Para três tons de cinza... na estrada das reflexões do fotojornalismo!

BR-386, Estrela, RS. Foto: Roberto Furtado / Diário do Andarilho.com
           A estrada do fotojornalismo é muito complexa no que diz respeito a opções e direção certa. O fotojornalismo feito para jornaizinhos talvez esteja com os dias contados... parece quando penso em agências querendo pagar entre 5-30 reais por uma boa foto. Se trinta reais por foto até parece tentador, não deixo ninguém esquecer que na grande maioria das vezes se vende uma ou duas unidades. "Não é muita coisa..." tem editor que diz isto!
Aí entra aquela conta famosa dos repórteres fotográficos, cuja conclusão sempre direciona os mesmos ao emprego de carteira assinada para benefícios do jornal, e estamos falando de uns 2000 reais, se tanto!
Só que há tempos eu, e muitos outros, deixamos de acreditar no trabalho de fotojornalista por meio de jornais e agências que vendem para estes. Ontem mesmo, disse a um colega jornalista que trabalha com assessoria de imprensa: "Eu faço fotojornalismo de rua porque sou apaixonado... pq isto nunca pagou nem mesmo a gasolina!"
Ontem, enquanto recebia uma diária que fotojornalista de redação recebe por 10 dias de trabalho, encerrava meu dia pela estrada com este cenário de céu cinza bonito. Me senti feliz por não estar dentro de uma redação que paga tão mal por um trabalho tão necessário e bonito. Definitivamente... de alguma forma pulei esta fase, precocemente ou não, pouco importa. Acertei a mão, fiz das tripas coração e encontrei um caminho. Mostrei a imagem ao meu pai e ele disse que ela tinha três tons de cinza. E foi ali, naquele momento que percebi que a vida não tinha duas opções distintas entre desistir ou seguir em frente. Percebi que uma terceira opção me dizia para "fazer diferente"!