Golden Gate... laranja!


A Golden Gate não é grande como a vemos nos filmes... ela é realmente imensa. Infelizmente, não há foto que descreva esta propriedade com aquela sensação de como se lá estivéssemos, mas é possível tentar.  Os carros sobre a ponte servem de referência, em dois momentos... sobre a clássica estrutura e no início da ponte. Os carros praticamente somem... as pessoas então nem preciso comentar. A Golden Gate é laranja... talvez um vermelho desbotado, mas em hipótese alguma poderia se chamar de golden, exceto pela brilhante obra arquitetônica. A funcionalidade da cidade de San Francisco depende desta e de outra ponte, também dos boats que fazem as travessias de milhares de pessoas diariamente.
Estou usando a Canon 6D WG para os trabalhos e para registrar a trip. Estou testando a câmera e cogitando em substituir a opção de segunda câmera para trabalhar. Estava usando duas Canon 7D até então, mas com a perda de uma delas para a malandragem brasileira acabei em um momento de reflexão. A canon 5D esta um pouco distante do ideal de trabalho pelo custo e riscos. A 6D não é uma 5D, mas atende a muitas propostas com louvor.
Hoje, acabei de retornar de San Francisco. Passei antes por Detroit, mas apenas por escala aérea.
O interessante de sair de uma cidade americana estrutura e descer em uma cidade brasileira, tal como São Paulo, são as inevitáveis reflexões sobre nosso país. No cotidiano em Porto Alegre percebo que nela se tem ótima qualidade de vida sob muitos aspectos, algo que esta bem prejudicado em SP. Os EUA dão uma bela disparada na qualidade de vida, principalmente se estivermos em típicas cidades americanas com poucos imigrantes. Ao que parece, as cidades americanas mais seguras para se viver ou visitar são as que não tem estrangeiros. Não me pergunte pq, mas vc pode ter certeza que sua resposta para isto é a mesma que tenho. 

San Francisco e o Pier 39


Este "negócio" de viajar é realmente viral... existe turista de todo lugar em tudo quanto é lugar do mundo. Brasileiros mil em qualquer cidade turística dos EUA. Ao chegarmos nas proximidades do Pier 39, pessoas passavam por nós conversando e nós percebíamos que os idiomas eram variados... mas em dado momento brilhava o português brasileiro aos nossos ouvidos. Os brasileiros invadiram Las Vegas, New York, Miami, San Francisco, etc
Chegamos em no pier 39 na hora passada da fome... de cara vi esta sopa no pão que eles chamam de clam chowder, nesta versão de Crabs + Shrimp, servida no pão de sabor incrível... o pão lembra um pão italiano do Brasil. Tudo aqui carrega muita pimenta... por isto é bom estar preparado. A água é servida sem custo aos clientes do restaurante ou lancheira... no Brasil a gente não é acostumado com isto. Mesma coisa acontece para o segundo ou terceiro copo de refrigerante... não é cobrado, apenas em raros casos. Vc pode perguntar a respeito antes... pergunte sobre o "refil para soda!"
Gostei muito de San Francisco... terei saudades!

Cervos por toda parte... é só procurar!

Big Sur, Califórnia, 2014.
Aqui na Califórnia passamos por muitos parques naturais, reservas e florestas... em todo trajeto de estrada existem placas de animais atravessando. Isto traz esperança de haver tais animais, e se vc os procurar, encontrará. Eu havia visto muitas fêmeas e filhotes, mas raríssimos de ver eram os machos com suas galhadas. Encontrei um grupo destes animais e havia dois machos... fiz muitas fotos. Eis uma delas...

Pegadas...

Stanislaus National Forest, 2014.
Muitas foram as pegas que encontrei aqui no Stanislaus National Forest... a maioria de pequenos cervos, mas encontrei também fezes que pareciam de um bovino e então encontrei as pegadas de um grande animal. Ao que parece, descobri a passagem de um Bisão... 

Lontras Marinhas de Monterey

Monterey, CA, 2014.
 Embora fosse uma viagem de trabalho e de diversão voltada para bicicletas... acabei me deparando com animais silvestres de várias regiões dos EUA. Aqui, ao que parece, os animais tem mais espaço do que no Brasil, pq vejo-os menos no meu país natal do que em um país que visito por 20 dias. Em Monterey, agradável e simpática cidade litorânea do pacífico americano, vimos vários animais. De aves a leões marinhos... as lontras apareceram de uma hora para outra, alimentando-se e exibindo o alimento aos turistas do pier. Esta que chegou mais perto, parecia olhar para mim... mas se vc reparar bem, ela mostrava o que segurava com as "mãos", um pequeno caranguejo avermelhado. Felizmente, além da fotografia esportiva, me aproximo levemente da fotografia de natureza que sempre quis fazer... desde criança eu sonhava com isto. É muito bom perceber, mesmo que sem compromisso, um sonho realizado. Meu nome é Roberto Furtado... eu sou um andarilho, confundido com mendigo, outrora sonhador. Eu sou parte do mundo, e eu retrato meu ambiente. É isto que sou...

Cervo... foto de paciência ou sorte?

Twin Lakes, CA, 2014.

Sempre quis fazer fotos de animais selvagens... bom, eis o momento. Vi o cervo e fui chegando devagarinho... pra não assustar. Aos poucos fui chegando pertinho e fiz alguns belos cliques, e até mesmo um videozinho. Da maneira que cheguei, fui embora e ele continuou se alimentando. Foi sorte... acho que foi! Teve paciência de ambos. Respeito é algo necessário no ofício. Ponto para nós dois... 

Yosemite... paisagens inspiradoras!

Parque Yosemite, 2014.
Nunca imaginei que veria pessoalmente um cenário destes... como de um filme de um ambiente selvagem americano. Fiz tantas fotos aqui que parecia uma criança com brinquedo novo... era ansiedade por realizar fotos perfeitas, algo que considero uma busca interminável. Se a busca pela foto perfeita é eterna... a paisagem ajuda e traz inspiração para qualquer lado que chuto uma foto. 
Vi animais selvagens, plantas e rochas... as rochas parecem ter uma infinidade de combinações em cores. Bom, publico mais fotos em breve... 

Cactus no Vale da Morte

Death Valley, 2014.

Aqui no Death Valley (vale da morte em português) é possível observar a vegetação típica. O calor é insuportável nos horários críticos, algumas vezes por volta de 50 graus Celsius. Apenas a fauna e flora adaptada pode sobreviver a condições tão severas do clima, que a noite ou no inverno responde de forma contrária a que presenciamos aqui na data em questão. Deixei o conforto do automóvel com ar condicionado para ir atrás destes vegetais especiais. Fui lá, fiz as fotos, e no retorno me deparei com insetos que se pareciam pequenas cigarras em um arbusto. Saí caminhando sem prestar a atenção onde pisava e acabei chutando acidentalmente outro pequeno cactus, outra espécie. No impacto, vários espinhos perfuram meu tênis, um dele atravessou e cravou no pé, próximo ao dedão. A dor foi intensa... removi o tênis com cuidado após retirar o espinho quebrado. O espinho havia entrado cerca de 1 cm no meu pé, mas conseguimos remover sem problemas, e ao que parece esta tudo bem. Estas são as histórias de andarilho que não deixo de viver, mesmo que pareça haver um ônus. As histórias são minha garantia de reflexão, existência e crescimento profissional. 

Esquilos no Grand Canyon


No Grande Canion americano nos deparamos com alguns animais. Os esquilos mais comuns era vistos por todos, eles vinham até as pessoas pedir comida ou atenção. O Grand Canyon deslumbra qualquer visitante... vimos Russos, chineses, japoneses, americanos de todas as regiões do país, etc
Deixo um primeiro registro desta região maravilhosa que estamos visitando... um amigo esquilo, mais um amigo, que fiz por onde andei. 

Flor de cactus...

Porto Alegre, 2005.
Até conhecer este integrante do reino vegetal, não imaginaria que uma "planta" verde e cheia de espinhos pudesse ter uma beleza oposta. Note que a flor deste cactus é de cor vibrante. Muitas são as situações que vivemos e podemos usar a referência de uma fotografia. Algumas pessoas são ou estão endurecidas pela vida, mas possuem grande potencial para oferecer mais... o Cactus é a prova disto. Todos nós temos mais a oferecer, basta que façamos...

A estrada nos olhos de quem já vai chegar...

Audax 600 km da Sociedade Audax de Ciclismo 2014.
Em uma das minhas atividades de repórter fotográfico, tenho oportunidade de uma reflexão muito especial. Nós nos acostumamos com esta era do automóvel, que já não é a era do automóvel que meu avô conhecia... no tempo do meu avô, ele viajava pela América do Sul no volante de um fusca 1964, 1200 cc, 36cv e tensão de 6V. Ele viajava com minha avó neste fusca, a velocidades incríveis de 80-90 km/h. Hoje, eu viajo com um mille fire 2013, de 1000 cc, 66cv e tensão de 12v. Algumas poucas pessoas saberão qual a diferença entre os automóveis, mas baseado nos conceitos muito mais modernos, o uno (mille fire) é um "projeto de corrida" perto daquele fusquinha. Com 30 cavalos menos que o uno, o fusca ia fazendo aquele clássico barulho, alimentado pelo carburador solex 28 pci... quase se rachando, esquentando e parando de tempos em tempos. O fusca parava, e eu via meu avô pacientemente conversando comigo a respeito, eu sentado ao lado dele nos anos 80 e explicava-me: "Beto, o fusca parou pq entrou ar no carburador... quando esquenta, a bomba de gasolina produz bolhas que entram no tubo de gasolina!" Ele descia do carro, abria o capô do motor, as vezes dava umas batidinhas com o cabo do martelo para ajudar as bolhas a saírem da bomba, logo estávamos de volta no caminho. O fusca 1200 de 1964, era um belo projeto se pensarmos nos automóveis do seu tempo, mais ainda se avaliarmos o que havia antes disto. Naquele tempo, ninguém saia de casa prometendo o dia que iria chegar, menos ainda a hora, como fazemos na atualidade. Hoje, os carros mais populares racham a estrada, silenciosos como nunca foram, sobem ladeiras íngremes em 4ª marcha, quase sem perder velocidade. A tecnologia superou as expectativas do viver com sabor de algumas situações. Não damos valor... nem para estradas longas, tampouco para a aventura que podemos viver em um fusca que anda e pára ao sabor do calor. Meu avô, topógrafo e sonhador do volante do fusca, descansa em algum lugar do cemitério João XXIII. Eu, fotógrafo aos 38 anos, percorro as ruas, vias e estradas deste mundo, em busca de respostas que nunca vou encontrar... eu vivo o fotojornalismo, descoberto tardiamente e que circula em minhas células. Eu deixei muitas coisas para trás, com orgulho, tal como a faculdade de engenharia mecânica e os amigos que perdi para o tempo. A estrada é assim, a gente vive como se já fosse chegar, mas ela deve ser sentida em cada segundo. Senta em uma pedra de frente para um belo cenário, e finge que não há hora para ir embora... vc vai ver insetos, o vento, e coisas da natureza que jamais vai esquecer. Um amigo, ao ouvir esta história contada pessoalmente, me disse: "Beto, tu é louco sem fumar ou beber nada!" Eu sorri, agradeci e nós fomos embora, de volta para a rotina.
A estrada é uma expectativa para quem pensa que já vai chegar, mas eu quero viver o momento, um segundo, um clique de cada vez... minhas lembranças, compartilho, sempre, mas só eu sei o que elas representam. Tenho saudade do meu avô, da minha cadela Lua, de sentir os pés na areia e na água gélida do mar de setembro. Setembro... te amo!