Metro Photo Challenge 2014

Torcedor Uruguaio. Foto: Roberto Furtado
Os concursos... acho um pouco curioso e também complicado o ingresso em concursos de natureza seletiva com base em assuntos subjetivos. Muitas vezes vi grandes fotos de colegas não serem valorizadas... e quando vc se dedica para chegar em um dado patamar de conhecimento e experiência é muito mais fácil viver frustração. Quem se dedica quer um resultado... porém, com a adoção de métodos seletivos com base em popularidade de um autor ou simplesmente com base no conhecimento não científico que o povo é detentor, torna-se grande a chance de escolha de opção não tão coerentes. O espectador comum não possui, muitas vezes, capacidade para diferenciar fotos de qualidade. Ainda que isto seja uma realidade para muitos ditos fotógrafos e, para isto basta que vc observe alguns materiais que contradizem a convenções sobre fotografia, fica ainda mais complicado de ver materiais de qualidade no meio fotográfico. Longe de me imaginar o melhor ou mesmo em um patamar de estagnada evolução de aprendizado, me vejo muitas vezes mostrando materiais para nada. As pessoas nem mesmo sabem o que é uma fotografia... e com razão ocorre esta dúvida, pq os equívocos são divulgados em larga escala na internet. Ontem, me inscrevi no tal Metro Photo Challenge 2014, pq uma querida amiga e fotógrafa nata, insisti para que eu participe todos os anos. Este ano aceitei... enviei uma foto para cada categoria, apenas na intenção de participar e ser "avaliado". No entanto, vi imagens que deveriam nem de longe participar. Talvez o processo seletivo faça com que estas imagens sejam descartadas durante a seleção. Quero acreditar que as imagens de qualidade serão conduzidas paralelamente com materiais de mesmo nível, pq não faria sentido algum promover algo nesta condição de tamanho e seriedade sem que fossem observadas as diferenças de qualidade, convenções e o assunto fotográfico. Aliás, esta questão coloquei em minhas reflexões sobre o futuro, capacidade, competitividade do meu material para o mercado. Eu acho que o Brasil esta virando sendo tomado por um sentimento que não é legal... onde política esta sendo colocada acima de qualquer talento ou dedicação. É duro ter que aceitar estas possibilidades como uma verdade. Duro é viver de fotografia não prostituída, duro é competir com a deslealdade, duro é pensar que a tapa que tu dá a tapa fica a subjetividade de qualquer avaliador... tal como o povo! Chegamos então ao Big Brother Brasil e/ou casa dos artistas para uma realidade fotográfica. Bom, coloquei a foto: "Torcedor uruguaio se emociona durante a copa com a vitória do Uruguai sobre a Itália, no FIFA Fan Fest de Porto Alegre"
Se alguém quiser olhar a foto no concurso do Metro Photo Challenge, segue o link no título. 

Beija-flor

Porto Alegre, 2010.
Raro é ver o inquieto e ágil pássaro sobre um pequeno galho. Beija-flor remete a ideia até de serenidade, mas a verdade é que a vida deste pássaro é uma tremenda correria. Quem observa sabe...
Certa vez um deles fez ninho em uma peça usada como depósito, na casa dos meus pais em Teresópolis, e lá ele teve seus filhotes. A oportunidade de convívio foi um presente, volta e meia estava lá, tal pássaro, repousando de uma corrida que fazia de lá pra cá... do ninho para a busca do alimento. Beija uma flor, beija duas, três... talvez milhares em um único dia. Imagina o que é... talvez seja como viajar de carro por 1000 km. Sabe lá a distância que o bichinho percorre. De fato, são encantadores. 

O preto e branco para transformar foto em poesia...

Itajaí, SC, 2011.
É difícil explicar, mas isto acontece... Se fosse colorido, não teria mesmo sentimento. Será que a ausência de cores transforma o sentimento? Ou será que a gente presta mais atenção a respeito de detalhes relativos a composição?
O que são dois meninos em um barco pequeno, rumo ao barco grande? Ou não seria rumo ao barco maior, apenas encaixou-se na imagem... 
Não tenho dúvidas de que estes anos envolvido com fotografia me fizeram pensar muito mais a respeito de tantas coisas da vida. O olhar diferente busca o que a linguagem fotográfica pede para contar a história de forma eficiente. E afinal, o que são dois meninos em um barco, um com remo em punhos, outro é caroneiro, mas ao lado esta o caniço. Há tanto para contar... para imaginar! Seria a trajetória de vida de dois meninos que virarão homens e pescadores. Aquele barco grande é o barco do futuro deles? Ou descreve a ambição de todas as profissões quando colocamos o conhecimento e a experiência no planejamento e expectativa de crescimento próprio? O que é para cada um deve dar uma grande pilha de folhas de papel, mas alguma coisa encaixe melhor com cada espectador. Qual é a tua? A minha é tentar contar estas histórias de acordo com o que acontece no mundo...

Desafio fotográfico... vale da morte em branco e preto!

Death Valley, 2014.
Um amigo me convidou pra o desafio branco e preto através do facebook... pra mim é divertido e um belo exercício. Lembrei que havia fotografado estas formações da erosão no vale da morte, a cerca de um mês atrás. O branco e preto faz um efeito diferente sobre a textura, sendo justamente isto que eu gostaria de evidenciar. Feito... 

Bem pequeno... um esquilo!

Durante vinte e poucos dias nos EUA pude refletir sobre a natureza local... os animais estão por toda parte. No Brasil somos vistos e lembrados como um país da amazônia, também pelo Pantanal, Taim, Lagoa do Peixe, Chapada Diamantina, mas na verdade somos uma selva de pedra. Em nossos pequenos bosques não há tanta vida como imaginamos se compararmos a grande quantidade de cervos e esquilos vistos em qualquer lugar dos EUA. Há animais por todos os lados... os esquilos são vistos até mesmo em praças de New York. Aqui no Brasil as praças apresentam apenas as pombas domésticas que mendigam pipocas. 
Em um local remoto, parei para admirar a paisagem num todo. E vejo um pequeno animal de grande agilidade. Ele correu e parou sobre um pequeno tronco cortado. Vi claramente que se tratava de um esquilo... inicialmente, de forma ignorante, pensei se tratar de um filhote de esquilo, mas logo percebi que era um exemplar de espécie diferente dos comuns vistos em terreno americano. Ele tem o tamanho de um pássaro pardal, praticamente um ratinho... cuja cauda é longo e felpuda com sua máscara e pelagem camuflada. Muito bonito, incrivelmente rápido. Me fez pensar pq nossos esquilos são tão ariscos, pq se mantem longe do homem... enquanto em terras americanas eles convivem pacificamente com os humanos. Respostas que estou montando aos poucos... faço as minhas, deixo pistas para as suas. 

Aquarium de Monterey




Estou publicando algumas imagens do aquarium de Monterey pq achei incrível e acho que outras pessoas deveriam pensar em uma visita. É muito legal ver os peixes em seu meio precioso... em movimentos que desconhecemos. As águas vivas, tubarões, cardumes de sardinhas, peixe-lua... não tem explicação para descrever aquele passeio fantástico. Se vc vai passar perto, repensa o trajeto e aparece lá pq não perde nada. Fica aí uma pequena amostra do que vc vai ver lá. 

Gato

Felino, Mário Antônio, em Pelotas, RS, 2014.

Canon 6D wg é ótima opção!

Canon 6D WG, registrada pela Canon 7D, 2014.
Estava um pouco preocupado quando decidi arriscar a aquisição da Canon 6D, pois faria alguns dias de testes e partiria para trabalhos importantes. Parte das viagens precisava ter o peso do trabalho, outra parte era para registrar a alegria de viver sem nenhuma obrigação. "Vamos dar uma olhadinha ali, sem compromisso..." 
Pega a máquina na mão... primeira reação: "puxa, que pequena!". Estranhei a mudança dos botões de um lado para o outro, mas não achei tão ruim. Bom mesmo foi ver o botão que libera o seletor no topo esquerdo. Aquele botão do modo me deixa meio chateado na canon 7d, pq as vezes tô trabalhando e faço uma foto vertical quando percebo que o modo trocou acidentalmente. Foi um ponto positivo a instalação deste botão que trava o seletor, assim o modo só é alterado quando vc quer! O botão para conferir, aquele da lupa... não dá muitas opções, neste quesito é ponto pra 7D. Acho que depois de "pilotar" uma 7D ou uma 1D rápidas, nenhum fotógrafo vai pegar a 6D com os mesmo olhos... eu já tinha este medo com a 5D Mark III, mas com a 6D é ainda mais certeiro. Confesso que estou esperando agora pela substituta da 5D Mark III, pois já ocorre o rumor da Mark IV para o próximo ano. Claro que o preço vai ser um estouro... imagina se a Canon vai lançar uma máquina com mais tecnologia e manterá o valor da anterior? Nunca...
De qualquer forma a Canon 6D é uma câmera muito interessante. Ela reúne algumas qualidades que gostei muito... e se trata de uma full frame com baixo custo. Um corpo custando menos de 2 mil dólares não é nada mal se a gente pensar que acima dela esta a canon 5D com custo de 3,5 mil dólares. O fato de ser full frame já me agrada... mas o ISO desta câmera me surpreendeu muito. Ela não é para quem brinca em serviço, ela dá uma folga que a Canon 7D nem sonha ter. Duvida que a Canon 7D Mark II tenha mesma vitalidade em iso elevado. Um ISO de 1600  na 6D é uma babinha para quem usa ISO 400 na 7D... e a 6D ainda tem muito fôlego pra mostrar em baixa luz. Isto, eu percebi... quem quiser arriscar, fique a vontade. Se não vais para fotos rápidas, nem perde tempo com a melhor das cropadas (7D mark II), passa direto para canon 6D, pq neste exato momento elas possuem praticamente mesmo valor. 

Clicando política...

Presidenta Dilma saindo da zona eleitoral em Porto Alegre, 05 de outubro de 2014. 
Trabalho é trabalho... muitas vezes me perguntei se deveria ou não fazer foto de políticos. Já fui convidado três ou quatro vezes e recusei ou fui recusado em decorrência da minha resposta. Sendo uma das minhas opções... fotografo, mas não quero ligação com partido. Ora, solicitante não gosta de ouvir isto... Eles querem que vc minta ou que diga que adora o partidário. Ou me mantenho livre, totalmente deslocado de aspirações políticas. Sou um repórter fotográfico, quero ser visto apenas como profissional... coisa que muitos não entendem. 
Para mim, a única forma de fotografar políticos é por agências... eu trabalho para algumas e prefiro ficar nesta posição livre de qualquer submissão ideológica. "Roberto, faz umas fotos da Dilma pra nós?" Claro... pq não! Completamente diferente, embora o objetivo seja a mesma figura pública. 
Trabalhando para uma agência, fiz algumas fotos da presidenta... talvez num futuro distante sirva pra eu pensar em mais alguma coisa. Apenas reflexões...

A cidade fantasma de Bodie


Bodie City têm curiosa história de abandono... ela se tornou uma cidade fantasma. Durante o surgimento do garimpo na região, a cidade se desenvolveu, formando uma pequena estrutura com armazém, correio, entretenimento, etc. Famílias se formaram e foram para lá... com a escassez do ouro, as minas foram abandonadas e da mesma maneira acabou a cidade. Tudo ou quase, foi deixado para trás... pessoas morreram, pessoas foram embora, e a cidade ficou lá. Telhados de lata, casebres de madeira com mobílias, carros abandonados, carroças, pertences diversos ficaram lá. Há no interior das casas, muletas, brinquedos, fogões... o que causa um sentimento estranho sobre a falha da estrutura social e econômica. Há muito para ver e pensar... vale os 5 dólares por pessoa. Tá recomendado...

Fuga da ave... tiro certo!

San Francisco, CA, 2014.
Me perguntei muitas vezes sobre a habilidade de fotografar... este é um exercício que gera um ciclo de perguntas no autor da fotografia. Eu sei que a crítica é muito pesada sobre o autor e suas obras, mas nós, autores, sabemos que estamos no caminho certo quando o encontramos. A recomendação é clara... não fotografe nada saindo de quadro... apenas entrando. Ora, será mesmo que a recomendação é capaz de estabelecer ou impor situações da composição fotográfica sem que esteja equivocada? Pois, para mim, algumas vezes quebrei regras fotográficas e percebi que de uma forma estranha entendi que ainda que contrário ao "correto", nasceu algo muito diferente e positivo. Agora, não esqueçamos que o restante da composição é essencial, de outra forma, nada seria tão interessante. Será que este pássaro sobre um fundo branco seria tão fotografia assim? 
E eu, em minha foto de pássaro quase saído da foto, arriscaria que em uma boa crítica internacional, poderia surgir muitas indicações para um prêmio, mesmo que contra maré... e afinal, pássaros não voam contra o vento?