Aquele professor...

Rota dos Faróis, 2018. Auto retrato: Roberto Furtado
É com o passar dos anos que a gente observa o mundo e em cada amanhecer percebe a mudança que ocorre de dentro pra fora. Você levanta, vai até o banheiro lavar o rosto e sente a água fria gerando o impacto. Dia após dia você repete o ritual que te coloca na estrada do conhecimento e do aprendizado. Cada palavra aprendida se torna a água fria sobre o rosto... o impacto pode ser de qualquer natureza, mas ele te eleva de qualquer forma. O conhecimento não possui rótulo, pode ser fotográfico, pode ser narrativo, ou dissertativo, talvez seja específico de outra ciência pouco explorada. Seja qual for o tipo de conhecimento ele nos torna superiores a cada pegada. Me lembro de alguns professores que tive no colégio, tive outros em curso técnico, também da vida, lembrando muito bem meu avô e um grande amigo que já partiram. Na faculdade também tive alguns que carrego com carinho... como esquecer aqueles que realmente souberam nos aprimorar? Sem castigo, sem palavras duras, uma metodologia funcional... não esqueço. Algumas coisas jamais esqueci, embora tenham caído em desuso para mim. Sei o nome de plantas, também a ordem de explosão de motores, desenho, algumas coisas de química, física e até de matemática... aprendi a fazer tudo que quis, em cada oportunidade me agarrei ao que eu tinha! Dono de uma curiosidade incessante e de uma observação persistente, aprendi o que pude, com minhas qualidades e limitações. Ao pensar nisto, lembrei de dois professores que me ajudaram muito, recentemente. Curiosamente, estes, entraram na sala dos professores hoje e praticamente os cumprimentei a distância... diria que senti vontade de ir até eles para lhes dar um merecido abraço, mas sei que o meio acadêmico, como outros tantos, pede uma postura. Se você entendesse o que aquele professor pode ou faz por ti... você jamais duvidaria do método ou questionaria o caminho. Você aceitaria tudo com reflexão, mesmo que não entenda algumas coisas no presente. No futuro muitas coisas passam a fazer sentido, uma delas é quando você consegue conectar o caminho com o entendimento, com a agilidade de compreensão, com o alcance obtido. Aí você sai caminhando e pensando... como mudei! E então se dá conta... aquele professor!