A estrada... com ciclistas e no meu fotojornalismo!

BR-101, trecho entre Osório e Capivari do Sul, Brevet 600 km da Sociedade Audax de Ciclismo, ACP, 2016.
          Estava realizando a recontagem dos eventos que trabalhei com bicicleta... alguns como profissional oficial, alguns como um freelancer, na maioria das vezes fui solicitado por alguma empresa que atua no mercado específico. Cheguei ao número 362... sim, estive em 362 eventos da bicicleta. Foram mundiais, feiras, provas de superação pessoal, eventos sociais, pautas que foram materializadas na revista bicicleta, colaborações para sites e portais específicos, e quase sempre publicados no Bikes do Andarilho, meu blog da bicicleta, hoje, inserido no projeto Bikes and People. Não estou certo de que o número é preciso ainda, pois acho que pode estar faltando algum evento, mas pelo menos agora, eu sei que fiz mais de 350 coleções do fotojornalismo específico da bicicleta. Quando eu olho para o horizonte me deparo com duas realidades... a primeira para o sentido em frente, para onde estou me dirigindo, e a segunda com quando olho para trás e percebo que não vejo mais o ponto de partida. Dá até uma sensação de estar afastado de algumas coisas que também considero importantes. Um cliente, hoje amigo, me perguntou algo que já ouvi algumas vezes. A resposta que dei para ele me faz pensar... Ele disse: "Cara, como tu entrou nesta?"
Eu disse que fui fazendo, fazendo, e que encontrei pessoas que me ajudaram no caminho... poucas pessoas realmente me ajudaram. A maioria têm medo, descaso ou receio em ajudar. A parte boa é que aqueles que não ajudam não podem criticar, não podem dizer que fizeram parte da sua história, não são parte de algo que considero mágico... que é a formação de um profissional, que têm suor e jogo de cintura. Ter na sua história o crescimento de alguém que saiu de lugar algum apenas com um sonho deve ser fantástico. Sirlei Ninki, da Sociedade Audax de Ciclismo, fez isto por mim... ela apostou no meu trabalho. Elcio Petris, da Revista Bicicleta, também apostou no meu trabalho... eles fizeram algo por mim quando eu ainda era um iniciante neste mercado específico. Eles me deram oportunidade! De lá, veio Federação Gaúcha de Ciclismo, muitos eventos! Fiz também a maior feira do Brasil, específica do mercado da bicicleta, sozinho, e recebi muitos elogios por este trabalho. Eu ouvi algumas vezes que as pessoas não esperavam este resultado de mim... e para mim isto é um prêmio, pq eu espero sempre surpreender as pessoas. 
Quando penso que utilizei cerca de 300 domingos para trabalhar, me sinto realizado. Me sinto motivado e justificado! Eu usei 300 domingos para me tornar um dos profissionais mais lembrados no mercado da bicicleta. Ninguém pode tirar esta realização de mim... este sabor de ter feito valer cada domingo. Então se alguém me perguntar de novo como cheguei até aqui... vou dizer: "eu madruguei por mais de 300 domingos para chegar até aqui!"