RF é de Repórter Fotográfico... destino é o que junta acaso e ofício!

A chaleira... Foto: Roberto Furtado
        Quando a ficha caiu... eu já exercia o ofício sem nunca ter pensado no assunto. Levei 30 anos para saber o que queria fazer da vida. Já havia feito escolhas até então, mas nunca fui efetivamente feliz como sou agora. Se RF podem significar Roberto Furtado, da mesma forma que representa Repórter Fotográfico. Isto me parece um sinal... muito embora seja cético, sou ainda forçado, pelo tempo, a acreditar no destino. Foi assim... a máquina se encaixou na minha mão, o enquadramento se tornou natural no olhar, o dedo indicador do clique entrou em sincronia com o tempo de tudo que cruza o caminho... a mente desenha uma possibilidade e muitas vezes surgem oportunidades. Vejo fotografias descritivas o tempo todo... pessoas, objetos, animais e estruturas. Tudo simples, tudo complexo, tudo se monta como uma história a ser contada. Algo acontece, eternizo na melhor intenção de explicar ao observador como aquilo aconteceu. Fotojornalistas contam histórias... elas são do passado, sempre, passado recente, passado distante, passado contemporâneo, algumas vezes parecerão do futuro, mas evidentemente, será uma ilusão do tempo. Repórter fotográfico tem as mesmas iniciais que meu nome... isto não pode ser mudado. É algum tipo de destino que o passado desenhou para mim. Levei muito tempo para entrar na estrada certa, demorou, mas agora não mais sairei... me transformei em profissional que jamais imaginei um dia. Feliz aquele que encontrou uma estrada e nela mirou o horizonte...