Devaneio meu... a velocidade!

A lua pede a existência de um observador... este cara, sou eu!
             Já escrevi tanta coisa... e receio ser, muitas vezes, repetitivo! Ouço música, faço retratos, registro o cotidiano, observo as pessoas, os animais, o balanço das árvores. Presto atenção em coisas que a maioria esquece de lembrar ou, jamais viu. Os olhos de quem quer, sedento pelo mundo, são como facas velozes que cortam o horizonte da esquerda para a direita. Rasgam o ar e o céu, procuram momentos aos quais justifiquem uma vida que elaboramos. Eu... acho que encontrei uma forma de ver tudo. Quanto mais vivo, menos sei... deixo a certeza longe dos meus pensamentos, pois é a única forma de seguir questionando e garantindo o aprendizado. Abro a mente, escuto as pessoas, quer sejam especialistas ou nativos de algum lugar longe da civilização. Eu... aprendi que não aprendi nada ainda, por isto, decidi que só o caminho da dúvida me coloca na oportunidade. ouço "stop this train" de John Mayer e penso na vida. Poderia imaginar uma estrada de trilhos com a locomotiva pulsando forte que não reduz a velocidade... ou como um cavalo árabe que parece não perder o fôlego não importando quanto corra. A velocidade é cativante... sobre a bike, no volante, o vento corre no rosto e a vontade é sempre de manter a tudo passando rápido, como a paisagem. Até os animais entendem isto... êxtase para um puro sangue é quando ele corre, para os velocistas das pistas olímpicas, também para os amadores que aprenderam que liberdade é correr! Não importa... seja você um corredor de 8km/h ou de 15 km/h, a sensação será a mesma... force mais um pouco. O esforço parece que começa a te vencer, então as químicas do teu corpo são lançadas numa intenção de fazê-lo correr mais e mais. O mundo... era tão pequeno pra mim quando nasci, agora se parece com infinito, talvez seja uma mistura de tudo, ao olhar, ao sentir. Se beijares alguém... se correres, se sentires a prancha correndo na parede da onda, se o vento correr no rosto durante uma veloz descida de bicicleta. Eu já fiz tudo isto... me lembro ainda do zunidos dos pneus e dos raios enquanto descia de Gramado para Três Coroas... quando eu era louco e não sabia e devo ter por duas ou três vezes ter alcançado o lance de uns 90km/h. Jamais faria isto novamente... não seria por rejeitar toda emoção, mas sim por arriscar perder a continuidade disto que chamo de louca vida. É boa... e a velocidade é uma droga, vicia, atrai! Nas minhas pegadas ela parece mais segura... estou longe das corridas de 5 km que julguei a distância ideal. Assim que eu me recuperar, voltarei aos 5000 metros em 22 minutos, talvez quebre meus próprios recordes outras vezes. A velocidade...