Caminhada das Vitoriosas 2014


Uma caminhada para mostrar a necessidade de atenção para uma questão de saúde. O câncer de mama atinge a muitas mulheres de idades diversas. É necessário investimentos e atenção por parte dos governos para que diagnósticos, recursos e suportes sejam oferecidos de forma mais presente e acessível as todas as mulheres. Atinge os homens, certamente que também atinge... mas os números são muito expressivos em mulheres. A caminhada é uma iniciativa que apoia, fortifica amigos e familiares. Se clama por atenção! O resultado é sempre favorável a toda sociedade. Muitas pessoas participaram, mesmo com tempo nublado e prometendo chuva. A caminhada iniciou no Parcão e finalizou na Redenção, junto do monumento ao Expedicionário. Houve presença de autoridades, tal como o prefeito José Fortunati.

Fotos: Roberto Furtado

Jornalistas morrem em acidente aéreo... Eduardo Campos!

Imagem do Guaíba, praia de Ipanema, 2014. 
Algumas coisas não consigo entender... resisti ao máximo para me manifestar sobre o assunto, mas neste momento estou "tomado" de indignação. A queda lamentável da aeronave que transportava o candidato a presidência de república, Eduardo Campos, acarretou na morte de três representantes do jornalismo. Eles são... o assessor de imprensa Carlos Augusto Percol, o cinegrafista Marcelo Lyra e o fotógrafo oficial Alexandre Severo. A imprensa esta jogando ao vento, explorando ao máximo a morte de Eduardo Campos. Agora, os demais candidatos e políticos de partidos opostos ficaram amigos de Eduardo e comentam sobre o caráter e outras coisas belas da vítima aérea. Todo mundo explora a imagem de um acidentado... justamente pq ele era político e candidato a presidência da república. Me pergunto pq os colegas de profissão, tão inteligentes em abordagens variadas sobre o mundo, descrevem a mesma coisa nas redes sociais... falam apenas sobre a vida e fatalidade de Eduardo Campos. Para mim, os heróis desta triste história tem uma bandeira diferente... são os profissionais da mídia, que evidentemente viveram com o suor do ofício, com pouco reconhecimento financeiro (não têm repórter fotográfico ou cinematográfico rico). Eles representaram a imprensa, obtiveram destaque em seus exercícios, mas a imprensa mal fala a respeito. Se Eduardo Campos é uma grande perda... bem, acredito que sim, para sua família, para quem precisava e fazia parte de sua vida. A mim parece mais um oportunismo de exploração da imagem, onde até mesmo a concorrência política esta usando a imagem de quem não pode mais se manifestar. Engraçado era ver as pesquisas apontando que Eduardo não iria para segundo turno, mas mesmo assim, muita gente, inclusive a imprensa, fez questão de mostrar que ele poderia mudar o futuro do Brasil. O Brasil adora um drama... vamos dizer, depois que ele morrer, que ele poderia ter mudado o universo! Pq não o fizeram antes? Vai ter nome de rua agora? Muito legal estas homenagens póstumas... de grande valor para quem vai! Não é mesmo? Imagine o filhinho de Eduardo Campos, que nasceu no início deste ano, ao completar 20 anos e refletindo como foi o pai que nunca conheceu, mas agora pode olhar para uma placa de rua com nome do pai. É um mundo muito cruel e oportunista, inclusive da parte dos próprios jornalistas. E os jornalistas que se foram, bem, estou certo de que eles deixaram sua marca... mesmo profundamente triste com tal resultado, digo, as imagens que eles fizeram até aqui são seu legado. Use-os, pois eles deram suas vidas a estas imagens! Eles não eram apenas jornalistas... eram pessoas, tinham família, histórias e sonhos!
Para refletir, usei esta imagem de Porto Alegre... casa minha, cheia de problemas, mas ainda é a minha casa. A beira do rio é um ótimo lugar para refletir. 

Tal e qual... o limiar da profissão!

Hoje fui fazer algumas fotos para uma agência que vende fotos para jornais e revistas... é um trabalho complicado para o freelancer, pois conta-se com a sorte de vender o trabalho. Em tempos competitivos isto é realmente desafiador... felizmente, algumas vezes vendo, possivelmente devido algum diferencial ou exclusividade de pauta. Um dos assuntos que um repórter fotográfico pode abordar é sobre o "canibalismo" dos colegas e da profissão. Embora, qualquer faculdade tenha código de ética, a maioria coloca seu ego acima de tal premissa. Poucos são os que compreendem isto... e muitos sabem que é errado, mas o fazem, tipo jeitinho brasileiro, tal e qual vista grossa para o limiar da profissão. E seja como for... cada um faz como quer em terra de ninguém. Se tem consciência ou não... desculpe-me, mas F...-se! Quem deita serenamente ao anoitecer e sabe o que é uma estrada limpa, entende diferente. O canibalismo da profissão é um "momento" oferecido por aquele que pratica, mas que prejudica os demais que não o praticam... só que a longo prazo são portas fechadas pelo praticante, pq o mundo é bem redondinho. Eu já assisti isto algumas vezes... e não é a toa que sou convidado para substituir três colegas sempre que estes precisam. É o meu nome que esta no topo da lista da confiança... então, faça cada um como quiser. Isto aqui da mais pano pra manga do que a própria política. Tem cara que diz... "não sou político!", mas quando tu vê ele tá sentado com algum relacionado da política e fazendo campanha. Ou é coisa de pinóquio ou de sem noção... é a falta do entendimento do limiar! As diferenças nem sempre são muito claras... tem cara que adora se fazer de bonzinho. No início quando comecei a trabalhar onde apareciam colegas, notava que alguns possuiam uma forte necessidade de aparecer, ofuscar colegas é uma forma de ganhar mercado... isto no entendimento daqueles que estão em uma lacuna do espaço inexistência da ética. Conversando amigavelmente com um colega... ele me perguntou como eu sabia a respeito da ética profissional se não sou formado em jornalismo, assim como ele. Disse a ele que primeiro recebi educação em casa, depois, qualquer interessado entra no site da Federação Nacional dos Jornalistas e descobre bem direitinho o que pode e o que não pode fazer, inclusive o que esta sugerido entre linhas. E por fim, tenho duas faculdades iniciadas onde fiz disciplina de ética profissional. Sobre o comportamento a respeito de colegas, acho que é bem fácil saber como se comportar. O que acontece é que muitas pessoas banalizam leis e maus hábitos, omitem detalhes, impedem a ordem natural e comportamental da sociedade. Ser cidadão é mais do que conhecer leis... é saber se portar sem desagradar o próximo. É um momento da evidente carência de bons costumes e hábitos... alguém sempre invade o espaço alheio.
Agora o que mais me incomoda mesmo é ver que tem colega, que não expressa opinião de nada, não tem sugestão, pensamento próprio e acha que repórter fotográfico não tem que anotar, escrever, ou dizer nada. Se vc faz material ilustrativo para um colega que escreve, que vai trabalhar no tema... como pode ir lá e apenas registrar? Como será que este tipo exercita a observação sem reflexão? Refletir é incontrolável... afinal, falamos de uma máquina fotográfica sem cérebro? Atrás da objetiva não há um ser humano?
Na verdade, todo jornalista medíocre ou competitivo se sentirá ofuscado por um jornalista de função específica que é capaz de escrever. A quem começa no ofício, digo... não tema, no seu talento e caráter há um lugar exato. Talvez vc não tenha achado este lugar ainda... mas durante a estrada, achará!

Pelas ruas... Avª Belém e Avª Teresópolis

 As ruas de Teresópolis, em Porto Alegre, são o cenário no qual cresci... meus avós moravam neste bairro, depois nos mudamos para ele, já quando eu tinha uns 14 anos. De lá pra cá, muito mudou... inclusive a segurança. Ser assaltado no bairro é uma loteria quase garantida! Jovens são assaltados a toda hora... mas quem cresce em cidade de concreto sabe o que é isto. Banalizou... reza pra viver!
A avenida Teresópolis mudou muito após uma grande reforma de alargamento. Antigamente, rua estreita, agora 3 vias para cada sentido, incluindo o corredor exclusivo para ônibus. Sim, são 6 pistas para os automóveis nesta avenida feroz para bicicletas. Mesmo assim, insistimos... em horários piores, vai pra calçada, pedalar como um infrator do CTB. Anda com cuidado... pq o bairro tem pessoas de idade, são avós e pais de alguém, certo? 
Ali fiz a foto da minha Giant Sedona, bici que estou usando para me deslocar... de foto a banco, ou padaria! Bicicleta é tudo de melhor que alguém pode querem em um dia de céu azul. Coisas de um fotógrafo Andarilho...


Balneário Camboriú... de teleférico!

Barra Sul de BC, 2014. Foto: Roberto Furtado

Praia das Laranjeiras de BC, 2014. Foto: Roberto Furtado
Fui trabalhar em uma prova de MTB DH em Balneário Camboriú... O brasileiro de downhill é uma prova de etapa única que acontece uma vez por ano. Fui cobrir o evento para a Revista Bicicleta, também para o Bikes do Andarilho, meu bloguito da bike. O barato deste lugar é a estrutura... a gente se sente em uma cidade grande, sem o peso da cidade grande. Tem estrutura e diversão, belos cenários, mas não é aquele pesadelo do RJ que tem que ficar olhando pros lados pq a cada esquina tem um terrorista representante do crack. Não conheço muitas cidades do Brasil, mas eu conheço algumas... e BC é uma das cidades que já estive, e fui inclusive vítima de furto de documentos, mas ainda tenho boas recordações. Acho que malandro tem em todo lugar e por isto o legal é ficar de olho vivo. 
A primeira imagem da postagem é da barra sul de BC, onde estão os prédios refinados. Tem apartamentos bem caros nesta região, mas do outro lado do morro, onde vc pode descer com o teleférico... tem uma praia muito legal, chamada de praia das laranjeiras. Tem restaurantes, um pouco caros, mas bons. Tem alguns que não valem a pena... pois não são tão caros, e não são muito aprimorados. Quem for de bike, não vai de teleférico... e aí pergunta como faz pra passar a barra sul para o lado do morro, lá tem uma ciclovia que dá pro gasto, e vc visita várias praias. O terreno é todo de altos e baixos... tem que ir com espírito aventureiro pra se divertir. Tem muitas pousadas nesta região... não precisa nem se preocupar, de tantas que há. O melhor restaurante que conheci fica de frente para a praia, no lado esquerdo de quem chega na praia do "estaleirinho". É a última praia para quem vai pela interpraias partindo da barra sul. O restaurante serve peixe farto com acompanhamento para duas pessoas. Vc não vai esquecer... E antes que alguém pense, esta postagem não é patrocinada. Valeu...