O fotojornalismo... ser especializado garante a pauta?

Las Vegas, 2014. Foto: Roberto Furtado / Revista Bicicleta

Foto: Roberto Furtado
          Quando comecei a trabalhar com fotojornalismo no mercado de bicicletas, escutei muitas vezes a frase: "não tenho dinheiro para pagar vc!" Isto não é novidade alguma no mercado e na história do repórter fotográfico, mas as coisas precisam ser desta forma? Por volta de 2008, eu trabalhava como fotógrafo e mantinha um trabalho de vendas em paralelo, pois o dinheiro que eu conseguia ganhar com fotografia mal dava para a gasolina. É preciso saber que aquele que se aventura por estas bandas da fantasia fotográfica, vai encontrar uma porção de portas fechadas, caras, feias e todo tipo de desculpa esfarrapada para não te oferecer uma oportunidade. Ser fotojornalista é uma opção muito complicada em tempos atuais, pois vivemos a era do maldito celular que fotografa e os chefes de redação preferem ganhar ou mesmo pagar bem pouquinho por uma imagem de celular do que pagar uma ninharia um pouco maior para um profissional da mesma classe. É uma estranha e assustadora forma de pensar, pra não dizer medíocre. E para o profissional que fica do lado de fora dos prédios que guardam as redações de jornais, revistas e emissoras de rádio e tv, fica a dúvida se estas empresas não possuem dinheiro ou se são realmente absorvidas pelo comportamento da pior qualidade. Aquele comportamento onde "teu trabalho não vale nada, mas o meu tem um valor incalculável!". E não podemos esquecer que estamos no Brasil, país que esta ficando conhecido por atos de corrupção de todas as medidas, de roubos milionários para fechamentos de contratos que beneficiam aos próprios envolvidos a indicação... o velho QI, independente de haver alguém mais capacitado no mercado. 
                   Nesta estrada, que não é longa como descrevi, posso dizer que jornalisticamente o que vale mais é ter a fotografia mais barata e que chegue mais rápido. Se vc não ficar constrangido por receber 30 reais por uma fotografia, mesmo que exclusiva, então existe uma boa chance de vender a mesma. Não pense que vais vender imagens todos os dias, talvez duas ou três por semana, se tiveres sorte. Vc pode receber também até 4,70 reais de uma agência... eu recebi 4 reais e 70 centavos de uma agência chamada Futura Press em duas oportunidades. Por imagens de um candidato ao governo do Estado do RS. É mole? Estas mesma agência, pede que vc tenha perfil de exclusividade para lhe passar pautas que podem lhe pagar, sim, exatamente, 4 reais e 70 centavos em uma fotografia produzida com material profissional. Se vc tem qualidade ou não, talvez pouco importe... o que as agências querem é uma foto baratinha, escolhida entre várias que vc fará, e que o riscos sejam todos seus.... do assalto aos custos de trabalho. A redação, sem intermediação, vai pagar um pouco melhor... eles vão te oferecer 30 reais por uma foto. Eles são muito legais... 
O grande problema de todo fotojornalista é o START... como começar? Não tem receita de bolo pra isto, vc vai ter que comer o pão que o diabo amassou. Talvez vc possa migrar de office boy, para assistente em algum departamento de alguma redação, e depois transformar-se em repórter fotográfico, ou quem sabe repórter cinematográfico, mas isto vai demorar um pouquinho. Eles vão querer que vc tenha nível superior em jornalismo pra pagar um salário inicial de uns 1900 ou 2100 reais. Esta seria uma forma de começar, se vc quiser ganhar um pouquinho mais, vai ter que sair da redação e grudar as mãos em oportunidades com clientes de empresas grandes e sérias, em departamentos de marketing, etc. Vc vai fazer o mesmo fotojornalismo, porém vai precisar mais qualidade. A empresa que vai ser destacada em um grande momento e quer as imagens desta ocasião, não quer o nível de material encontrado no jornal. Eles querem câmeras full frame, lentes grandes e claras, um profissional capaz de entregar uma coleção de 10 fotos em 5 minutos e outra coleção de 1000 fotos em 3 horas. Se vc é capaz de ser ágil assim, talvez tenha chance. Se não souber questões exclusivas do jornalismo, tais como gerar boas legendas e preencher metadados com eficiência, dificilmente entrará no mercado como freelancer. Não esqueça, pode haver grandes profissionais nas redações, mas os maiores, mais cobiçados do mercado estão no segmento atuando como "freelas". Não existe o cara é o melhor, trabalha em tal jornal... se ele é tão bom assim, estará trabalhando por conta por um valor que supera 4 vezes a oferta de emprego. 

Vai criar um mercado pra vc? Seja vc mesmo! Acredite!

            Muitas pessoas me perguntam como me tornei um dos fotojornalistas mais conhecidos do Brasil do mercado da bicicleta. Eu fiz um esforço tremendo para começar neste segmento. Eu apostei as "fichas" e trabalhei por conta sem ganhar um centavo... e pior, e gastei dinheiro do meu próprio bolso para criar um mercado que não existia aqui no RS e que mal existia no BR. Antes que pareça falta de modéstia, não sou mais do que ninguém que trabalha do meu lado. Nunca me senti assim, e vejo colegas com este perfil de "auto destaque" como portadores de uma síndrome que chamo de "Estrelato"! As mesmas pessoas que não cogitavam contratar meus serviços fotográficos, hoje, batem na minha porta para me oferecer alguns trabalhos. Contudo, no passado, eu vivia batendo pernas por aí, oferecendo serviços, sem nenhum êxito. Foi graças a minha dedicação e a visão de alguns clientes que comecei a crescer. Lembro até hoje, quando marquei uma reunião com a organizadora de eventos de Audax (ciclismo de longa distância), Sirlei Ninki, e ela me disse que adoraria ter o material ilustrativo das provas, mas que não possuía recursos suficientes para bancar o mínimo. Então, depois de muito conversar, nos aliamos para começar uma parceria que hoje me rende alguns frutos, mas o mais importante, abriu portas para meu trabalho. Hoje, entre trabalhos da Sociedade Audax de Ciclismo, a Federação Gaúcha de Ciclismo, e a redação da Revista Bicicleta, junto mais de três centenas de eventos como experiência neste trabalho. Foram coberturas fotográficas, muitas exclusivas, de relevância nacional e internacional, que acabaram gerando novas oportunidades. Estou prestes a cobrir uma das maiores feiras da bicicleta em todo mundo, pela terceira vez consecutiva, produzirei material na Interbike, em Las vegas. Também assumi oficialmente a Brasil Cycle Fair em 2014 e neste ano, se depender de mim continuarei fazendo isto por muitos anos. Enquanto muitos profissionais rejeitaram trabalhos pequenos, eu os assumi, quando alguns quiseram dormir um pouco mais pela manhã, eu já estava com os pés gelados nas ruas. Pra ser alguém no fotojornalismo é preciso ter certeza do que vc quer fazer... e isto vai significar, muitas vezes, passar por trabalhos onde seu sacrifício será muito maior do que o pagamento pelo trabalho. Ser fotojornalista é viver com os "olhos em chamas", estar sempre pronto para sair correndo, acreditar que vc faz o melhor trabalho do mundo, mesmo que as pessoas acreditem que sentar em uma mesa e carimbar um pagamento seja mais importante. O que as pessoas vão ler na internet, ou nos jornais no dia seguinte, foi feito por ti, foi feito por alguém duro como aço, capaz de percorrer centenas de km para garantir uma única fotografia. Eu costumo dizer que a bicicleta fez de mim um homem mais capaz, como naquela oportunidade que pedalei 300 km sob chuva, durante a noite, sem parar, por 18 horas; Ou aquele audax 200 km em que caí e pedalei 130 km de ombro luxado, com muita dor pq não queria desistir. Se vc acha que pode superar obstáculos grandes assim, sejam emocionais ou físicos, ou as duas coisas, então talvez vc seja um fotojornalista.

Reflexões sobre gasolina e etanol no mille fire flex

Abastecimento, em Porto Alegre, RS, 2015. Foto: Roberto Furtado / Raw Image

               Compartilhado uma pequena experiência sobre combustível para automóveis... Na questão de comparação entre álcool e gasolina, fiz alguns comparativos. Poucos sabem que fiz curso de reparação automotiva anos atrás, teoricamente sou técnico em motores de combustão interna, mas nunca exerci. Fiz também faculdade de engenharia mecânica, fui inclusive monitor da disciplina de motores, mas não me formei. Abandonei o curso pela metade... e não me arrependo, pois aproveitei tudo que aprendi na minha vida pessoal e até mesmo na fotografia. 

Considerações sobre os automóveis e referências
         Baseado em experiências em dois automóveis, ambos Mille Fire Flex, da Fiat, ambos comprados zero km. O primeiro, veio com álcool no tanque quando retirado na revenda... o segundo com gasolina. O primeiro era 2008, foi vendido com 126.000km, e o segundo é 2013, esta comigo até então, agora com 36.000km. Utilizo e utilizei os dois automóveis com finalidade dupla... lazer e trabalho, 95% para trabalho. O primeiro tentei abastecer com gasolina algumas vezes... praticamente a cada abastecida com gasolina, pelo menos duas ou três vezes durante o consumo de um tanque cheio, acendia a luz de avaria ou pane na injeção eletrônica. Algumas vezes procurei a fiat, rede autorizada, para resolver. Nunca foi resolvido, em todas as vezes o mecânico informou alteração no combustível. Se foi ou não, desconheço, mas ao substituir o combustível por etanol, resolvi. O automóvel 2008 funcionava espetacularmente bem com etanol, meia boa com gasolina, mas era relativamente econômico com ambos combustíveis. Zelando pela economia, fazia 11 km/l com etanol, 13km/l com gasolina. Na estrada chegava a fazer 13 km/l com etanol e 18 km/l na gasolina. A 60 km/h na estrada vazia, fiz teste por duas oportunidades, chegando a percorrer 19,9 km/l. 
O segundo e atual automóvel, que veio com gasolina da revenda, esta fazendo 10 km/l com etanol, sem cuidado... cuidando, acredito que encoste em 12km/l, parecido com o primeiro flex que tive. Este segundo carro carrega uma diferença de rodas maiores e suspensão elevada, pois é um mille way, que originalmente tem 5 cm mais que o tradicional na altura. Com a alteração de rodados, obtive mais 3,5 cm, o que resulta na diferença de 8,5 cm em relação ao modelo tradicional. Isto fiz pq percorro muitas estradas de chão batido e, em muitos casos é a diferença entre ficar atolado ou não. O consumo certamente foi prejudicado pela altura, pois o arrasto do ar fica bem maior, contudo, andando pela cidade, devagar, se percebe que a economia é praticamente a mesma. 

Reflexões sobre o etanol
              Estou abastecendo o mille way apenas com etanol, no auge do frio gaúcho. Pela manhã fria, ele pega primeira, bastando virar a chave e aguardar a estabilização do sistema (vc escuta a bomba pressurizando o sistema, até que pára! Isto leva apenas 2 segundos!). A gasolina em Porto Alegre esta custando 3,29 reais, contra 2,29 reais do etanol. Com a diferença de 1 real, me parece vantajoso ou quase trocar um combustível pelo outro. Ambos possuem desvantagens e vantagens, ambos são prejudiciais ao meio ambiente, mas o etanol é renovável e um pouco menos nocivo ao meio. O comportamento do carro muda... achei que ele fica um pouco mais barulhento com etanol, mas sei que sou detalhista, e a maioria das pessoas não deve perceber. O automóvel com etanol consome mais, tem menor autonomia, requer atenção sobre o quanto pode se rodar no total. Quem vai fazer viagens longas, deve optar por gasolina, pois autonomia maior, significa em alguns casos, não precisar abastecer em cidades cujo combustível tem valor mais elevado. No meu caso, que elegi apenas dois postos de combustível para abastecer, isto é uma boa opção, pois não corro riscos com combustíveis adulterados, ou sei que se foi adulterado, poderei cobrar da revenda. Gosto muito de rodar com etanol, pela rápida resposta em ultrapassagens necessárias na estrada, também pela questão ambiental, e por não precisar de mais de 100 reais para encher um tanque de combustível. Por um quarto motivo, onde muitas pessoas se enganam, preferiria ter abastecido com etanol desde de o início neste segundo automóvel, mas agora já não faz tanta diferença como no início. A resultante da queima de gasolina, libera água (proveniente do etanol misturado ao combustível fóssil, de 27% na atual situação no Brasil), e a gasolina libera enxofre (bem como outros materiais corrosivos). A combinação de água com enxofre e outros elementos da gasolina, resultam em vários tipos de ácidos. Estes ácidos, inclusive sulfúrico, são extremamente corrosivos ao escapamento do automóvel. Vc vai ver automóveis com 5 anos e escapamento em boas condições, mas não vai ver em igual condição um automóvel que desde o início usou apenas gasolina. Os papéis se inverteram... onde há água na gasolina, o resultado é pior do que ter apenas água do etanol. Mesmo que as paredes dos escapamentos tenham se reduzido em espessura, os tratamentos contra corrosão melhoraram, mas aí entre ser eterno e apenas durar mais um pouco, a diferença esta no combustível que consome o aço dos escapamentos. Se há diferenças, entre vantagens e desvantagens, muitas em função da economia do Brasil, devemos estar atentos a estas diferenças. O melhor combustível? Bom, depende de qual carro estaremos falando... o proprietário é quem vai saber com qual opção o automóvel funciona melhor. Use, experimente, compare! E não esqueça... Gasolina no Brasil é quase 30% etanol!

Férias coletivas, estacionamento do Velopark e muitos carros novos...

Velopark, 2015. Agência Raw Image, fotografia Roberto Furtado.
       Ao passar pelo Velopark, na BR-386, todo condutor verá um mar de automóveis estacionados... são automóveis zero, novos! Os veículos da GM estão sendo estocados no estacionamento do autódromo internacional Velopark. Lá, dormem milhares de automóveis muito bem vigiados.  Em sua maioria, modelo Prisma, podem ser vistos sendo carregados ou descarregados por caminhões cegonheiros. O mercado nacional de automóveis passa por uma forte crise nas vendas, que obrigou a fabricante a dar férias coletivas para consumir o estoque de automóveis. Assim aconteceu dias atrás, também com a FIAT.
A coleção de imagens pode ser encontrada na agência Raw Image, para quem disponibilizei o volume desta ocasião. Agradeço ao amigo e colega Renan Costantin pela ajuda na produção fotográfica. 

Não precisa... meu repórter fez com o celular!

        O profissional sai de casa e percorre 15 km até o local do incêndio para fazer fotojornalismo da melhor maneira que conhece. Chega lá e vê que a pauta até nem é grande coisa, mas mesmo assim percebe que é preciso fazer. Fogo controlado, mas nem teve labareda... ainda bem, pois se tratava de um hospital. Os bombeiros, que agora estão em pauta aqui no RS, fizeram um excelente trabalho... Profissionais que recebem pouco reconhecimento, mas acordam todos os dias para honrar a proposta do trabalho, enquanto deputados foram pauta do Fantástico por fraudes diversas na assembléia legislativa. Algumas envolvendo funcionários fantasmas, outras alterando quilometragem dos automóveis para justificar um gasto de combustível. Ora, tudo bem... depois do mensalão, petrolão, nem parece tanto! Em tempos de gestão com dinheiro curto, a gente nem entende, pensa até nas mentiras que todos disseram nas eleições. A própria presidenta Dilma prometeu mundos e fundos, e nada... a reeleição veio, mas as promessas, bem estas, ficam para um novo mandato, talvez. 
Tudo isto vc pode ler e ouvir nas mídias do Brasil... são pautas realizadas por profissionais. Imagens e histórias contadas por uma maneira lapidada pela experiência. E vc entende que o país grande possui suas corrupções, não dá pra evitar, embora muitos tentem derrubar. Agora o que não dá pra ouvir de um chefe de redação é que ele não tem dinheiro para comprar tua foto... e "na verdade nem precisamos, minha repórter fez com o celular!"
Neste momento vc vê que teu trabalho, embora muito superior ao do celular, pela propriedade intelectual da composição fotográfica e pelo equipamento comprado com suor, não é tão necessário assim as mídias. Ou será que as mídias estão meio "fraquinhas" ou quebradas?
Bom, não preciso dizer que embora este seja um blog... esta proibido de cópia, parcial ou integral. As imagens que produzi podem ser obtidas através da Agência Raw Image. 

Tsunami é a mente da gente!

Pier de Monterrey. Monterey, CA, 2014. Foto: Roberto Furtado.com

       A vida do repórter fotográfico é uma verdadeira e estranha turbulência mental... Se o profissional sai de folga, encontra entre um olhar e outro, alguma coisa que poderia ser clicada. Vai junto com a esposa para um passeio, e diz: "Olha ali... dava uma pauta, com certeza!" 
Em cada roteiro, de qualquer natureza, esta uma oportunidade. Os olhos são atentos, mente ligada no propósito para que nasceu, coração focado no assunto que costuma arrebentar... sabe fazer pauta de acidente ou de política, esportes, questões sociais! É incansável naquilo que se objetiva... cansativo isto! Incansável em cansativo? É... o corpo não é de ferro, nem a mente! Ela se esgota, mas precisa disto! Vai na casa da mãe passar o dia... um ouvido treinado escuta uma forte batida de automóvel. Sai correndo que nem um lunático e chega sempre antes dos agentes de trânsito, polícia e ambulância. Conhece a cena quentinha, antes da poluição! Nem pensa em quanto vai ganhar... ele sabe que nasceu pra isto, cada publicação é uma medalha pesada que o risco assumido fica eternizado. Nem sempre volta pra casa... vira noite, vira dias, puro trabalho, sem malícia! Uns, as vezes jamais voltam... viram zumbis, perdem família, alguns perdem a vida! Feio? Feio é viver sem propósito, não ter garra! Viver e morrer fazendo o que se gosta é impossível de medir! Contudo, muitos ficam velhos... morre sabe quando? Quando tiram a máquina fotográfica das mãos... aí, não tem Deus que resolva. Repórter Fotográfico sem material é como criança sem bola ou bicicleta. É uma vida de possessão... a máquina possui o corpo!
Se a mente de um profissional RF funciona assim... 24 horas sem parar, 60 minutos por hora, dorme e acorda 365 dias do ano neste estado vegetativo, então, não dá pra dizer outra coisa. Não há tempestade, terremoto, tsunami que derrube um profissional que encontra seu lugar. Seu lugar é com as mãos na máquina fotográfica, enquadrando tudo com a mente, se vai morrer, então que corra, pq quanto mais pautas fizer, mais feliz será!

Pauta da Gasolina sem impostos...

Porta R7 - fotos: Roberto Furtado / Raw Image
Reflexões táteis de uma carga tributária se apresentam no efetivo e temporário valor da gasolina... 
Hoje, vi motoristas que acordaram mais cedo do que muitos para economizar no precioso líquido que alimenta os motores. O limite para cada automóvel foi de 20 litros... menos da metade em todos os automóveis. Com 39 reais, saía o motorista com 20 litros da sonhada gasolina sem impostos. O valor unitário do litro foi de 1 real e 95 centavos. 
Acordar cedo e me fazer presente me rendeu muito pouco, como sempre, mas vendi seis imagens para o portal R7. Um dia me perguntaram pq trabalhar neste mercado... e respondi, "pra provar que posso, pra saciar um sede de exercer aquilo que nasci pra fazer!"