Espírito nascido em 76

Fogueira junina, 2017. 
          Existe uma música do The Alarm com o título deste post... é parte da inspiração que moveu meus pensamentos. Uma coisa que não sei é o motivo pelo qual a minha cabeça não pára de percorrer lembranças e suposições, mas confesso que gosto de viver assim. Eu me sinto no exercício diário da busca por respostas, mesmo que eu saiba que muitas destas perguntas ficarão vazias para sempre. A verdade é que aprendi a lidar com algumas coisas que não podem ser respondidas... estas, tornam-se superadas com facilidade, justamente porque entendo que não há o que fazer. De outra forma, perguntas simples que podem ser respondidas por alguém, me deixam intrigado, embora saiba perfeitamente que parte destas respostas sejam pessoais e uma decisão de cada um comentar e como expressar. A parte boa de ter 41 anos me parece ter alguma maturidade para lidar com tudo... com ou sem resposta, você encontra, sempre, uma forma de atingir o equilíbrio de tudo. E quando falo de encontrar o equilíbrio, estou falando não apenas do eu, mas dos próximos. Você, como ser social, tem obrigação em ajudar os passos de alguém próximo. Isto é uma manifestação de amor... e se não tenho o suficiente para banhar o mundo, acho que é papel fazer pelos que estão bem próximos. E no fim... sempre escrevo, portanto é disponível para quem quer ler... e creio que isto deva ajudar algumas pessoas com dilemas parecidos, ou mesmo com as opções de escolha. O que importa... é estar confortável com suas escolhas. 
Acho... e não digo que é certo que, ou tenho certeza, que toda afirmação coloca o autor em uma situação de risco. O "acho" é uma posição de maturidade, talvez, "acredito que" possa ser uma forma melhor de explicar que este é um posicionamento específico das tuas vivências, tua resultante. Assim, prefiro pensar que é prudente ter este entendimento de dúvida, primeiro porque nos deixa cautelosos e livres dos rótulos; em segundo momento também isto é uma evidência de maturidade. Se alguém afirma algo pra mim... sobre coisas tão incertas, já perde pontos na escala de maturidade. E com esta segunda, não estou julgando, mas sim interpretando quanto desta posição vou aproveitar, pois na vida do aprendizado... me parece óbvio que nenhuma teoria parte do zero. Toda ideia inicia em argumentações de outras pessoas. Assim é a ciência, assim é o conhecimento vulgar (popular). 

Sobre ser um espírito nascido em 1976... 

          Acho que ser um espírito nascido 40 anos atrás pode dizer muitas coisas. Eu me refiro a ideia de que a maturidade tem uma data. É uma cronologia que se apropria de diversas experiências e que ao longo da história te permite somar pontos imaginários para dizer quanto você consegue trazer disto tudo para a vida. Pense que atrás de toda decisão há um mecanismo de reflexões que te faz optar por escolhas seguras ou que busquem alguma segurança. A decisão é poupar-se e poupar os próximos... aí surge aquela relação de maturidade x altruísmo. Por isto, egoísmo parece ser um gesto imaturo. Quem pensa em exclusividade no eu... não consegue visualizar o prejuízo que pode oferecer ao próximo. Esta é uma personalidade, que não nos cabe julgar, mas que de alguma forma é menos lembrada ou apreciada pelos que vivem em torno. Note, não estou dizendo como alguém deve ser... estou falando o que acontece. Já convivi com pessoas que possuem este tipo de comportamento e que talvez nem soubessem, e que jamais compreenderam porque a estrada é de solidão. Tudo que vivemos nesta vida possui uma reação de acordo. A vida pode parecer injusta em muitos momentos, mas para quem possui estes vínculos fortes gerados pelo dedicação afetiva são geradas novas opções de resultados. É tudo uma montagem... a construção é baseada nas ações. E eu viajo nestas reflexões, pensando que isto tudo me leva para cima de um caixote num campo... onde a altura da caixa me deixa na vantagem de escolher, tal de maturidade, uma caixa num lugar plano, para me dar mais alcance. Cada um faz o que quiser da sua vida... e por isto estou exatamente aqui.