Imperfeição

Nem toda imagem pede uma legenda. Imperfeição é legendar tudo!
Observar... autocriticar, observar, avaliar, resetar configurações para apagar os erros do sistema. A construção do eu é uma constante avaliação do que há entre o que somos e o que temos por ideal, também ideal se transforma neste caminho. Andei muito... meu diário de bordo pode dizer isto por mim. Não sou a mesma configuração de três anos atrás, muitas transformações neste período... como talvez não houvesse nos 10 anos anteriores. A gente amadurece partes de nós em conjuntos de autocrítica através de volumes de tempo, uma relação espaço e tempo. Imperfeição... somos a própria imperfeição. Criticamos, reavaliamos... nos comunicamos com tudo, com todos, com o meio, nos surpreendemos, surpreendemos, recriamos! Sinto necessidades... das quais luto, melhoro! Creio que fiz progressos expressivos! Fotograficamente, sinto-me progredindo, progredido, potencial ao passo largo. O paralelo do pessoal e profissional se sincronizam, tentam! Observo tudo, a mim, ao mundo, o contorno, as superfícies, a pele, as folhas, a aspereza e maciez... praticamente toco com os olhos. Eu, ela, nós... sinto a dor e alegria, dela, do outro, minha. A imperfeição aos olhos não é sentida ao toque... a pele é macia, a conversa é suave, o olhar convence! Olhar é mais fácil do que tocar... plantas com espinhos são feitas para serem observadas, mas há onde tocar sem ser ferido. Superfícies lisas como a pele, para tocar e ser tocado, sentir e ser sentido. Imperfeição... algumas coisas devem ser imperfeitas, outras, corrigidas com a frequência da permanência. A vida é a própria escola... imperfeição é parar!