Nozes e caturritas...

Porto Alegre, 2014.
E já que o último post foi sobre papagaios... hoje tem foto de caturritas! Eu achei que caturritas não comiam nozes, porém vi uma se aventurando e outros bisbilhotando. Acho que se elas encontram nozes pequenas, conseguem quebrar a casca, mas se forem maiores já fica complicado. Os papagaios lavaram-se em nozes. Mesmo assim, acho que as aves viraram frequentadoras, já que é raro eu estar observando a árvore. Muitas vezes as aves devem estar presentes, mas poucas vezes percebo as mesmas ali. 

Papagaios... de Porto Alegre!

Hoje, enquanto trabalhava na casa dos meus pais, desliguei a furadeira e escutei aquele barulho de papagaios. Fui ao terraço que vi que a arruaça vinha da nogueira em frente em a casa. Cerca de 20 papagaios "gritavam" e se alimentavam de nozes. Fiquei os observando e percebi que são extremamente habilidosos, além de baderneiros. São torcidas de time de futebol... em um cenário quase Where's Waldo ou na versão brasileira "Onde esta wally?", eles faziam a coleta de nozes dos galhos, quebravam-nas e mandavam ver. Em minutos consumiram muitas, muitas outras foram derrubadas e eram coletadas por dois moradores de rua. Se Nelson Rodrigues pudesse estivesse vivo, ao ver esta cena, certamente poderia cruzar as histórias sobre um fato do comensalismo onde homens se alimentam de restos deixados por animais. A vida como ela é... papagaios na capital, homens que vivem a margem da sociedade mendigando para homens e para pássaros. Fora a estranha situação entre homens e papagaios de Porto Alegre, pensei sobre a questão de ter animais nos grandes centros. Será bom que eles estejam aqui? Não seria talvez, um sinal de perda de espaço em locais propícios para eles? Ou será que estou enganado, e por felicidade papagaios encontraram qualidade de vida e conforto nas ruas dos bairros tranquilos? Gostei de ver que há muitos pássaros no céu azul da zona sul de Porto Alegre. Enquanto do mesmo terraço em que vi papagaios, certos dias, observei um céu cinzento de poluição somente sobre o centro, como aquele que vi algumas vezes em São Paulo. Os papagaios estão por aí... observe, pois são um presente do presente momento!

Amanhecer... é pra quem acorda bem cedo!

Rio Grande do Sul, 2014.

Muitas pessoas reclamam por acordar cedo... inclusive eu! Contudo, aprendi uma coisa bem interessante sobre madrugar e, vou contar em seguida. Para estar neste lugar da fotografia as 6 horas da manhã, precisei acordar antes das 4 horas, já que aqui dista 125 km de minha residência. Quando eu cheguei neste lugar, parei o carro e girei a chave, desligando-o. Desci do carro, respirei e escutei o ambiente de pouca luz, praticamente sem ruído e de um ar gelado pela umidade. Olhei para o céu e vi que ainda havia muitas estrelas, que na foto não são muito perceptíveis. O horizonte era manchado pelo sol que amarelava o ar do breu, anunciando aquele que muitos admiram. O tal sol é um estranho que vemos diariamente... distante, mas presente, manifesta e exerce o poder sobre nós. Alguns minutos depois desta foto, andei por alguns km, e vi ele finalmente brotar do horizonte, como se viesse de uma noitada para então trabalhar. Percebi que a gente não gosta de acordar cedo porque tudo é imposto... e em sua maioria, imposto de forma ruim. Nós raramente vemos o sol nascer por um horizonte de colinas ou coxilhas. Nós vemos o sol, sempre, nascer por entre prédios. Seria por isto que perde a graça acordar cedo? Quando abreviamos a história, omitindo partes importantes, não perde a graça de contar e de ouvir? Me parece que talvez este seja um bom motivo... acordar cedo é bom, mas depende do tal sol, boêmio que varre o fim da noite!

Pelos trilhos...

Vale Verde, RS, 2014.
Muitas vezes me perguntei e perguntei aos amigos sobre a questão de realizar constantes reflexões. A máquina mente do homem é uma constante, ao menos é o que me parece. Ao observar uma nova perspectiva, penso a respeito de relações envolvidas, sejam materiais ou pessoais, e este ciclo leva a novos trilhos de pensamentos. Este lance de estrada e destino me cativa muito. Sempre que me deparo com uma estrada que desconheço a origem ou o fim da mesma, reflito sobre pessoas e lugares, situações que se viveria em algum lugar. Este lance de mente andarilha é promotor da curiosidade, leva a gente ao sonho... montar um conjunto de perspectivas e suposições é do Andarilho verdadeiro. Certa vez, observei um texto que já me esqueci a autoria e o título, onde o autor supostamente descrevia sua necessidade de vivenciar um momento ou situação. Em uma resposta, o autor disse que queria conhecer ou saber o que havia naquele lugar, e o meio de obtenção incluía uma longa caminhada como trajetória de seu objetivo. Alguém lhe perguntou, mas não seria mais fácil pegar um carro ou um avião para enfrentar esta distância, ou mesmo olhar em livros ou internet... ele respondeu que o caminho lhe dava oportunidade de refletir sobre o que encontraria e que seu estado de espírito motivado pela demora "certa" dos acontecimentos faria ele ter aspirações muito próprias. Ou seja, vc pode ir de muitas maneiras, mas em todas elas haverá uma ótica completamente diferente. Sua forma de olhar será lapidada por aquilo que vc vive e viveu... ninguém, nunca, conseguirá ter as mesmas aspirações que vc, e isto, é um diferencial que somente os experientes conseguem perceber.  

Interbike 2014

Las Vegas, USA, 2013.
Nunca fui muito de sair pra longe de casa... aliás, sou daquelas pessoas que quando lembra de casa, fica louco pra voltar. Faz parte... só que tem história experimentada é quem pode olhar para trás. Em Setembro, me vou de novo... Rumo as novidades de bicicleta, também as pessoas e as histórias que podem existir. Espero que esta viagem seja tão produtiva quanto a que fiz em 2013, pois aos poucos a gente vai absorvendo de forma mais eficiente o mundo e as relações. Este ano, prometo então, mesma foto acima, porém com a revista da feira de 2014. Vejo lá e conto para vc aqui... este ano pretendo passar informações com maior agilidade. Acontece no dia lá... no dia vc verá aqui. 

Cidadão Quem de volta... e na FIFA Fan Fest


Hoje, jogo do Brasil com Holanda, durante a tarde fui lá pra fan fest pra ver o show sensacional e gratuito da "Cidadão Quem".  Esta lá, ídolo de muitos gaúchos e brasileiros... Duca Leindecker. Pra quem curte e esperava que isto nem fosse mais acontecer, pelas tantas apareceu Luciano Leindecker também. Fizeram baita show... inesquecível, choro de muitos espectadores que cantaram juntos, dentre as músicas, Pinhal, Dia Especial, e outras.
A tarde foi de sol, quente! Vou deixar aqui a letra de uma música perfeita que tocaram hoje no anfiteatro Pôr-do-sol...

Girassóis (Duca Leindecker)

Nunca olhei pros lados 
Pra não perder a direção
Nem senti meus passos
Na marcha cega
Encontro uma razão
Talvez perca o emprego
Talvez a sua resposta seja não

Quero dar um jeito
De conseguir pagar a prestação
De passear na grama do parcão
De respirar deitar ao sol que brilha

Deixo o sol bater na cara
Esqueço tudo que me faz mal
Deixo o sol bater no rosto
Que aí o desgosto se vai
Deixo o sol bater na cara
Esqueço tudo que me faz mal
Deixo o sol bater no rosto
Que aí o desgosto...
Nunca olhei pros lados

Pra não perder a direção
Nem senti meus passos
Na marcha cega
Encontro uma razão
Talvez perca o emprego
Talvez a sua resposta seja não
Quero dar um jeito
De conseguir pagar a prestação

Pelas ruas... Na Osvaldo Aranha!

Osvaldo Aranha, Porto Alegre, 2014.
Reflexões sobre as ruas de Porto Alegre, cada autor com suas próprias aspirações... Aqui, veículos deslocam-se em uma das vias mais movimentadas de Porto Alegre, em frente ao Hospital de Pronto Socorro. Milhares de pedestres, motoristas, passageiros passam em frente ao hospital, todos os dias. Curiosamente, milhares já passaram por este hospital, algumas pessoas que passavam em frente a ele no cotidiano. Estranha relação... nenhuma obrigação! Apenas vida...

Pelas ruas... as ofertas de serviços!

Rua Santana, próximo da avª Ipiranga, 2014.

A verdade é que qualquer um pode chegar ali e atar sua placa com telefone e dizeres especiais. "Faço pé e mão", "corto cabelo", "tiro fotografia", "lavo telhado", precisa-se de picolé ou até mesmo, "conserta-se gaita"! Porto Alegre têm de tudo... a mostra, pra quem veio na copa, prato cheio para fotografias. Na internet, nas placas de rua, cada um escreve a sua maneira, necessidade, com o conhecimento que possui. Não é democrático?

Autoria, originalidade e talento...

Cambará, 2012. Foto: Roberto Furtado.com
Neste final de semana, descobri através das redes sociais, uma abordagem sobre questões de direito autoral. Muito embora esta questão não me envolva diretamente nesta oportunidade, parei para colocar em alinhamento algumas reflexões e questões pertinentes a esta situação.  A questão do direito autoral é muito mais ampla do que diz-se copiar efetivamente um texto ou outras obras. O fato de vc abordar um assunto com termos específicos e de estrutura semelhante, pode colocar vc também em uma situação de plágio. Isto serve para muitas situações onde um pseudo autor de propriedade intelectual utiliza textos semelhantes para montar o seu. Em exemplo, podemos apontar uma situação de trocar as palavras por sinônimos, e achar que mudou a autoria porquê as palavras não são as mesmas. A sugestão de pauta é um "trabalho autoral", possui sugestões e recomendações descritas por instituições e orgãos fiscalizadores e reguladores. A ideia é de direito de alguém, se for interpretada com plágio, o autor desta cópia de palavras trocadas é responsabilizado e punido.
Quando vi um representante de um site de bicicletas atacando outra empresa do meio, sem contatar para solicitar esclarecimentos, percebi que se tratava, certamente de uma "oportunidade" de autopromoção. E por coincidência, este mesmo autor que agora reclamava, costumava visitar o Bikes do Andarilho e copia termos específicos e temas que utilizava aqui nas páginas deste bloguito. Logo percebi do que se tratava... e se pudesse divulgar o endereço, o leitor daqui veria muitas fotos sem autoria, de origens diversas, termos que somente aqui eram utilizados no passado (tais como "roda pra frente..."), atribuições de menos é mais em bicicletas e outras questões tão íntimas do assunto bicicleta. Hoje, evidentemente por falta de conhecimento do autor, ele não escreve mais as mesmas coisas que aqui se passam, ainda mais depois que coloquei as informações sobre direitos autorais no pé do blog. Mesmo assim, jamais abordei o vivente, preferi deixar que ele se "enrolasse" sozinho. Pelo visto, agora ataca pelo outro lado... se diz jornalista, mas não é. Há duas formas de ser jornalista neste país... vc pode formar-se pelo curso de jornalismo, comunicação social com esta finalidade. Ou provar que vc é jornalista pq consegue ser... neste caso, a comprovação se dá por um registro profissional emitido pelo ministério do trabalho e emprego, geralmente apoiado pela FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) e sindicatos. Tenha certeza de que os sindicatos fazem de tudo para não dar isto a vc, exceto se vc realmente possuir as atribuições da função. Ser jornalista não é tão simples assim como muitos pensam. Direito autoral é um direito de todo autor de obra, nem por isto todo autor é jornalista. Vc pode escrever um blog como este aqui... e não será jornalista por isto. Os textos, em grande parte postados aqui, não pertencem ao universo do jornalismo, eles podem ser considerados aspirações pessoais, experiências e relatos, como em um diário. 
Certo dia, sentei ao lado de um senhor no avião que me traria de volta a Porto Alegre. Me viu olhando as fotos da câmera, perguntou o que eu fazia. Disse a ele que era repórter fotográfico, então ele exclamou, também sou jornalista! Conversei durante todo retorno com ele... ótima pessoa, de conversa agradável. Ele voltava de Brasília, trabalhava para o governo. Queria saber se eu havia me formado ou se me tornei por exercício... eu disse, "sou do exercício!" Então ele continuou... "Vc escreve também?" Respondi... "Sim, tenho um blog. Adoro escrever..." Foi então que ele disse uma coisa que jamais esqueci: "Para ser um jornalista basta saber escrever e ter criatividade e, abordar o fato verdadeiro, faculdade alguma ensina isto! Talentos e caráter não são ensinados na faculdade!"
Acho que é bem mais complexo que isto, mas algumas coisas podem ser observadas no cotidiano.  

Alegria contagiante do esporte...

Caminho do gol, Borges de Medeiros, próximo do Beira Rio, 2014.

Não tem como negar... A copa do mundo de futebol trouxe alegria. Penso que o esporte tem sido mau utilizado pelos veículos de comunicação, também pelas pessoas, pq parece que nada mais esta acontecendo. Se algumas pessoas se afundam em alienação enquanto problemas se evidenciam cada vez mais e justamente próximo das eleições para presidente da república, por outro lado entendo que este é um problema individual que afeta o país num todo. Impressiona também o fato de jornalistas, conhecidos, pessoas que eu tinha como inteligentes, ficaram vulneráveis a tal situação. Estão simplesmente hipnotizados pela copa, independente de enchentes e enxurradas que são noticiadas quase que diariamente em muitas regiões do Brasil. Cada um sabe qual sua praia... ou melhor, bola, mas devo me manter crítico e imparcial, mesmo que esteja achando o máximo a relação dos povos aqui em terras brasileiras. Os estrangeiros vieram para trazer uma alegria ímpar, que talvez nem nas olimpíadas seja percebida. Gostaria que as olimpíadas fossem no Brasil, pq esta sim eu acho extremamente democrática. A valorização de esportes nem tão populares como o futebol poderia trazer um equilíbrio para os extremistas descontentes e ainda assim trazer alegria para o pessoal do futebol. Penso que para profissionais como eu, repórteres do esporte, estes veriam sempre igual todas as situações. Alegria para o esporte, sempre, universal! Talvez eu não tenha pensado muito bem a respeito do esporte como uma linguagem, mas a verdade é que música, fotografia, video e também o esporte podem muito bem ser encaixados como uma linguagem universal. Fato...