um repórter fotográfico, não um redator!