Sensibilidade... uma janela do sentir!

Janela do mundo, em Grêmio Esportivo Ferrinho, 2018. Foto: Roberto Furtado / Disciplina de Semiótica / CST Fotografia
             Uma nova onda de pensamentos, de curiosas conexões me surgem... eu, certamente, não sei mais do que somos. Talvez exista uma explicação para sermos como somos, talvez não. Acredito que o comportamento do ser humano segue também os padrões da evolução, que estudamos no colégio, também nos básicos acadêmicos das faculdades ligadas a biologia. Somos evolutivos, diferentes, por razões óbvias... nos adaptamos ao meio, para evoluir e, para isto, nascemos diferentes uns dos outros. Cada um com sua parcela de importância, perfazendo um todo! Quis ser muitas coisas no passado, embora ficasse evidente capacidade e até inadequação para certas atividades, sim, todos as temos. Me lembro de coisas que vi quando era criança... eu me lembro de coisas que meus amigos de infância não lembram, eu me lembro de coisas da minha jovem vida, de momentos que as pessoas geralmente não lembram. Eu me lembro de frames, cenas, quadros observados pelos meus olhos. Talvez não tivesse nem três anos, talvez dobro disto... fato é que colocamos estas memórias em caixas muito bem organizadas, de outra forma jamais lembraríamos. Eu me lembro muito bem... a minha memória é montada em imagens. Sou péssimo com palavras, até que as visualize escritas em algo... não as ditas, as escritas. Lembro de trechos de longos textos, lembro de faixas, placas, de muros pintados! Os meus olhos são a janela do meu mundo, se ligam com meu cérebro de uma estranha forma... tão ligados, parece que de alguma forma meus olhos não envelhecem, precisa o meu cérebro dos meus olhos, será? Talvez, mera suposição, apenas impressões... mas sim, somos diferentes. Sabemos como lidar com situações distintas, damos soluções! Aprendi a observar meus amigos, meus colegas, vejo o jeito que se mexem, vejo no que são bons, vejo os que sabem e os que não sabem tirar proveito de dons. E aliás, cada um faz e usa como quiser... nascemos com o livre arbítrio. Não sou bom em tantas coisas, mas como lamentar? Somos o que somos, somos bons em algo... e talvez leve o homem muito tempo para entender isso, talvez leve apenas tempo, tempo de cada um!


Janela

     Quando olho por uma janela tenho esperança... de que algo vai acontecer. Pode ser algo simples, algo complexo, algo novo. Outro dia, observei pela janela um pássaro, voava estranho em torno de galho, até que pousou e bicou algo que parecia ser uma lagarta, num passo tão rápido a engoliu. Ficou ali parecendo aguardar o cair no fundo do estômago, e partiu num planar perfeito. A beleza esta em arestas estranhas da razão, as vezes não as compreendemos, mas não estamos aqui para julgar, mas sim para entender!


Sentir

    Estranho... como definir o sentir, pois bem, acho que não posso. Quero apenas pensar nesta dificuldade, nesta inércia funcional do nascer. De dor para alegria, realizações! Uma amiga, muito querida, talvez uma forma de amor que todo homem deveria entender, me disse que eu era um dos homens mais sensíveis que ela conhecia. Talvez seja... mas tão natural para mim é sentir. Parece tão triste imaginar o mundo sem o sentir, tão impossível também. 
Ontem, uma outra amiga me disse: "O que sentes é uma dor boa!"


É um blog...

     Se me faço entender, escrevo como quiser... uso, um cursor como reticências, e se sabes o que significa, uma sugestão de pensamento e de continuidade. O cursor, reticências, recursos velhos ou novos, fora de ordem, como eu quiser! Meu velho amigo, agora em outro plano, se chamava Zé, me ensinou uma coisa tão importante. Ele dizia: "Se a história é minha, conto do jeito que eu quiser!"
Num passo de, desde que a verdade seja contada, conta a história na ordem, forma, lucidez que eu quiser. Deixo meu adeus a ele... sentirei tua falta meu velho, mas aqui comigo sempre estará. Engraçado é ter sentimentos que brigam entre si, nas lembranças que tenho de ti... começo a rir de lembrar de vc, depois me dá um nó na garganta da tua falta, depois torno a sorrir. Disseram-me que isto se chama... S-A-U-D-A-D-E.


Caminhada

     Sigo na direção do inevitável... me deram prazo. Disseram: "Roberto, estamos te dando um presente... chama-se vida, pode ter longa duração, mas não é inquebrável. Terá que cuidar como se fosse tua, mas ela é também de outras pessoas, como o tempo entenderá. Aproveite para sentir tudo que puderes, evite dormir demais, mas não durma menos que o necessário. Mude dos erros para os acertos, ensine, compartilhe, principalmente amor. Pode acreditar no que quiser... evite machucar os outros e perdoe os que fizeram a ti, mesmo não sendo fácil. E lembre-se... o que se leva da vida é a vida que se leva!"