Evoluir... é encontrar-se no conforto!


           Buscamos... o tempo todo, alguns, outros não. Alguns procuram por caminhos que levam aos lugares que são diferentes, mas que oferecem apenas paz. É difícil observar tudo e escolher entre o conforto e o peso dos olhares. As críticas não são exatamente sufocadas com o teu acionar do "foda-se", não é tão simples. Começa pela família, se estende pelos amigos, mas fica muito mais complicado se tiveres que explicar a tua vida para um estranho. Os heróis, não morreram de overdose, mas foram acobertados pelo sistema. Meus heróis não usam drogas... embora, admita que muitos são os admirados que usam de estranhas substâncias para devanear pelos caminhos do cérebro. Eu... não preciso, vivo sóbrio e navegando por meus devaneios. Talvez seja sorte minha conseguir viver sem precisar de nada disto... ainda que minha sensibilidade me coloque em zonas do desconforto. Ninguém, mesmo que pareça, se mantem na plenitude espiritual. E ainda que seja uma sugestão de bem estar, residir na estabilidade, traga esta um ausência de oportunidades que eu jamais abriria mão. Vivo com as oportunidades do refletir por mim mesmo... com minhas cores e dores, meus lamentos sobre o mundo, e todo colorido que a vida promove. Tolo é quem acha que a vida é plena... ela pode sim ser mudada de cinza para colorida sempre que desejamos, num esforço que se parece com um interruptor quase fora de alcance... e basta ficar na ponta dos pés para que seja acionado. Ao obter o controle percebemos que dominamos o mundo de escolhas. Podemos abrir mão de situações e pessoas, mas assumiremos as consequências das perdas... num ciclo de escolher, ganhar e perder. Há quem faça usando uma balança, outros investem apenas nas pedras coloridas do caminho. Escolher é livre arbítrio, como amar, como jogar, como reescrever a história dos negócios. Toda vez me imagino baseado em situações que vivi... eu caminhei muito por aí. Tanto, que as pessoas se surpreendem quando percebem que cheguei ali caminhando. Foram pequenas jornadas de 3, 5, 12 km, mas isto é suficiente para botar preguiça em muita gente. Quando eu fiz isto por caminhos naturais, rurais, de grande natureza, encontrei um "pasto" agradável por onde caminhar e geralmente fui compensando com o visual do lugar. E nestas lembranças fico vagando pensando na próxima aventura, mas principalmente exercitando meus pensamentos. As soluções encontram o vivente como numa opção única que entendemos como destino. Como encontramos as pessoas? Bem, que fique cada um com suas crenças e suposições. Se me permites falar sobre isto... conforto é um lugar que tua mente conspira em favor da paz. Te remete a beira do mar, um caminho junto das montanhas, um momento de sincronia do teu corpo e mente com tudo aquilo que tens como ideal. Talvez seja diferente para cada um... em frequência, em medos, em veículos, em esforço! Acho que as pessoas procuram por paz, mas quase sempre andam na contramão dela, sem perceber, num mau hábito colocando adornos metálicos ou plásticos para justificar tanto empenho. Algumas vezes, paz brota de lugares simples, de lugares agitados, de lugares improváveis, se trata de absorver, reverter, sincronizar! Hoje, vejo isto... não tinha manual do usuário, chama-se vida. Usei meus instintos, sempre que pude... tento, reverto, invisto! Há, de certo, um momento onde as coisas façam sentido com pouco esforço, como percebi algumas vezes. É bom viver o que digo... flutuo diversas vezes por estes lugares, não sei como me manter no conforto em tempo integral, mas se penso nas razões, entendo que talvez isto seja realmente impossível. Penso muito, escrevo menos que deveria, fotografo um pouco... e percebo que preciso encontrar caminhos por conta, mas é legal ter amigos por perto. Evoluir é uma questão de experimentar... e em alguns momentos nos deparamos com o conforto, como o que vivo agora.