Nephila Clavipes é o nome dela...


               A natureza é a existência de tudo que conhecemos... muito embora nos comportemos como se ela não fosse importante. Os recursos, todos, que possuímos, de alguma forma provém do que entendemos como natureza. Durante muito tempo ouvi minha mãe falar sobre Jacques-Yves Cousteau (1910-1997) e José Antônio Kroeff Lutzenberger (1926-2002)... me chamava a atenção justamente pq sabia que eu gostava destes assuntos. Nós vivemos em um mundo de copos plásticos... e assusta encontrar em redes de pescadores, copos plásticos presos e que foram trazidos pelas correntes. É uma gravidade assustadora...
Um dia me perguntaram pq eu fotografava animais... e fiquei alguns minutos na reflexão de um pq alguém pergunta isto. Para mim é tão óbvio como respirar... fotografar animais é garantir que possam sem observados no conforto de casa, fora de um período e/ou local de ocorrência. Talvez o fato mais importante sobre documentação fotográfica no campo da natureza seja garantir que saibamos que uma espécie existiu, pois estamos sim a largos passos da inexistência de muitas espécies. Quando vejo um animal fantástico como as aranhas, embora sejam um pouco temidas por nós, penso que se tratam de animais de simplicidade incrível... e ainda desta forma portadoras de complexas atividades. Construir uma armadilha é fato de uma atividade e as aranhas são realizadoras desta tarefa muito antes da consciência do homem a respeito da atividade de pesca. Sabedoria pode ser avaliada de muitas formas... como um animal desenvolve uma prática como esta de gerar armadilhas para animais alados? Acho que isto poderia sim ser visto de uma forma muito imatura nas reflexões de um leigo, talvez como um processo de sabedoria das aranhas. Elas, aos poucos, desenvolveram tais habilidades, ou surgiram quase que do nada e se tornaram pescadoras. Para mim importa o fato de que o homem copiou a aranha, que ao ver da espécie humana sugestiona incapacidade em tais animais, mas plágio é plágio. O direito de descoberta da atividade pertence as aranhas... quem chega e cria primeiro é o detentor das ideias, o outro, bom... aí foi apenas um copiador. Isto vale para textos, projetos, fotografias... há aquele que cria, há aquele que copia! És quem?

Nephila clavipes é a espécie que fotografei. Eu já havia percebido que são ótimas construtoras de teias, embora sejam suas tramas nada simétricas como outras que já observei. O que me deixa mais curioso sobre esta espécie é o fato de que ela é capaz de se desenvolver rapidamente, assim como construir rapidamente. Depois de um tempo, vc já observa que ela esta extremamente grande... então desaparece deixando para trás seu trabalho. O legado também se vai com o tempo... a teia desaparece. Tudo acontece em não mais de um ano... e no ano seguinte aparecem novamente, pequenas clavipes, que se tornam adultas e grandes, constroem suas teias, e novamente desaparecerão. É a vida... perfeita!