Desinteresse... a reação em cadeia!

"Desfocar e focar os pontos é uma forma de gerar atenção no assunto que realmente interessa!" Roberto Furtado
              Estava tão divertido... eu, não via a hora do encontro e já imaginava como seria. Algumas saídas e tinha a impressão de que estava tudo resolvido... era só seguir. O sorriso garantia que era recíproco... a amizade, a diversão, respostas, tudo era indicativo. Um dia, quis ver meu celular... te disse, não faça isto, ainda assim, permiti. Sabia que se não permitisse, haveria quebra de confiança... mas antes, eu frisei que ao ver que havia confissão de sentimento, tudo poderia se estragar. Sentimento confesso antes do tempo para que ambos estivessem prontos, iniciou um processo... uma reação em cadeia. Eu, embora afetivamente envolvido, sentia que estava violado... o segredinho, ou a proteção das entrelinhas, uma inexistência de certeza poderia garantir a continuidade. Cada um tem seus medos e sentimentos de perda. Um dos sorrisos mais lindos que já vi... e por trás dele, frustrações de experiências anteriores. Ao estranho passo de "perca o interesse em mim e perco em você", as coisas pareciam autoexplicativas como num manual de despedida. Sei que se houver tentativa, se encontra a ponta do novelo de linha, afinal, as coisas não estão assim tão complicadas, exceto o conjunto da vida de trabalho, estudo e família... pra mim e pra você, e quando juntam duas histórias, difícil sincronizar todas as vezes. No entanto, quando outro é ferrolho amigo, um porto seguro, mesmo que temporário, para uma vida tão desgastante, ocorre reaproximação. É fácil... não é complicado. E eu queria retomar o interesse, nosso, e digo que estou me esforçando para isto, mas você precisa também retomar, "para que eu mantenha o interesse em você, mantenha o interesse em mim!"
Se acabou pra você... diga, faça, mostre. Não desafie, não mostre desinteresse, não percamos nosso tempo... nós "ganhamos tempo um com o outro", várias vezes! A decisão reside em nossas mãos... quer? Vamos! Não quer? Não tem problema... construímos uma amizade que não tenho como encerrar. Podemos daqui, seguir, optar, mas enfim, tão bom compartilhar histórias e copos em um bar. Seria errado aproveitar? Deixemos o passado e os resquícios presentes do passado na vista oposta do caminho... olhemos pra frente, deixemos as coisas se resolverem ao sabor do tempo. A reação em cadeia é um efeito bom ou ruim... depende de qual parte da história deixaremos fluir. Eu tenho certeza, que sou a ti interessante... e você a mim. Não quero nem mesmo ter que falar sobre isto, mas lembra: "A dúvida é o preço da pureza, e é inútil ter certeza..."
Eu nos vejo, numa relação moderna... como dois amigos em um bar ou café, fazendo planos de conhecer lugares, sendo, um com o outro, confidente e confiável, braço direito. Não são palavras de "boca pra fora", talvez sejam expectativas pelo potencial que somamos juntos. Se és interessante? Bom, a mim com certeza... e eu, talvez possa ser para muitas, como tanto já ouvi e assim pareça um convencido para o mundo. Ao que vejo, pouco importa o que mundo pensa a meu respeito e convencido não sou... me interesso pelo que o pensa você a meu respeito. Aquilo de poder ter qualquer mulher, ou talvez quase, mas de verdade, querer apenas uma! Eu... só queria uma... e me atirou de volta para o mundo.