Palavras ao vento...


          Bom bate papo hoje... me colocou pensando em muitas coisas. Eu solto palavras ao vento... e parece que muitas pessoas gostam. Algumas coisas ditas são ferramentas para começarmos uma manutenção no interior. Há coisas para colocar fora, outras para arrumar, algumas apenas para recordar... e nada melhor do que dar atenção a estas coisas. Nossos sentimentos, nossos movimentos impensados... situações das quais não podemos escapar, mas lidar melhor! Seja início de manhã ou fim de tarde... quase todas as vezes que pego a estrada, costumo parar o carro. Vou para o acostamento e deixo o carro em segurança... gosto justamente de olhar o nascer do sol, talvez o adormecer! Certa vez vi aquele filme, City of Angels, mas havia me esquecido que os anjos aguardavam o amanhecer... eu realmente me esqueci disto. Quando me lembrei do filme, recaptulei algumas imagens no meu cérebro (acredite, eu sou quase extraordinário com a memória visual), e lembrei daquela cena dos anjos de frente para o mar observando o nascer do sol. Foi ali que pensei que talvez fizesse sentido este meu comportamento... se faço, outras pessoas o fazem e alguém já teve até esta ideia de atribuir aos anjos tal observação do nascer do sol. Acho que não sou anjo... mas sei o que é bom. Já viajei tanto sozinho... peguei ao volante e dirigi centenas de quilômetros pensando na vida e no cenário que se apresentava no momento. Por estar sozinho é que prestei atenção no mundo enquanto me deslocava, não havia distrações! Me lembro de todo pôr do sol que vi... de toda manhã que o sol verteu do horizonte. E estou tentando entender pq me transformei num colecionador de palavras e frases... ainda mais um tipo que presta atenção em tantas coisas. Há no mundo, os constantes, os incansáveis e os que não dão a menor importância para nada. Eu meu coloco no papel de incansável... eu posso até não saber pq estou aqui, e talvez nunca saiba, mas vou tentar descobrir até o último dia. Eu não acho que isto faz alguém melhor ou pior, ou mais interessante... eu apenas não entendo como é ser alguém que não tem perguntas. Não vou colocar expectativas em uma religião, menos ainda atirar a culpa para o mundo. Eu resolvi fazer as coisas do meu jeito... eu falo das coisas que gosto, vivo meu trabalho, vivo meus amigos e família... e de vez em quando, quando eu estiver na estrada, vou observar o nascer do sol. Se isto é coisa de anjo... bom, então quem sabe posso ser um anjo. Afinal, anjos devem errar também, perfeito não sou, também não conheci ninguém que fosse até agora e já me disseram que andam entre nós. Como é um anjo? Tenho tantas perguntas...
Pelo que entendo da vida... sei que as palavras foram feitas para serem combinadas e jogadas ao vento, promovendo reflexão, ofertando idéias, gerando paz onde ocorre o desentendimento. Claro que solução e paz se apresenta aos aptos... e paz, tenho, mas perguntas sem respostas, muito mais!