Eu...

Com suporte de guidão para câmeras, da Sony, Canon 5D Mark III, disparador de 10 segundos. Foto: Roberto Furtado
           Não seria eu... se tanto eu não me perguntasse! De um momento para cá... encontrei um caminho que me pareceu muito, mas muito bom mesmo! Alívio de tudo que me incomodava, me deparei não com a redução de perguntas, mas sim com a aceitação das coisas que eu não podia mudar. Ao que um amigo, meu irmão, Marcio, sempre dizia: "Beto, o que não pode ser resolvido, resolvido esta!"
Talvez, de tanto ele dizer isto, mais algumas terapias e minhas caminhadas, tenha encontrado a estranha paz que tanto quis. Receio que nela quero residir, muito embora, agora, perceba que era a falta dela que me transformava num escritor que agora não consigo mais ser, talvez. Não tenho certeza, mas estou dando o meu tempo, ao seu tempo, ao meu passo de cada vez. Superei coisas que tinha como tão difíceis, que não me importo nem um pouco de esperar. Serei paciente... ou desistirei, como bom entendedor da frase que Marcio sempre me recitava... e me sinto pronto pra recomeçar, qualquer coisa que seja. Um novo trabalho, um novo estilo de vida, uma nova casa, tanto faz. Me sinto jovem outra vez, como se tivesse reencontrado algum botão de energia. Fotograficamente... bem, acho que não preciso dizer, tampouco me afirmar, me tornei pronto. Se vou evoluir disto em diante, evidentemente, pois isto fazemos até o último dia... agora, na direção das minhas escolhas, há, sem dúvida, bons motivos para dirigir qualquer tipo de trabalho que eu possa desejar. Sobre eu ficar ansioso, bom... isto é bem eu! Um mesmo eu que encontrou a escrita, em milhares de linhas, fotografias, pensamentos! Sobre que eu quero... quero! Eu sei o que "eu quero"... diferente do "se acredito". Ultimamente, penso menos em escrever, muito embora seja uma carta na manga para minha inquietude falatória. Falo... pelos cotovelos, vertem pensamentos, e estranho me parece todos que pensam muito e guardam pra si. Como eles não explodem? O que fazem com as descobertas? Eu... passei a me lixar para alguns, algumas coisas, posicionamentos! Tenho pressa, mais do que nunca, afinal, o tempo é metade do que tinha ao nascer. Quem quiser andar devagar, que o faça, quem quiser correr, que o faça, quem quiser se privar ou viver, que seja livre para tal. Eu descobri uma coisa hoje... eu descobri que eu sou bem decidido sobre o meu eu. Eu sei muito bem o que quero... e o que quero é diferente de muitos. Eu quero ser apenas eu mesmo... já que agora sou, isto serei. Se..."Não existe nada de permanente a não ser a mudança!", então que sigamos em frente, mudando, e se agora for pra não mais escrever, ficarei um pouco decepcionado, pois pensei que era um escritor. De outra forma, se assim tenha que ser, e quem dita esta regra é a minha felicidade, que seja, ora... pq eu descobri que produzir tinha em mim, alguma coisa de ansiedade, que meio que secou, então, seja o que for, se estou apenas feliz, então que assim fique... tal de condição do meu eu!