Perdi o fio da ideia...

Choque defendendo a fachada do Santander, na Borges de Medeiros, em Porto Alegre.
          Considero-me um tipo bastante incomum de repórter... Eu não tenho tendências, embora acredite que o mundo seja realmente um lugar injusto, de injustiças sociais, de oportunismos e alimentado pelo dinheiro (eu não gosto desta rotulação de capitalismo porque envolve uma série de outras questões). Eu estive e estou, do lado da polícia, do povo, de quem grita com motivo, de quem defende algo com ofício... e aliás, muitas vezes soldado não pode escolher o que vai fazer e esquecemos que eles, muitas vezes, são também o povo, desvalorizado, mas em um ato servil dedicado de forma incomum. O que eu vejo através da organização e da farda é justamente a forma de conter, de se fazer presente, de remediar, e também de entrar na confusão que na verdade é criada pelos governos. Um governante joga com o povo, usando a imagem das forças como extensão de si mesmo, mas na verdade aqueles que ali estão, muitas vezes ficam calados cumprindo um papel. Eu já ouvi desaforo e ameaça de policial militar, mas eu sempre tento conversar, porque sei que não é nada fácil estar no lugar deles... eles são o amortecedores entre governo e povo. E talvez poucas pessoas vejam isto... e claro, que as vezes, ou tantas vezes, houve excesso. Claro que houve... quantas vezes os jornalistas foram xingados pelo povo? Tantas vezes foram agredidos... a violência que ganha a cabeça de quem esta descontente, irritado, em sofrência da injustiça. A força... a força é sempre vista como desnecessária, mas eu vi tantas situações onde só pensei que ainda bem que nós temos estes caras... como no caso da perseguição policial bem sucedida que retratei dias atrás. Já fui socorrido por eles... eles, estes, que recebem um salário de merda do estado que os usa. Neste ponto... percebemos que o governo é o grande culpado, com suas políticas sujas... favoritismos, jogos de interesses, semelhantes aos que acontecem nas redações, nas industrias, nas esquinas e até nas delegacias através de profissionais corruptos. Há uma distância grande entre o maior dos crimes e o jogar o papel de bala no chão... mas na minha cabeça, um é degrau para o outro. Eu conheço muitos policiais que não jogam papel de bala no chão... eu vejo muitos cidadãos arremessando bituca de cigarro no chão. É tão complicado... como cobrar se não oferecemos algo melhor? E eu me perdi nesta postagem... não sei se consegui dizer o que queria, não tomei o rumo que deveria e menos ainda pude esclarecer o que iniciei. Agora, não sei que título dar para este... então chamei assim como esta o título. Ridiculamente... não soube conduzir um texto, tal e qual o governo que não consegue resolver nada, menos ainda justificar todos os gastos, tal como o povo que grita em vão, e a polícia que lá esta e nem sabe pra que! Boa noite...