No dia do repórter fotográfico é imprensa livre...

Manifestação de ciclistas por paz e direitos de circulação com segurança, na avenida Ipiranga, Porto Alegre, RS. Foto: Roberto Furtado / Revista Bicicleta

Bom, aqui é blog... blog! Me perguntam se estou chateado... Ora, como não? Dia do Repórter Fotográfico... a população não gosta de jornalistas, a polícia não gosta de jornalistas! O fotojornalismo é quem vai as ruas... só tem dois tipos de jornalistas que "precisam" realmente estar no miolo da confusão: A) repórter cinematográfico B) repórter fotográfico. O repórter de "confusão" pode olhar de longe, os que captam as imagens necessitam estar lá na frente da bala ou da pedra. Como se sente o repórter que capta algum tipo de imagem? Sabe como é aquele muro, não tão alto, não tão baixo, apenas que aumenta a exposição? De um lado a polícia, de outro o manifestante... no cruzado esta o vivente, bem remunerado e valorizado, repleto de amor e carinho da sociedade, alvo de paus, pedras, balas de borracha e bombas de gás. Não precisa estar ali... ali não é seguro! Seguro pra quem? Pra que mesmo que existe jornalismo? Aí tu vê teus amigos... teus amigos, te dizendo de esquerda ou de direita pq tu faz um trabalho mal remunerado pra caramba. Tu só vê os caras se atacando, de lado pro outros, xingando, inclusive a ti, que esta ali pra cumprir uma tarefa que descreve uma realidade. Imprensa é livre, em especial toda imprensa independente! Cores não me representam, religiões ou partidos não representam meus comportamentos... quem me representa sou eu mesmo, em meus atos de cotidiano.