Pra enxergar mais longe...

Zona sul de Porto Alegre, 2016.
          Fico me perguntando se este blog era realmente um blog das minhas aspirações fotográficas e do fotojornalismo ou se esta destinado a ser apenas o esboço literário de uma obra maior. Como estou vivendo uma nova fase da minha vida pessoal, percebo o peso que se coloca sobre o trabalho iniciando de coisas pessoais. E é aí que me refiro quando digo que é impossível separar o vivente entre vida pessoal e profissional, a gente leva sim pra casa o trabalho e vice-versa. E não é necessariamente ruim se vc sabe como levar isto e não prejudica uma destas faces da vida.
Ontem, subi alto... fui até o topo de um morro. Eu não sei quantos metros de altura, nem quanto caminhei pra chegar ao patamar mais alto. Eu vi vida selvagem... lagartos pequenos corriam pelas pedras e vegetação. É muito importante a gente se colocar em contato com a natureza, pelo menos de vez em quando... para que possamos refletir nos acertos e erros, na direção das opções. O universo é um jogo de forças, ele nos move... ele empurra a gente para decisões, para caminhos novos, também para mudanças com caminhos antigos. Tudo é uma questão de não forçar a barra... deixe que role, deixe que a água corra na direção que precisa. Me tornei um fotojornalista tardiamente... quando eu tinha 20 anos eu queria ser jornalista, mas fui teimoso e me deixei levar por situações que não compreendia. Hoje, o fotojornalismo me encontrou... isto me faz pensar que se o seu destino não é encontrado por vc, ele vai conspirar para que isto aconteça. Sou grato por isto... o tempo não me põe medo. O que me coloca medo é pensar que por algum motivo o destino foi manipulado, forçado a não existir. E não há como saber... isto depende dos sinais que a sensibilidade de cada um se encontra no momento. A oportunidade pode estar a sua frente... se vc é cego, irredutível, jamais terá um destino verdadeiro, mas sim manipulado. As coisas acontecem naturalmente... e eu subi no alto de um morro para enxergar mais longe!