Insana razão

Sem teto durante a Copa do Mundo de Futebol, Brasil, Porto Alegre, ao alcance dos olhos de todos. 
Na estrada não há nada ou por nada que não seja o mesmo... não se vê em outros o que se procura, não se vê neles o que não tem. Não se entende substituição como conserto, não se vê dano permanente com solução. Não se simplifica apenas porque não há forma de resolver, não se complica o que é incompreensível. Se busca dissolução de conflitos internos, aço contra aço, água contra água, a água bateu na pedra, a pedra se dissolveu e desprendeu o aço. Inevitável é interagir com as próprias dúvidas, como um rio que corrente se vai, transporta o que poderia ser inquebrável e pesado. Certeza pertence a um tipo que só pode ter uma coisa dentro de si... e não é conhecimento! O que é não se sabe, parece que não existe esta aula! Dadas opções foram muitas tentativas a compreensão, de muitas coisas, menos de entender como funciona o mundo depois da razão. Mesmo assim... a distância da felicidade é uma fração sem razão... é impossível medir! Ela vem, ela some, ela pode voltar com outro formato. Para quem não se sensibiliza com nada, em nada se apresenta a mudança. E quando o autor se diz mudado, na verdade ele tenta enganar o destino, mas na verdade engana a si mesmo. Não muda, não passa, vive um estado sólido da água, um gelo, rígido, frágil ao calor. Não há amor que não derrube o frio, não há gelo que se faça invencível ao calor das mãos. Duro pra bater, frágil para aguentar, tal resistência não é resiliência. É fajuta tentativa de parecer o que não é... talvez uma proteção, talvez enganação, talvez artimanha. Resistência não é inteligência, resistência é indiferença. Indiferença ao caminho de tentar. É dúvida, pode ser existência, pausa para um novo... novo não existe, tudo gasto, tudo usado, tudo girando e trocando de mãos. Novo para uns, usado para outros... reciclagem é o termo atual. Sensações são frações de sentimentos, sentimentos fragmentados não geram conclusões, nem dão direções. Mapa sem pedaço não possui alternativa... se não esta, não estará. Troca de mãos, outras mãos, novos desafios, acabam no mesmo lugar. Quando falta um pedaço, não tem direção. Problema de um, vira problema de dois, acaba no problema de mais quantos se envolverem. Solução de insolúvel é estancar. Problema que não se propaga, ali repousa. Tal vida após problema é improvável, algumas vezes o tempo, outras o vento, quando muda a paisagem, pode até o rio mudar... mas quando tempo definiu, pouco sabe o homem como transformar declive em aclive, e de um leito não virá morro, tampouco inversão de sentido. Água não sobre morro, vento não sopra pra baixo... luz não passa por objeto, até tenta, mas não consegue. O que é resistência, ao oposto da razão, não flui, não vinga, não se transforma. É preciso aí uma coisa que raras vezes se vê... tal de milagre, poucas vezes se viu. Diz que se ouve algo do silêncio, tipo um zumbido, tipo um som de inexistência. Algumas pessoas dizem que é o barulho do silêncio! É desconstrução de conceitos, talvez geração de novos parâmetros, alguma insana tentativa de mudar as regras. Tudo é multidirecional quando o assunto é pensar em solução, mas a verdade é que não há receita, dica ou direção pré estabelecida. Cada caminho é único, acaba de novo, no ponto de partida, na estrada.