Viajar mais ou ter bens materiais? Opção de ser Andarilho... aproveite todo passeio!

Yosemite National Park, 2014. Foto: Roberto Furtado

Cascata do Garapiá, RS.
      Tenho lido diversos artigos sobre viagens... o grande problema das viagens é que elas custam caro. E quantas vezes já vi pessoas que preferem gastar dinheiro em bens materiais e deixam de fazer passeios ou viagens legais. Pensava diferente sobre viajar pq tenho forte ligação com a natureza e para mim viagem tem este significado... viagem deve colocar vc em contato com uma natureza legítima, mas sei que isto é uma questão de preferência. Algumas pessoas vão preferir visitar o Cristo Redentor, talvez a Estátua da Liberdade... e acho que esta valendo muito. Quer ir? Vá... faça tudo, totalmente do seu agrado. Algum tempo atrás minha esposa me convidou para ir a Nova Iorque, depois fomos a Las Vegas, Los Angeles, São Francisco... com meu sogro em uma das viagens, fomos de carro de Las Vegas até São Francisco, passando pelos parques nacionais que lá são muito bem protegidos. Tinha outra ideia sobre os USA, mas descobri que se trata de uma nação organizada e que zela muito bem por sua fauna e flora. Costumava dizer aos amigos, que no Brasil tive oportunidade de ver cervos na natureza por apenas três vezes. Nos USA períodos que somaram 60 dias vi mais de 100 cervos espalhados por diversas regiões do país. No Brasil a caça é proibida, mas há muito desrespeito e quase nenhuma fiscalização. Gosto de pensar que viajar é como experimentar novos horizontes da Terra... gosto de ver a luz da manhã e do entardecer em cada lugar, mas claro, isto é uma característica da minha profissão. Teve um dia, aqui no Brasil que pensando nisto, convidei a esposa... "E se fôssemos conhecer algumas cachoeiras aqui do RS?" Ela topou, fomos nas mais conhecidas, gastamos muito pouco... gasolina, lanches, algo muito viável. O segredo é aproveitar o que se tem ao alcance. Nem toda viagem precisa custam 4 mil dólares. Vc pode gastar 200 reais e conhecer vários lugares em um único dia... talvez dois dias! Se a questão é ir mais devagar e com tempo, gastando menos... pega tua bike e barraca! Tenho certeza de que não vais gastar muito... lanche, talvez algum reparo na bicicleta, possivelmente fará uma viagem cujo custo será imbatível. Vc pode fazer isto até trabalhando... algumas pessoas tem trabalhos que os fazem passar por certo lugares, muitas vezes no trajeto e com compromissos que permitem aproveitar parte do dia para passear. Em 2013, fui trabalhar em Macaé, RJ, junto com os amigos Tiago Lumertz, chefe de equipe de DH, Juliano Milesi, técnico mecânico e preparador das bikes de competição, fomos ao Brasileiro de DH. Naquela oportunidade fomos de carro, passando por lugares lindos, preservados, de natureza brasileira exuberante. No final daquela viagem, retornávamos a Porto Alegre e paramos no Paraná para tomar um café da manhã, depois de dirigirmos a noite inteira. Juliano, apelidado de Kamikaze, sentou próximo da janela da lancheira e os pássaros vieram tomar café com ele. Algumas coisas assim podem ser vividas com baixo custo, mesclando trabalho com lazer da oportunidade. Em algum lugar esta algo novo e só é preciso tentar...
Juliano, o café, e os pássaros no Paraná.
       O trabalho de fotojornalista, especializado no mercado da bicicleta, me ofereceu inúmeras oportunidades para me colocar em frente ao novo. Algumas destas oportunidades geraram também grandes experiências da alegria de viajar. Muitas vezes não é a Estátua da Liberdade, nem Dubai, nem o Havaí... mas tenha certeza que não existe valor no mundo que pague tomar café com passarinhos a 30 cm. Observar cervos com filhotes, lontras, peixes correndo corredeiras cristalinas, borboletas com desenhos únicos, árvores e suas estranhas folhas... isto tudo é impagável e muitas vezes esta pertinhos de vc. Se o trabalho de fotojornalista é difícil no que diz respeito na valorização profissional... bem, isto é verdade. Talvez pq uma parte dele possa ser recebida em oportunidades, assim já vi com amigos em outras atividades profissionais. Não se renda ao dinheiro... ele paga suas contas, mas não pode comprar vc com uma televisão ou carro de maior valor. Carro é para levar vc aos lugares necessários... se custar zero 25 ou 100 mil, ambos chegarão de qualquer forma ao destino. E pense... com a diferença de 75 mil, se vc puder investir assim, imagine quantas viagens poderiam ser feitas. Costumo dizer... gasto meu trabalho com materiais de trabalho! Sim, gasto meu ganho com meu trabalho... mas meu trabalho me dá algo impagável, de viagens a satisfação pessoal! Isto não tem preço... pq sou um Andarilho!

O espetáculo não pode parar... e o fotojornalismo também não!

No Araújo Viana, em Porto Alegre. Foto: Roberto Furtado.com
Estou afastado do fotojornalismo das ruas por alguns dias... vamos dizer que já tem uns 40 dias. Nos últimos 20-30 dias trabalhei 7 dias por semana... para mim é um prêmio, pq trabalho é o que quero e, não tem melhor maneira de ser reconhecido como profissional. É bem simples... fotojornalista requisitado é profissional que atende o cliente com excelência, então é a prova real. 
Outro dia fui fazer uns registros no Araújo Viana e queria fazer uns testes de luz e opções para comprovar o efeito em materiais recentemente adquiridos. O teste foi um sucesso... acho que s registros também. Oportunidades são como pequenos fragmentos que juntos formam algo precioso. Separados, tais fragmentos nada representam, em conjunto se transformam em algo muito bom. Ser, existência, é algo muito relativo... é algo que sentimos e precisamos. Quero, portanto traço um caminho... se insisto e me dedico, faço acontecer. O espetáculo não pode parar pq é ele que escreve nossas vidas, seja lá qual for a perspectiva, mas o fotojornalismo esta a esmaecer para muitos, inclusive para os jornais com seus métodos e formatos antiquados... evoluir, isto é essencial. Não me fale em baixa qualidade da imagem para publicar em jornal pq o papel é ruim. Se assim pensar o repórter fotográfico, bem, já vou lembrar... tudo feito para o jornal, vai parar na rede. Na rede dá pra ver todo defeito... e por outro detalhe do exercício profissional, lembro-vos, fazer melhor, todos os dias, é preciso! Tudo evolui... pq haveria de ser diferente com o fotojornalista?

Andarilhos... a casa é a estrada!

Rota do Sol, RS, 2015. Foto: Roberto Furtado / Sociedade Audax de Ciclismo

Vale do Vinhedo, RS, 2015. Foto: Roberto Furtado / Ekonova
É muito difícil explicar o que sente um ciclista de estrada. É o tipo de sensação que apenas o exercício pode descrever. E acho que uma boa foto quase pode sugerir, mas para isto é preciso estar no lugar certo. Devagar se vai longe, devagar se percebe mais coisas sobre o mundo, sobre as paisagens, sobre os aromas do campo que costeia uma estrada. O verde do campo, dos bosques, dos arbustos, das plantações, das videiras, assim como o céu desenhado por nuvens, o plenamente azul... ao oposto de todo, sol sempre é azul forte. Entre o céu e o chão, de asfalto o de terra seca e batida, o som dos pneus não pode ser registrado por fotografias, mas pode ser sugerido por aqueles que possuem experiências, compreendido por aqueles que tocaram a terra com as mãos. Mão direita no botão de disparo, mão esquerda na objetiva, enquadra, clica... eterniza poesia em cores. Andarilhos são poesia de estrada... ciclistas são coerentes andarilhos com pouco tempo para viver tudo que há, com sede de viver com o vento no rosto. E acima de tudo... não querem esquecer nenhum minuto para o tempo passado. Devagar se vence muito quilômetros... de longe se vê os olhos de um andarilho. Ele tem fome de distância, atenção em valores diferentes da Terra e, depois de muito tempo, muita história pra contar. Histórias que ninguém tira de ninguém... enquanto alguns perdem tempo, outros caminham, pedalam, fotografam!

Para três tons de cinza... na estrada das reflexões do fotojornalismo!

BR-386, Estrela, RS. Foto: Roberto Furtado / Diário do Andarilho.com
           A estrada do fotojornalismo é muito complexa no que diz respeito a opções e direção certa. O fotojornalismo feito para jornaizinhos talvez esteja com os dias contados... parece quando penso em agências querendo pagar entre 5-30 reais por uma boa foto. Se trinta reais por foto até parece tentador, não deixo ninguém esquecer que na grande maioria das vezes se vende uma ou duas unidades. "Não é muita coisa..." tem editor que diz isto!
Aí entra aquela conta famosa dos repórteres fotográficos, cuja conclusão sempre direciona os mesmos ao emprego de carteira assinada para benefícios do jornal, e estamos falando de uns 2000 reais, se tanto!
Só que há tempos eu, e muitos outros, deixamos de acreditar no trabalho de fotojornalista por meio de jornais e agências que vendem para estes. Ontem mesmo, disse a um colega jornalista que trabalha com assessoria de imprensa: "Eu faço fotojornalismo de rua porque sou apaixonado... pq isto nunca pagou nem mesmo a gasolina!"
Ontem, enquanto recebia uma diária que fotojornalista de redação recebe por 10 dias de trabalho, encerrava meu dia pela estrada com este cenário de céu cinza bonito. Me senti feliz por não estar dentro de uma redação que paga tão mal por um trabalho tão necessário e bonito. Definitivamente... de alguma forma pulei esta fase, precocemente ou não, pouco importa. Acertei a mão, fiz das tripas coração e encontrei um caminho. Mostrei a imagem ao meu pai e ele disse que ela tinha três tons de cinza. E foi ali, naquele momento que percebi que a vida não tinha duas opções distintas entre desistir ou seguir em frente. Percebi que uma terceira opção me dizia para "fazer diferente"!

Pelo caminho do gol... reforço na segurança!

No caminho do gol, 22.11.2015. Foto: Roberto Furtado 
         Há tempos se observa o crescente interesse pelo futebol brasileiro como função de entreter o povo. Negócio lucrativo, tomado de motivação de consumo de marcas e de bebidas lícitas. Vende bem o fabricante de cerveja... e se ganha bem a fábrica, ganha bem o Estado na forma de impostos. Me peguei aqui refletindo que quem paga o pelotão de choque, nesta data, foi o fabricante de cervejas... já que o governador diz que o estado esta quebrado. Como observar é uma função necessária aos jornalistas, se imagens são complemento ou pivô de uma reflexão ou informação, por trás destas questões há outras situações que não apenas a alegria de caminhar pelo caminho do gol... ontem, vi centenas ou milhares de torcedores bêbados. Eles foram financiadores do caminho do gol, dos servidores da EPTC e da tropa de choque. Aliás, o pessoal do choque tem meu respeito verdadeiro... com gestor do governo tão carrasco no pagamento dos salários, ainda se colocam em situação da obrigação de riscos. Se aos que olham parecem os policiais seres dotados de capacidade violenta, vejo-os como necessários para restaurar ou manter a ordem. De outra forma, como acontece em países que estão em descontrole maior, seria uma onda de assaltos, estupros e quebradeira. Cuidado ao pensar... temos muitos assaltos aqui, mas poderia ser bem pior... bem pior! Viva a cerveja que garantiu a segurança na saída e entrada do jogo de futebol... viva o futebol! Nunca vi um esporte com tanta infraestrutura... o futebol esta no caminho certo! Cerveja, "exército" e impostos pagos. 

Combate ao fogo no Morro Teresópolis

Helicóptero da Polícia Civil auxiliou bombeiros no combate ao fogo no Morro São Caetano.
Foto: Roberto Furtado / Folha Press
O dia seguinte de forte chuva surpreendeu os moradores de Porto Alegre com um grande incêndio na zona sul de Porto Alegre. O morro São Caetano ou morro Teresópolis, também conhecido como morro APAMECOR, estava em chamas. O vento forte espalhava as chamas que mais uma vez queimavam a vegetação rasteira do morro. Os bombeiros foram chamados... e logo depois aparecia no céu o helicóptero da Polícia Civil, em resposta ao chamado dos bombeiros. As ações de descarregar grandes volumes de água aconteciam em ciclos com grande velocidade. A cada volume logo sumiam parte das chamas... Muita agilidade na operação garantiu a extinção das chamas. Bombeiros permanecem ainda no local, para evitar o surgimento de novos focos de incêndio. 
O fotojornalista Andarilho cobriu a ação com exclusividade... as imagens estão com a Agência Folha Press.

Utilizando recursos sofisticados para o fotojornalismo?

             Já fotografei um pouco de tudo... mas na verdade não fotografei nada ainda! Quanto mais temos a oportunidade de fazer, mais descobrimos que não sabemos. Este é o sentimento mais interessante que levo comigo sobre aprendizado. Já estudei ciências diferentes, como cálculo e física, também biologia, me interessei por arte muitas vezes. Acho que em algum momento podemos juntar tudo de forma inconsciente, pois fotografia é justamente a junção de toda física da Terra com qualquer coisa que vc sonha e vê apenas em única oportunidade. E quantas vezes foram as oportunidades perdidas... pois fotografia é uma fração tão pequena do tempo que nem o gatilho mais rápido consegue perceber. Já vi animais na mata atlântica que jamais consegui fotografar, imagine o que há para ser registrado... é um universo! Enquanto espero novas oportunidades e maturidade, me vejo exercitando algumas poesias fotográficas, como esta foto acima. Aos curiosos... nada de especial. Utilizei uma canon 7D com 70-200mm 2.8 e uma teleconverter 2x II. E saiu esta prova da estrada em busca do desfoque contra luz. Nada de especial, apenas registros fotográficos...

Mais sobre a situação da cheia do Guaíba...

Nas ilhas, casas estão inacessíveis. Foto: Roberto Furtado / Agência Futura Press
No bairro Guarujá, junto do valão que transbordou. Foto: Roberto Furtado / Agência Freelancer
Cachorro busca um lugar seco... várias casas abaixo do nível da água. Foto: Roberto Furtado / Agência Freelancer
             Estou acompanhando as cheias... O Guaíba foi ao nível elevado como há tempos não se via, e agora custa a voltar pra caixa normal! A pior situação é nas ilhas, próximas a ponte do Guaíba, pois os acessos a localidade também estão abaixo dágua. Na zona sul de Porto Alegre se consegue sair e chegar com facilidade, por isto não se compreende a falta de socorro nestas localidades. Residentes dos bairros Lami e Guarujá, bem como de outras localidades na zona sul de Porto Alegre, reclamam a falta de atenção das autoridades nestas regiões. De acordo com os moradores da zona sul de Porto Alegre, mesmo que sejam pagadores de impostos, por terem maior nível social, estão esquecidos pela prefeitura e defesa civil. "estamos esquecidos, apenas pq não somos miseráveis!" Diz o morador JC que não quis se identificar e que saiu de casa para buscar pão utilizando galochas pq dentro de sua casa a água invadiu todos os cômodos. 
Outro grande problema é a a desatenção com os animais. Os moradores que abandonaram as casas e que possuem cães bravos, na falta de opção de onde deixar os animais, acorrentaram-nos na beira de estradas e em lugares mais altos. Talvez estejam abandonados, talvez alguém volte para busca-los.,. logo saberemos!

Isto não é um review... 1ª Parte

    
          Isto não é um review... até pq existe muito site fazendo isto e, não seria este fotojornalista que faria um teste sobre este assunto. Meu papel com as câmeras é bem restrito ao fotojornalismo... acho que falar das câmeras sobre o uso específico e abordar vantagens e deméritos seria irresponsabilidade pelo uso que dou. Quem escreve para todos... tem um compromisso bem importante com a seriedade, não importando se é questão um ou mil leitores.
Do ano passado (2014) para hoje tive a oportunidade de experimentar quatro câmeras da canon para usos variados no fotojornalismo... de front, ao topo, em eventos cujo trabalho com assessoria de imprensa é importante para vender bem um evento ou marca. Vi qualidade em todas elas, mas as diferenças entre elas podem ser decisivas ao uso... Vou fazer algumas observações a respeito. 

Para uso interno (locais fechados com baixa iluminação), com relação a resposta com o recurso de ISO disponível em cada modelo. Considerando que elas apresentam uma diferente quantidade...

- Canon 5D Mark III - Muito boa, baixo nível de ruído;
- Canon 6D Mark I - Excelente, baixo nível de ruído;
- Canon 7D Mark I - Fraca, muito ruído já em ISO 1600;
- Canon 1Ds Mark III - Ruim, muito ruído já em ISO1250.

Considerações sobre uso e relação custo benefício

             Todas elas são muito boas quanto a capacidade foco em baixa luminosidade, porém a 5D Mark III e a 6D são melhores na questão do ruído e cores com pouca luz. A 5D é muito melhor para correr o foco, e a 6D é meio dorminhoca. Se vc for fazer imagens de esportes, pode ficar meio decepcionado com a velocidade de foco, também com a precisão e com a possibilidade de que ela não encontre o foco. Gostei muito de trabalhar internamente com a canon 6D, mas quando fui para as ruas me assustei com cliques perdidos em baixa luminosidade ou com movimento maior. A 5D me parece bem melhor neste aspecto, embora esteja desconfiado que o colorido seja até melhor na 6D, mas receio que seja impressão de minha parte, já que não tive as duas em tempo simultâneo para teste comparativo. A 7D é a grande campeã da velocidade e precisão de foco, mas perde muito em ruído. Acredito que seja a melhor opção destas quatro para quem faz fotojornalismo. Principalmente se estivermos falando de rua, para jornais... pois mesmo que o ruído esteja alto, não fará diferença para o editor. Eles compram até foto de celular, então de canon 7D ainda será um luxo pelo valor pago pela imagem. Os jornalecos de todos os tamanhos estão pagando o que pagam pelas agências... 30 pilas, podendo ser um pouquinho mais se for uma exclusiva. Agora se a exclusiva for muito boa... recomendo que vc procure pelas agência estrangeiras. Vc ganhará mais... mas aí deverá ter uma foto de boa qualidade. E se vc estiver com um problema de redução de luz, tipo fim de tarde, prédios altos em dia nublado, a pedida pode ser uma 5D ou 6D. Aí entra aquele dilema... "Vale a pena?"
Se vale... de verdade acho que não vale se o uso for fotojornalismo das ruas! Investir 10-15 mil pra fazer fotos para serem vendidas a 30 pilas poderia ser um bom negócio se vc vendesse umas 15 fotos em um dia. Como geralmente as mídias querem comprar só uma... então a resposta da relação custo benefício cairá sobre a câmera com menor valor, que neste caso pode até ser uma 60D, 7D, ou outra similar que esteja no mercado, como estas últimas que citei e que eventualmente são encontradas ainda. Garantido é encontrar a 7D Mark II ou a 70D, mas elas ainda estão com o valor meio elevado... e a 6D esta aguardando a versão Mark II e com a especulação teve redução interessante de valor. Isto, vale para a data de hoje... logo mais devem ter valores reduzidos, as câmeras 70D e 7D mark II. Eu não voltaria para duas casas no modelo da câmera, não gostaria de abaixar em relação a 7D, imagine então para uma 70D, mas cada um tem um cliente diferente e vale também para o fim que se utiliza. As câmeras 60 e 70D ficaram famosas pelo video que podem fazer, mas como eu disse... sou fotojornalista! E mesmo assim gosto de oferecer e ter a chance de trabalhar com o que tiver de melhor, se o meu cliente achar que esta caro... que contrate alguém que esta degraus abaixo, com câmera e estrada ainda em inferior condição profissional. Pagar ou valorizar é uma questão do que vc quer em termos de resultado... poderia até não ser, mas é! Pense...

As ruas de Porto Alegre... Voluntários da Pátria e muita água!


          Gosto de pensar que a cidade é possui problemas temporários quando o assunto é clima e estrutura... mas também não quero enganar ninguém quando o assunto é problema urbano. Infelizmente nossa cidade é antiga e foi mal pensada sobre a questão das chuvas em nosso grande manancial hídrico. Não há grande solução para isto... e me pergunto quão idiota é aquela história de fechar os portões que protegem a cidade. Digo isto pq como aparece na imagem, nosso sistema de drenagem esta funcionando ao contrário neste momento. A água ao chegar na proximidade de 3 metros quando acima do nível normal, retorna pelos próprios bueiros. Veja que a tampa de inspeção esta ao lado e o "geiser" se formou... Eis uma pegunta? Aquelas comportas que fecham a cidade contra o Guaíba são para que mesmo? E não é culpa do prefeito, nem do DNOS (autor do muro), mas de quem um dia iniciou a cidade ao lado do rio. Assim é em muitos lugares... e não deixa de ser um problema, tampouco frustrante, e menos ainda um grande erro. E as ruas de Porto Alegre, continuam a ser observadas pelo fotojornalista Andarilho... 

As águas subiram novamente...

Cheia no calçadão de Ipanema em Porto Alegre, imagens em Agência Freelancer, foto: Roberto Furtado.com
    
           Pela segunda vez no ano as águas do Guaíba subiram... outra vez! O trabalho de recuperação do calçadão de Ipanema na zona sul de Porto Alegre mal foi concluído e foi afetado outra vez. Se deve  isto as continuadas chuvas que atingiram todo RS. A marca histórica não era atingida novamente desde 1967... A altura do manancial preocupa todas as cidades ribeirinhas e, já são milhares de desabrigados. Se espera que as águas baixem antes de ventar forte de sul, pois de outra forma as casas próximas serão atingidas pelas ondas como na vez anterior. As chances de ventar em outubro são grandes, pois é comum na região a predominância de ventanias. Enquanto isto... exercito cliques com o movimento das águas. Lamento apenas que tantas pessoas estejam desalojadas de suas residências. Aqui em casa, hoje mesmo separamos roupas para doação e que foram levadas ao ginásio Tesourinha, local que esta recebendo os desabrigados das ilhas de Porto Alegre. 

True 50mm... A photographic personal journey!

A body Canon 1 Ds Mark III, with canon lens 50mm... true fifty!
             It is the road we notice small details of a trajectory. When I saw that the only alternative to my work was no longer dedicate myself only to photojournalism, but also to the documentary work, they realized that they go together. So, I decided to bet on setups that could characterize the experiments. And why not bet the documentary photojournalism? Because otherwise the Brazilian traditional photojournalism no more than "filling" of newspapers ... but without attributes, only journalistic. And perhaps for reasons so print journalism is dying ... because of poor quality. Thus, I ask you to follow what I'm doing with the title of 50mm mm, such a "fifty" mm. And to leave no doubt about the true face of 50 mm, I note that I will make with full frame cameras profile because otherwise cutting or framing would not be true. Thanks, hugs and see you on the streets.

Kites ao vento... como fotografias que se espalham!

Foto: Roberto Furtado / Diário do Andarilho.com

Kites na praia é sinônimo de colorido sobre a areia! 
Foto: Roberto Furtado / Diário do Andarilho.com

Renan Costantin, fotógrafo, pratica kitesurf quando aparece um tempinho!
Foto: Roberto Furtado / Diário do Andarilho.com
               Fiz várias aquisições de material de trabalho... foram câmeras, objetivas, cases, baterias, acessórios! Estou estudando tudo... testo, mudo, testo de novo! Um experimento atrás do outro para oferecer ups em meu trabalho, pois ninguém sabe tudo e a todo instante surgem novidades. Estes últimos dias estive cobrindo pela terceira vez consecutiva a Interbike, de Las Vegas... e também a Brasil Cycle Fair com profissional oficial do evento. As milhares de fotografias que fiz este ano são as oportunidades que tive para exercitar e colocar em prática o conhecimento alcançado, seja por meio acadêmico ou autodidata. Este conhecimento é necessário para crescer e produzir melhor. E a melhor maneira de utilizar o conhecimento, neste ofício, é simplesmente exercitando. Quando o colega Renan me convidou para fazer algumas imagens do seu esporte favorito, não perdi a oportunidade... nos vimos a caminho da praia e fizemos alguns testes. E no fim são imagens ao vento, tais como velas de Kitesurf... pq sabe lá onde elas vão parar! 

Aviso de Tsunami... no pier de Monterey (CA)



No avião que me levou de São Paulo para Dallas... assisti ao filme "San Andreas", ficção sobre os terremotos a respeito da falha de San Andreas. Em alguns lugares a gente observa as placas e avisos de atenção sobre terremotos, pq eles desencadeiam os tsunamis... coisa muito complicada para lidar nas cidades litorâneas que estão acometidas na probabilidade dos terremotos. Com tantos avisos, há motivo, certamente, para preocupação e atenção.  O filme... bem, é uma pilhada só, mas é legal!

Quando a fotografia é um sucesso do fracasso social...

Imagem meramente ilustrativa. Oceano Atlântico, Brasil, 2014.
"Quando o menino de dois anos foi visto na beira do mar..." Esta é a frase mais comentada na semana. Olhamos para o mar e esquecemos que eles são oceanos. Viajamos, muitas vezes, horas para ver o mar e passar as férias, mas esquecemos que para tanto tempo andando em terra há mais uma infinidade para cruzar as águas e chegar a outro continente. Os continentes não são ligados, mas os oceanos são... e eles servem de fronteiras. Os oceanos são como cercas em tempos modernos. Quem vive em zonas de guerra e conflito entende que a única saída é arriscar. Ir... se jogar em uma arriscada aventura cujo o desfeche é incerto. Poderia ser bom, pois sair de uma zona de guerra parece mais seguro. Aventurar-se em um nova vida, com outro idioma, bem, isto me parece difícil... mas tamanho é o desespero para um pai, que arrisca tudo que tem para um presente perigoso e um futuro difícil. Embarcados, os sonhos seriam, se o futuro reservado fosse melhor. Não há alguém para responsabilizar quando uma tragédia é acidente, mas o desenrolar da história aponta para uma guerra. E guerras sempre possuem um "culpado". De estranha forma, quem produz uma guerra não costuma ter esta preocupação, pois de outra maneira não daria início a este ciclo de indesejadas revelações do tempo. A cada minuto, por algum tipo de guerra, são mortos meninos, homens que cresceram. Ninguém é grande suficiente para enfrentar uma guerra. A roleta russa do risco é independente de competência.., o projétil sempre perfura o corpo humano. A foto do menino Aylan Kurdi, aquela de um homem carregando o corpo de um menino pequeno junto ao mar da Grécia, chocou milhares. A fotógrafa, muito provavelmente, jamais esquecerá a cena de horror. Assim funciona! O "retratista" jamais se livra de sua caminhada, alguns até enlouquecem, como as histórias que já ouvimos falar.
Pessoas morrem e morreram ao mar por toda trajetória da humanidade, mas agora é a vez de um menino ser o alto das atenções. E não há história mais sensacionalista do que um menino morto, integrante de uma família, onde apenas o pai sobreviveu... um pai que agora, atormentado será por seus pesadelos materializados. Se eles fugiam de um lugar como aquele pra viver, talvez no céu estejam vivendo momentos mais seguros. Não há conforto para quem vive uma história assim e permanece vivo. Esta é aquela pena injusta, imposta pela vida! Vc não escolhe onde nasceu, mas é condenado pela eternidade de uma vida até a velhice, sem aquele menino que deveria ser adorável. A sensação de fracasso da paternidade deve ser o que há de pior nesta vida das culpas. O mar não escolhe, não pensa nas consequências geradas pelo homem... o mar de calmaria é um perigo como o mar de tormenta e, nele nada não adaptado pela evolução consegue salvar-se, menos ainda uma família que ambicionava um lugar melhor para viver. Agora, fomos todos sentenciados a viver com estas imagens... um menino morto sendo retirado do mar. Todos nós esquecemos que o mar é um colecionador de almas e quando mergulhamos nele para qualquer motivo, nos deparamos com um tipo de deus. Em minha descrença sobre a existência de deus, entendo que os sinais estão aí para corrigirmos os maus caminhos da "civilização". A fotografia foi um sucesso do fracasso social...

Novamente... peixes no arroio Dilúvio de Porto Alegre




         Não é nem preciso comentar muito... este é um post totalmente ilustrativo. Os peixes estão lá e pronto... de acordo com um especialista em aquacultura, o médico veterinário Rodrigo Mabília, a história é bastante simples. Para ele, os peixes são oriundos do lago que existe na UFRGS, no campus do vale. Com as enxurradas, os peixes acabaram represados em alguns locais. Possivelmente, em algum momento chegarão ao Guaíba. Mabília ficou bastante surpreso que os peixes conseguissem sobreviver a tais condições, pois "o oxigênio dissolvido nestas águas não deve ser muito elevado!"

Descem os meninos voadores do downhill...

Dentro da mata, nas trilhas em declive, desce Rafael Colombo em busca do menor tempo. Foto: Roberto Furtado
          O downhill é uma modalidade da bicicleta que atrai os adoradores dos esportes radicais. É difícil saber como se visualiza a descida sem experimentar. A velocidade é alta, a concentração também... e os reflexos são de predadores que consomem as montanhas. O alvo? O tempo... tempo menor, superação! Na foto, o atleta Rafael Colombo se concentra para desviar das árvores. E o espectador pode observar que o ombro passou muito perto... a velocidade? Não sei... ali é curva, talvez uns 30 km/h... será? Bom seria ter os olhos no lugar deles, e então ver o mundo num borrão entre árvores. Trata-se de um esporte maravilhoso... é pra poucos!

Tempo pra produzir... quem planta, colhe!

Propriedade observada na BR-448. Foto: Roberto Furtado
          Tempo para produzir... Com a contagem regressiva para a abertura da Expointer 2015, o agronegócio se movimenta para fechar novas perspectivas e garantir um 2016 próspero. Vamos? Segue com esperança, pois em terra produtiva há perspectivas de crescimento. Se o RS é mal gerido há tempos... por outro lado se bate recordes de produção quase que anualmente. Acredita... e em toda história e caminho haverá fotojornalistas garantindo a prova. Nós mostraremos que o pessoal do campo trabalha duro pra crescer. 

Os Ipês de Porto Alegre


      Um festival cores invade Porto Alegre antes do tempo... são os Ipês, que devido a forte onda de calor neste inverno, floresceram antes da hora. Ao que parece, a primavera se antecipou, colorindo as vias e canteiros da cidade. Porto Alegre, nem sei como, menos ainda do porquê, possui as vias largamente povoadas desta árvore brasileira que uma vez por ano dá um show de colorido. Há também flores de cor amarela, rosa e branca. Percorri muitas ruas e avenidas de Porto Alegre em busca das nativas em questão. Há muitas ruas com os tais ipês... mas acho que os lugares mais bonitos são em torno do chafariz da redenção, junto do espelho dágua, como no alto da postagem; e também na Érico Veríssimo, nas proximidades do Ginásio Tesourinha. Céu azul e flores rosas... talvez amarelas, talvez brancas! Tanto faz, bonito é... prato cheio para fotógrafos dos celulares, tablets, e câmeras compactas. Profissionais também abusam do colorido, mas é a cidade que pulsa pelas cores. É um "layout" temporário e natural que Porto Alegre possui... esta preenchendo lacunas no Instagram, Facebook e blogs... os jornais também aderiram, afinal, quem não gosta de ver? E se ver é ser visto também, para as mídias, perder a oportunidade é perder visibilidade. Publica mais uma foto de ipês... não se perde nada. Possivelmente ajuda construir o humor de uma cidade...

Assembléia Geral Unificada... por três dias de greve!

Avª Borges de Medeiros. Foto: Roberto Furtado
      Eles eram milhares... os servidores públicos estaduais se reuniram no Largo Glênio Perez para manifestar junto do centro da cidade. A visibilidade do protesto foi alta, pois neste horário muitas pessoas transitam no centro. O mercado público, prefeitura e o encontro da avenida Borges de Medeiros formam um espaço público de força. E aquilo era o povo nas ruas. Os servidores dizem não ao governo... não aos planos de mexer na aposentadoria, não ao parcelamento, não a qualquer alteração no plano de carreira dos servidores. Eles foram milhares... 
De um policial se ouviu atrás do carro de som: "Aqui não vai ser como aconteceu no Paraná... aqui é a polícia! É chumbo!" A exclamação foi apoiada pelos professores, pelos apoios manifestantes. Em direção a Assembléia Legislativa eles rumaram... invadiram! Sim, invadiram em um protesto ordeiro e pacífico, mas extremamente vigoroso. 
Na minha caminhada fotojornalística tenho visto coisas incríveis. Como a unificação da Brigada Militar, Polícia Civil e os professores. Ao que parece, perceberam, neste momento, estão mais fortes, mesmo que o governo esteja desacreditado. Se a culpa é de Sartori, aparentemente que algumas decisões são! Contudo, o próprio governador, em depoimento no palácio Piratini disse: " Esta crise não começou em 7 meses..." Só que dizer que vai cortar horas de quem fizer greve pq não tem dinheiro para pagar não pareceu boa estratégia. Pelo contrário, aumentou a fúria de quem fez o protesto. As decisões... vejo-as que podem ser iguais, porém diferentemente explicitadas. Quem as diz com sabedoria, se poupa... e ao que parece, Sartori esta cometendo um erro por não saber lidar com a situação. E também... fracionar salários de quem ganha menos não é uma boa estratégia. 

Protesto contra o governo...

Protesto contra o governo, em frente ao Parcão. Coleção de imagens em Raw Image. Foto: Roberto Furtado
         Milhares de pessoas reuniram-se em junto do Parcão para protestar contra o governo. Faixas com frases de "impeachment já, fora Dilma, chega de corrupção, etc" foram expostas. Carros de som, batedores da BM e EPTC escoltaram o protesto. Alguns ativistas da oposição ao movimento balançavam bandeiras vermelhas e gritavam em resposta aos caminhantes. Não foram relatados atos violentos. Cerca de 60 images desta coleção estão na posse da agência Raw Image. 

Faça informação pra valer... Use seu dom!

Paralisação dos Bancários no centro de Porto Alegre. Foto: Roberto Furtado / Raw Image
Poderia ter feito folga de trabalho, pois trabalhei duro esta semana... de domingo a domingo, vive um fotojornalista, mas de aço ninguém será sempre! Aproveitei para organizar algumas coisas... e este post, como vc pode ver, é muito diário de um andarilho. Organizei produção, guardei material, ontem me virei em dois... trabalhei das 6 da manhã até as 10 da noite. Nada mal... sangue nos olhos, corpo de aço! Será? Talvez...
Hoje, foco do post, fiz tudo isto... fiz algumas pautas pra jornais. Pautei a paralisação dos bancários... e aliás, tem que ter sede e vontade para ser trabalhador neste país.
Vida de fotojornalista é assim, use seu dom... seja criativo, autêntico e não criei antipatias. Seja o mais forte possível... aguente tudo, facada no peito, use o antebraço para defender o rosto e não esqueça. Os olhos de um fotojornalista são a arma mais poderosa da informação... cuide dos olhos, faça valer, e desafie tudo e a todos. 

As obras do talude e da ciclovia no arroio Ipiranga


           Iniciaram nesta sexta feira as ações para a obra do talude do arroio Dilúvio. A grande máquina que realizará praticamente todas as operações já permanece estacionada na margem oposta ao dano do arroio. O local esta sendo preparado para que na próxima semana a continuidade deste trabalho possa ser executada. Serão realizados reforços para que não torne a ocorrer. A margem oposta esta sendo aterrada para permitir uma profundidade de trabalho viável para a máquina, pois neste trecho o arroio pode rer mais de dois metros de profundidade com as cheias dos últimos dias. O palácio da polícia fica bem em frente ao local, e de acordo com testemunhas, foi a queda de uma árvore que ocasionou o desabamento da contenção. A chuva se encarregou do resto do problema. Estima-se que o trabalho leve cerca de 10 dia, neste primeiro momento, se não ocorrerem novas chuvas. Já os trabalhos de recuperação da ciclovia deve ocorrer assim que os trabalhos do talude estejam finalizados, mas por hora segue interditado o trecho da ciclovia. Nossa coleção de fotos desta pauta esta na posse de Raw Image. 

As cheias pelo Rio Grande do Sul... é mais amplo do que isto!


              
                Jornalisticamente o período de desastres relacionados as chuvas foi um sucesso... Os jornais venderam todo tipo de tragédia e sofrimento com a insistente chuva que "assombrou" o sul do país nos últimos dias. Todos viram os "pecados pagos" por aqueles que possuíam suas casas a margem de mananciais hídricos. O Guaíba esta estufado... não sabe mais onde vai colocar as águas que descem da serra e região metropolitana. Foi água pra ninguém reclamar por uns 6 meses... mas nem é tão simples assim, pq até o verão esta água já se foi, então bom mesmo era que tudo existisse com ponderação do velho São Pedro. Se é castigo ou não, parece, em primeiro momento, que atinge apenas os desfavorecidos. Por outro lado, me pergunto como ficarão as lavouras... será que não foi água demais para alguns grãos, talvez para verduras, ou mesmo para o gado. Por onde passei percebi que o pasto só é visível em locais altos... longe se via o campo coberto de água, no exemplo da BR-448, tal Rodovia do Parque. O gado que reside nestes locais, foi retirado... levado para bandas mais altas, para desta maneira evitar as perdas. Triste mesmo... gado com fome é atraso em produtividade. Alface afogada não vinga... para qualquer mão que já plantou mesmo um tempero verde, saberá que não suportam as hortaliças. E as torres de alta tensão? Acho que não tem problema... acho! Vi pescadores, possivelmente amadores, pescando em lugares que nunca havia água antes. Se deu peixe, não sei... mas é no mínimo estranho e, pouco provável que o peixe seja abundante. Em tempos de Lagoa dos Patos cheia... choram os pescadores da região costeira, pois as larvas do camarão não chegam a entrar devido a forte correnteza de contra fluxo. Sem alface, gado magro, sem camarão, sem milho, nem arroz se mantem forte a 1 metro abaixo dágua... e tudo isto frente a uma forte crise que passa o país, sucessão de péssimas gestões, apresentadas pelos últimos governos, do Federal ao Estadual, pura frustração! E com tudo isto, vi os jornais focados em miséria das perdas de casas abaixo dágua... parece um problema até desfocado! Cá entre nós, não parece falta de inteligência ou talvez aproveitamento da falta de tal adjetivo no leitor? Povo sem virtude... acaba daquele jeito, igual ao hino riograndense. E não pense que não lamento pelos ribeirinhos... pelo contrário, lamento muito, lamento por ver algo que vai além dos problemas do momento destes ribeirinhos. É a economia que esta em perda com tudo isto... e se a oferta diminui, aumenta o preço! Como fica o ribeirinho? Mil desculpas a quem discorda, mas os problemas são mais amplos que o faturamento de um jornal. Se vende um jornal para quem esta no quentinho do lar, com meias secas! E o jornal... só vender quer, não pensa em educar seu povo, mas a culpa recai sobre as escolas. 

Local é interditado pela Defesa Civil e IGP pericia

Muro poderia ter caído sobre pedestres. Foto: Roberto Furtado / Raw Image
            A queda do muro de contenção de um condomínio nobre na zona sul de Porto Alegre esta gerando transtornos aos moradores das casas envolvidas, também aos pedestres e motoristas no bairro. Com a queda da contenção, parte da via foi bloqueada pelos escombros. A Defesa Civil já esteve no local e interditou as moradias e parte da via. Hoje pela manhã, o Instituto Geral de Perícias verificava e coletava dados. "Poderia haver alguém sob os destroços, pois frequentemente são vistos viciados consumindo crack junto ao muro. É apenas uma hipótese, mas não se descarta até a remoção dos destroços!", disse um morador do bairro que não quis se identificar. 

Brigada Militar na zona sul de Porto Alegre

Brigada Militar atenta a solicitação da comunidade. Foto: Roberto Furtado / Raw Image
              O comando da Brigada Militar atende neste momento uma solicitação dos moradores do bairro Ipanema. O bairro é alvo de motociclistas que estão praticando assaltos a pedestres nas vias próximas da rótula da Avenida Eduardo Prado e Avª. Juca Bastista. Nas proximidades estão pontos visados pelos assaltantes, pois há supermercados, agências bancárias, postos de combustíveis... e fora das vias principais o movimento é pacato, que favorece a ação dos meliantes.
As imagens estão na posse da agência Raw Image. 

Chuva contínua e ventos fortes causam muitos estragos na zona sul de POA

Ressaca que atingiu o calçadão promoveu muitos danos na estrutura de lazer dos moradores do bairro Ipanema, 2015.

Muro de contenção desabou sobre a avenida e ameaça alicerce da mansão em condomínio nobre de Ipanema, 2015.
              As chuvas contínuas durante toda semana e os ventos fortes causaram muitos estragos também na zona sul de Porto Alegre. Nesta terça feira pela manhã os moradores de Ipanema foram surpreendidos pelos estragos causados pela "ressaca" que atingiu a orla do calçadão de Ipanema desde a madrugada. No bairro havia outros sinais dos fortes ventos... árvores, telhados e até mesmo casas estavam ameaçadas, como é possível ver nas imagens acima. As imagens estão na posse da agência Raw Image. 

Manifestação da Polícia no Palácio Piratini



                   Não preciso nem comentar... segurança é o mínimo que o povo merece! As imagens estão falando pelas polícias... bombeiros, agentes da Susepe, etc. As imagens estão com a agência Raw Image. É sempre bom fazer fotojornalismo de verdade...

Aqueduto de Candelária

Aqueduto de Candelária, 2015.
             Ao realizar a cobertura fotojornalística do XCM de Candelária, aproveitei e fiz este registro que atravessa os tempos... o Aqueduto de Candelária. Construído por volta de 1870, o aqueduto movimentava as rodas dágua do moinho com as águas do arroio Molha Grande. Utilizado para ferramentas, como serras, moedores de milho, trigo e erva mate. Também para descascar arroz... são histórias, relembradas por este Andarilho. Bom é conhecer as cidades da casa da gente, para entender, valorizar e perpetuar bons costumes. 

O fotojornalismo... ser especializado garante a pauta?

Las Vegas, 2014. Foto: Roberto Furtado / Revista Bicicleta

Foto: Roberto Furtado
          Quando comecei a trabalhar com fotojornalismo no mercado de bicicletas, escutei muitas vezes a frase: "não tenho dinheiro para pagar vc!" Isto não é novidade alguma no mercado e na história do repórter fotográfico, mas as coisas precisam ser desta forma? Por volta de 2008, eu trabalhava como fotógrafo e mantinha um trabalho de vendas em paralelo, pois o dinheiro que eu conseguia ganhar com fotografia mal dava para a gasolina. É preciso saber que aquele que se aventura por estas bandas da fantasia fotográfica, vai encontrar uma porção de portas fechadas, caras, feias e todo tipo de desculpa esfarrapada para não te oferecer uma oportunidade. Ser fotojornalista é uma opção muito complicada em tempos atuais, pois vivemos a era do maldito celular que fotografa e os chefes de redação preferem ganhar ou mesmo pagar bem pouquinho por uma imagem de celular do que pagar uma ninharia um pouco maior para um profissional da mesma classe. É uma estranha e assustadora forma de pensar, pra não dizer medíocre. E para o profissional que fica do lado de fora dos prédios que guardam as redações de jornais, revistas e emissoras de rádio e tv, fica a dúvida se estas empresas não possuem dinheiro ou se são realmente absorvidas pelo comportamento da pior qualidade. Aquele comportamento onde "teu trabalho não vale nada, mas o meu tem um valor incalculável!". E não podemos esquecer que estamos no Brasil, país que esta ficando conhecido por atos de corrupção de todas as medidas, de roubos milionários para fechamentos de contratos que beneficiam aos próprios envolvidos a indicação... o velho QI, independente de haver alguém mais capacitado no mercado. 
                   Nesta estrada, que não é longa como descrevi, posso dizer que jornalisticamente o que vale mais é ter a fotografia mais barata e que chegue mais rápido. Se vc não ficar constrangido por receber 30 reais por uma fotografia, mesmo que exclusiva, então existe uma boa chance de vender a mesma. Não pense que vais vender imagens todos os dias, talvez duas ou três por semana, se tiveres sorte. Vc pode receber também até 4,70 reais de uma agência... eu recebi 4 reais e 70 centavos de uma agência chamada Futura Press em duas oportunidades. Por imagens de um candidato ao governo do Estado do RS. É mole? Estas mesma agência, pede que vc tenha perfil de exclusividade para lhe passar pautas que podem lhe pagar, sim, exatamente, 4 reais e 70 centavos em uma fotografia produzida com material profissional. Se vc tem qualidade ou não, talvez pouco importe... o que as agências querem é uma foto baratinha, escolhida entre várias que vc fará, e que o riscos sejam todos seus.... do assalto aos custos de trabalho. A redação, sem intermediação, vai pagar um pouco melhor... eles vão te oferecer 30 reais por uma foto. Eles são muito legais... 
O grande problema de todo fotojornalista é o START... como começar? Não tem receita de bolo pra isto, vc vai ter que comer o pão que o diabo amassou. Talvez vc possa migrar de office boy, para assistente em algum departamento de alguma redação, e depois transformar-se em repórter fotográfico, ou quem sabe repórter cinematográfico, mas isto vai demorar um pouquinho. Eles vão querer que vc tenha nível superior em jornalismo pra pagar um salário inicial de uns 1900 ou 2100 reais. Esta seria uma forma de começar, se vc quiser ganhar um pouquinho mais, vai ter que sair da redação e grudar as mãos em oportunidades com clientes de empresas grandes e sérias, em departamentos de marketing, etc. Vc vai fazer o mesmo fotojornalismo, porém vai precisar mais qualidade. A empresa que vai ser destacada em um grande momento e quer as imagens desta ocasião, não quer o nível de material encontrado no jornal. Eles querem câmeras full frame, lentes grandes e claras, um profissional capaz de entregar uma coleção de 10 fotos em 5 minutos e outra coleção de 1000 fotos em 3 horas. Se vc é capaz de ser ágil assim, talvez tenha chance. Se não souber questões exclusivas do jornalismo, tais como gerar boas legendas e preencher metadados com eficiência, dificilmente entrará no mercado como freelancer. Não esqueça, pode haver grandes profissionais nas redações, mas os maiores, mais cobiçados do mercado estão no segmento atuando como "freelas". Não existe o cara é o melhor, trabalha em tal jornal... se ele é tão bom assim, estará trabalhando por conta por um valor que supera 4 vezes a oferta de emprego. 

Vai criar um mercado pra vc? Seja vc mesmo! Acredite!

            Muitas pessoas me perguntam como me tornei um dos fotojornalistas mais conhecidos do Brasil do mercado da bicicleta. Eu fiz um esforço tremendo para começar neste segmento. Eu apostei as "fichas" e trabalhei por conta sem ganhar um centavo... e pior, e gastei dinheiro do meu próprio bolso para criar um mercado que não existia aqui no RS e que mal existia no BR. Antes que pareça falta de modéstia, não sou mais do que ninguém que trabalha do meu lado. Nunca me senti assim, e vejo colegas com este perfil de "auto destaque" como portadores de uma síndrome que chamo de "Estrelato"! As mesmas pessoas que não cogitavam contratar meus serviços fotográficos, hoje, batem na minha porta para me oferecer alguns trabalhos. Contudo, no passado, eu vivia batendo pernas por aí, oferecendo serviços, sem nenhum êxito. Foi graças a minha dedicação e a visão de alguns clientes que comecei a crescer. Lembro até hoje, quando marquei uma reunião com a organizadora de eventos de Audax (ciclismo de longa distância), Sirlei Ninki, e ela me disse que adoraria ter o material ilustrativo das provas, mas que não possuía recursos suficientes para bancar o mínimo. Então, depois de muito conversar, nos aliamos para começar uma parceria que hoje me rende alguns frutos, mas o mais importante, abriu portas para meu trabalho. Hoje, entre trabalhos da Sociedade Audax de Ciclismo, a Federação Gaúcha de Ciclismo, e a redação da Revista Bicicleta, junto mais de três centenas de eventos como experiência neste trabalho. Foram coberturas fotográficas, muitas exclusivas, de relevância nacional e internacional, que acabaram gerando novas oportunidades. Estou prestes a cobrir uma das maiores feiras da bicicleta em todo mundo, pela terceira vez consecutiva, produzirei material na Interbike, em Las vegas. Também assumi oficialmente a Brasil Cycle Fair em 2014 e neste ano, se depender de mim continuarei fazendo isto por muitos anos. Enquanto muitos profissionais rejeitaram trabalhos pequenos, eu os assumi, quando alguns quiseram dormir um pouco mais pela manhã, eu já estava com os pés gelados nas ruas. Pra ser alguém no fotojornalismo é preciso ter certeza do que vc quer fazer... e isto vai significar, muitas vezes, passar por trabalhos onde seu sacrifício será muito maior do que o pagamento pelo trabalho. Ser fotojornalista é viver com os "olhos em chamas", estar sempre pronto para sair correndo, acreditar que vc faz o melhor trabalho do mundo, mesmo que as pessoas acreditem que sentar em uma mesa e carimbar um pagamento seja mais importante. O que as pessoas vão ler na internet, ou nos jornais no dia seguinte, foi feito por ti, foi feito por alguém duro como aço, capaz de percorrer centenas de km para garantir uma única fotografia. Eu costumo dizer que a bicicleta fez de mim um homem mais capaz, como naquela oportunidade que pedalei 300 km sob chuva, durante a noite, sem parar, por 18 horas; Ou aquele audax 200 km em que caí e pedalei 130 km de ombro luxado, com muita dor pq não queria desistir. Se vc acha que pode superar obstáculos grandes assim, sejam emocionais ou físicos, ou as duas coisas, então talvez vc seja um fotojornalista.

Reflexões sobre gasolina e etanol no mille fire flex

Abastecimento, em Porto Alegre, RS, 2015. Foto: Roberto Furtado / Raw Image

               Compartilhado uma pequena experiência sobre combustível para automóveis... Na questão de comparação entre álcool e gasolina, fiz alguns comparativos. Poucos sabem que fiz curso de reparação automotiva anos atrás, teoricamente sou técnico em motores de combustão interna, mas nunca exerci. Fiz também faculdade de engenharia mecânica, fui inclusive monitor da disciplina de motores, mas não me formei. Abandonei o curso pela metade... e não me arrependo, pois aproveitei tudo que aprendi na minha vida pessoal e até mesmo na fotografia. 

Considerações sobre os automóveis e referências
         Baseado em experiências em dois automóveis, ambos Mille Fire Flex, da Fiat, ambos comprados zero km. O primeiro, veio com álcool no tanque quando retirado na revenda... o segundo com gasolina. O primeiro era 2008, foi vendido com 126.000km, e o segundo é 2013, esta comigo até então, agora com 36.000km. Utilizo e utilizei os dois automóveis com finalidade dupla... lazer e trabalho, 95% para trabalho. O primeiro tentei abastecer com gasolina algumas vezes... praticamente a cada abastecida com gasolina, pelo menos duas ou três vezes durante o consumo de um tanque cheio, acendia a luz de avaria ou pane na injeção eletrônica. Algumas vezes procurei a fiat, rede autorizada, para resolver. Nunca foi resolvido, em todas as vezes o mecânico informou alteração no combustível. Se foi ou não, desconheço, mas ao substituir o combustível por etanol, resolvi. O automóvel 2008 funcionava espetacularmente bem com etanol, meia boa com gasolina, mas era relativamente econômico com ambos combustíveis. Zelando pela economia, fazia 11 km/l com etanol, 13km/l com gasolina. Na estrada chegava a fazer 13 km/l com etanol e 18 km/l na gasolina. A 60 km/h na estrada vazia, fiz teste por duas oportunidades, chegando a percorrer 19,9 km/l. 
O segundo e atual automóvel, que veio com gasolina da revenda, esta fazendo 10 km/l com etanol, sem cuidado... cuidando, acredito que encoste em 12km/l, parecido com o primeiro flex que tive. Este segundo carro carrega uma diferença de rodas maiores e suspensão elevada, pois é um mille way, que originalmente tem 5 cm mais que o tradicional na altura. Com a alteração de rodados, obtive mais 3,5 cm, o que resulta na diferença de 8,5 cm em relação ao modelo tradicional. Isto fiz pq percorro muitas estradas de chão batido e, em muitos casos é a diferença entre ficar atolado ou não. O consumo certamente foi prejudicado pela altura, pois o arrasto do ar fica bem maior, contudo, andando pela cidade, devagar, se percebe que a economia é praticamente a mesma. 

Reflexões sobre o etanol
              Estou abastecendo o mille way apenas com etanol, no auge do frio gaúcho. Pela manhã fria, ele pega primeira, bastando virar a chave e aguardar a estabilização do sistema (vc escuta a bomba pressurizando o sistema, até que pára! Isto leva apenas 2 segundos!). A gasolina em Porto Alegre esta custando 3,29 reais, contra 2,29 reais do etanol. Com a diferença de 1 real, me parece vantajoso ou quase trocar um combustível pelo outro. Ambos possuem desvantagens e vantagens, ambos são prejudiciais ao meio ambiente, mas o etanol é renovável e um pouco menos nocivo ao meio. O comportamento do carro muda... achei que ele fica um pouco mais barulhento com etanol, mas sei que sou detalhista, e a maioria das pessoas não deve perceber. O automóvel com etanol consome mais, tem menor autonomia, requer atenção sobre o quanto pode se rodar no total. Quem vai fazer viagens longas, deve optar por gasolina, pois autonomia maior, significa em alguns casos, não precisar abastecer em cidades cujo combustível tem valor mais elevado. No meu caso, que elegi apenas dois postos de combustível para abastecer, isto é uma boa opção, pois não corro riscos com combustíveis adulterados, ou sei que se foi adulterado, poderei cobrar da revenda. Gosto muito de rodar com etanol, pela rápida resposta em ultrapassagens necessárias na estrada, também pela questão ambiental, e por não precisar de mais de 100 reais para encher um tanque de combustível. Por um quarto motivo, onde muitas pessoas se enganam, preferiria ter abastecido com etanol desde de o início neste segundo automóvel, mas agora já não faz tanta diferença como no início. A resultante da queima de gasolina, libera água (proveniente do etanol misturado ao combustível fóssil, de 27% na atual situação no Brasil), e a gasolina libera enxofre (bem como outros materiais corrosivos). A combinação de água com enxofre e outros elementos da gasolina, resultam em vários tipos de ácidos. Estes ácidos, inclusive sulfúrico, são extremamente corrosivos ao escapamento do automóvel. Vc vai ver automóveis com 5 anos e escapamento em boas condições, mas não vai ver em igual condição um automóvel que desde o início usou apenas gasolina. Os papéis se inverteram... onde há água na gasolina, o resultado é pior do que ter apenas água do etanol. Mesmo que as paredes dos escapamentos tenham se reduzido em espessura, os tratamentos contra corrosão melhoraram, mas aí entre ser eterno e apenas durar mais um pouco, a diferença esta no combustível que consome o aço dos escapamentos. Se há diferenças, entre vantagens e desvantagens, muitas em função da economia do Brasil, devemos estar atentos a estas diferenças. O melhor combustível? Bom, depende de qual carro estaremos falando... o proprietário é quem vai saber com qual opção o automóvel funciona melhor. Use, experimente, compare! E não esqueça... Gasolina no Brasil é quase 30% etanol!

Férias coletivas, estacionamento do Velopark e muitos carros novos...

Velopark, 2015. Agência Raw Image, fotografia Roberto Furtado.
       Ao passar pelo Velopark, na BR-386, todo condutor verá um mar de automóveis estacionados... são automóveis zero, novos! Os veículos da GM estão sendo estocados no estacionamento do autódromo internacional Velopark. Lá, dormem milhares de automóveis muito bem vigiados.  Em sua maioria, modelo Prisma, podem ser vistos sendo carregados ou descarregados por caminhões cegonheiros. O mercado nacional de automóveis passa por uma forte crise nas vendas, que obrigou a fabricante a dar férias coletivas para consumir o estoque de automóveis. Assim aconteceu dias atrás, também com a FIAT.
A coleção de imagens pode ser encontrada na agência Raw Image, para quem disponibilizei o volume desta ocasião. Agradeço ao amigo e colega Renan Costantin pela ajuda na produção fotográfica. 

Não precisa... meu repórter fez com o celular!

        O profissional sai de casa e percorre 15 km até o local do incêndio para fazer fotojornalismo da melhor maneira que conhece. Chega lá e vê que a pauta até nem é grande coisa, mas mesmo assim percebe que é preciso fazer. Fogo controlado, mas nem teve labareda... ainda bem, pois se tratava de um hospital. Os bombeiros, que agora estão em pauta aqui no RS, fizeram um excelente trabalho... Profissionais que recebem pouco reconhecimento, mas acordam todos os dias para honrar a proposta do trabalho, enquanto deputados foram pauta do Fantástico por fraudes diversas na assembléia legislativa. Algumas envolvendo funcionários fantasmas, outras alterando quilometragem dos automóveis para justificar um gasto de combustível. Ora, tudo bem... depois do mensalão, petrolão, nem parece tanto! Em tempos de gestão com dinheiro curto, a gente nem entende, pensa até nas mentiras que todos disseram nas eleições. A própria presidenta Dilma prometeu mundos e fundos, e nada... a reeleição veio, mas as promessas, bem estas, ficam para um novo mandato, talvez. 
Tudo isto vc pode ler e ouvir nas mídias do Brasil... são pautas realizadas por profissionais. Imagens e histórias contadas por uma maneira lapidada pela experiência. E vc entende que o país grande possui suas corrupções, não dá pra evitar, embora muitos tentem derrubar. Agora o que não dá pra ouvir de um chefe de redação é que ele não tem dinheiro para comprar tua foto... e "na verdade nem precisamos, minha repórter fez com o celular!"
Neste momento vc vê que teu trabalho, embora muito superior ao do celular, pela propriedade intelectual da composição fotográfica e pelo equipamento comprado com suor, não é tão necessário assim as mídias. Ou será que as mídias estão meio "fraquinhas" ou quebradas?
Bom, não preciso dizer que embora este seja um blog... esta proibido de cópia, parcial ou integral. As imagens que produzi podem ser obtidas através da Agência Raw Image. 

Tsunami é a mente da gente!

Pier de Monterrey. Monterey, CA, 2014. Foto: Roberto Furtado.com

       A vida do repórter fotográfico é uma verdadeira e estranha turbulência mental... Se o profissional sai de folga, encontra entre um olhar e outro, alguma coisa que poderia ser clicada. Vai junto com a esposa para um passeio, e diz: "Olha ali... dava uma pauta, com certeza!" 
Em cada roteiro, de qualquer natureza, esta uma oportunidade. Os olhos são atentos, mente ligada no propósito para que nasceu, coração focado no assunto que costuma arrebentar... sabe fazer pauta de acidente ou de política, esportes, questões sociais! É incansável naquilo que se objetiva... cansativo isto! Incansável em cansativo? É... o corpo não é de ferro, nem a mente! Ela se esgota, mas precisa disto! Vai na casa da mãe passar o dia... um ouvido treinado escuta uma forte batida de automóvel. Sai correndo que nem um lunático e chega sempre antes dos agentes de trânsito, polícia e ambulância. Conhece a cena quentinha, antes da poluição! Nem pensa em quanto vai ganhar... ele sabe que nasceu pra isto, cada publicação é uma medalha pesada que o risco assumido fica eternizado. Nem sempre volta pra casa... vira noite, vira dias, puro trabalho, sem malícia! Uns, as vezes jamais voltam... viram zumbis, perdem família, alguns perdem a vida! Feio? Feio é viver sem propósito, não ter garra! Viver e morrer fazendo o que se gosta é impossível de medir! Contudo, muitos ficam velhos... morre sabe quando? Quando tiram a máquina fotográfica das mãos... aí, não tem Deus que resolva. Repórter Fotográfico sem material é como criança sem bola ou bicicleta. É uma vida de possessão... a máquina possui o corpo!
Se a mente de um profissional RF funciona assim... 24 horas sem parar, 60 minutos por hora, dorme e acorda 365 dias do ano neste estado vegetativo, então, não dá pra dizer outra coisa. Não há tempestade, terremoto, tsunami que derrube um profissional que encontra seu lugar. Seu lugar é com as mãos na máquina fotográfica, enquadrando tudo com a mente, se vai morrer, então que corra, pq quanto mais pautas fizer, mais feliz será!

Pauta da Gasolina sem impostos...

Porta R7 - fotos: Roberto Furtado / Raw Image
Reflexões táteis de uma carga tributária se apresentam no efetivo e temporário valor da gasolina... 
Hoje, vi motoristas que acordaram mais cedo do que muitos para economizar no precioso líquido que alimenta os motores. O limite para cada automóvel foi de 20 litros... menos da metade em todos os automóveis. Com 39 reais, saía o motorista com 20 litros da sonhada gasolina sem impostos. O valor unitário do litro foi de 1 real e 95 centavos. 
Acordar cedo e me fazer presente me rendeu muito pouco, como sempre, mas vendi seis imagens para o portal R7. Um dia me perguntaram pq trabalhar neste mercado... e respondi, "pra provar que posso, pra saciar um sede de exercer aquilo que nasci pra fazer!"