2018... tudo ficou para trás! Tudo é sensacional!

Orla do Guaíba, dezembro de 2018. Foto: Beto Andarilho
Bom, esta nem de longe é a minha melhor fotografia... mas ela é uma das últimas e representa o horizonte como gosto, com cores. Envelheci, mas me vi com coração de criança... e de acordo com meus amigos jovens, pouco importa a minha idade, pois eles mesmos não me olham desta forma. Talvez eu tenha falado sobre a minha separação umas mil vezes... mas também não foi a pior coisa que me aconteceu, na verdade, foi uma das melhores. Seguimos caminhos diferentes e agora nem olhamos para trás... Permitir a mudança naquele momento foi espetacular... pois se 2016 e 2017 foram difíceis, 2018 foi sensacional. Devo muito aos amigos... mas também a força das minhas pernas e olhar persistente. Eu corri e me superei, emagreci, mas mais que isto, me senti vivo. Tive dores da velocidade que achei nem ter mais... cheguei a fazer os 5 km na casa dos 21 minutos. Eu tenho o hábito de me superar... de serrar os dentes na lâmina da faca. Nunca esqueço... fui um prancheiro e arrastei linhas contra a arrebentação centenas e ou milhares de vezes. Nunca vão me tirar isto... eu fiz isto enquanto outros olhavam com receio e me chamando de louco. Se tive medo? Muitas vezes... mas todo medo foi superado com persistência e fé. Se foi Deus ou eu mesmo quem teve uma força maior do que podia imaginar, talvez uma mãe que me encorajasse, não sei... mas eu fiz, isto e outras coisas muito legais. Eu caminhei dezenas de km na cidade de New York, no mesmo dia... eu pedalei pela Califórnia, eu pedalei 300 km em 18 horas, sem parar. Eu arrebentei meu ombro depois de um tombo feio... e pedalei mais 130 km com muita dor, enquanto os jogadores da seleção brasileira gemiam por quebrar a unha. Conheço o som do projétil cortando o vento por passar perto da minha cabeça, experimentei ser fotojornalista do front, que ganhava muito mal para fazer algo que gostava muito. Eu senti muita dor algumas vezes... mas eu lembro das vezes e gosto de olhar para elas como pequenas medalhas de prata, pois ouro pleno não tem tanto sabor quanto a prata da superação. Meus check points da linha da vida são estes momentos... alguns foram tristes, outros muito felizes. 
Tenho uma grande amiga... hoje ela faz papel de namorada, mas eu vejo ela como amiga a quem ofereço os meus cuidados, recorro para compartilhar alegrias e as minhas questões pessoais. Tenho me permitido conhecer bem alguém, também ser conhecido por este alguém. Tenho amigos, bem jovens... espetaculares, talentosos fotógrafos, acadêmicos da fotografia, meus colegas. Eu tenho muitos amigos aos quais daria a minha vida... porque não suportaria a ideia de viver sem eles, assim acontece com a minha família. Todos de agora... Sinto que fazem parte de mim, desta fase nova, mas que de alguma forma os enriqueço de experiências também... e sentir-se assim é especialmente bom. Eu tive menos tempo que gostaria, mas eu tive bastante tempo... Aos que se foram e não mais voltarem para perto, obrigado, pelos ensinamentos. Aos que ressurgirem, sejam bem vindos, aos que ficam sempre, não estaremos sós... senta aqui e vamos prosear durante um café.  Gostaria que todos vocês sentissem a textura da areia sobre os pés na praia... e reparassem no prazer do toque, de algo tão simples. Lembrem das outras milhares de sensações! Desconheço o que surge depois disto tudo, mas estar vivo é top. 
Estou procurando pela arte dentro de mim... as vezes elas aparecem em palavras, por vezes em fotografias, mas até meu entendimento sobre arte parece estar diferente. Prefiro chamar meus momentos de inspiração de caminhada espiritual... não crie dependências para encontrar a si mesmo. Nem religiosas, nem habituais, menos ainda se forem químicas. Você não sabe o poder de um carinho? Peça para alguém... 
Se posso deixar algum tipo de expectativa para o futuro? Sim... que seja como quiseres, mas que aconteçam coisas inesperadas para que possamos aprender, juntos ou separados, que sejam muitas sensações, mas que tu lembres de tudo, para contarmos um ao outro, pois partilhar me parece a melhor coisa da vida. Pra quem não sabe, ou esqueceu, sobre como represento o futuro... troco as reticências pelo cursor, pois agora não deixo apenas aberto o futuro, mas atualizo meus pensamentos para a era em que estou. Gratidão pelo caminho_

Pequeno infinito pra onde fui...


Eu nunca tive medo de me perder... 
eu tive muito medo de não me encontrar!


Eu sentei ao lado de um lago e pensava para que lado olhar... eu via os pássaros, via as árvores e as pessoas, vi o céu, e o vento balançando as coisas. E em dado momento eu percebi que só deveria olhar, não faria mais nada além de olhar... e então, vi dezenas de insetos minúsculos dançando sobre a água. E vi que os insetos voavam sobre a superfície da água que refletia o céu... e foi ali que encontrei a fotografia que procurava naquele dia. Eu nunca tive medo de me perder... eu tive muito medo de não me encontrar!

Pouso do descanso...

BR-448, Canoas - Porto Alegre. 
É de um lugar mais alto que se observa de forma mais ampla... em um pouso demorado a gente consegue pensar em tudo. O trabalho é o algo que nos motiva na vida, principalmente se você fez escolhas que te levaram a uma vida de solteiro. Não sei se fiz estas escolhas ou se as coisas se escolheram para serem desta forma... acho pouco impreciso dizer que somos responsáveis pela vida que temos, uma vez que todo acontecimento não depende exclusivamente de nós. Não é como um fechar de torneira ou acender uma lâmpada acionando o interruptor. Neste momento queria tanto uns dias pra descansar e esquecer do tempo correndo... este lance do relógio que não descansa e faz questão de nos mostrar é um pouco assustador. E deixar o relógio em casa parece funcionar um pouco, mas o tempo passa de qualquer jeito. Não é o relógio que faz tudo andar, ele apenas mostra para nós que tudo voa se tratando do decorrer de um dia. Ser completo é saber produzir e lidar com tudo na vida... e nem tudo é dinheiro, mas a gente vê que as pessoas estão pensando que se tem dinheiro podem tudo. Como se o mundo estivesse aos pés delas apenas por possuírem números em uma conta de banco ou um carro no valor de um apartamento. Engraçado, e prefiro engraçado do que estranho, é olhar alguém tão poderoso com um carro super poderoso esperar o socorro para trocar o pneu quando fura. Na verdade a pessoa não tem poder nenhum... ela pensa que tem e o destino mostra para ela que vai depender de um outro alguém que tem menos dinheiro e que exerce uma função que é a solução. Acho que este post é sobre modéstia e noção de capacidade, não sobre descanso! O descanso, mesmo que seja de alguns minutos, é apenas uma possibilidade para olhar para dentro e para fora. Somos tão ligados no piloto automático que não percebemos quanto somos dependentes de mecânicos, carteiros, feirantes, agricultores, etc. Alguns de nós nem sabem ligar ou desligar um botão... ou fechar um registro. Vivemos a era do smartphone que promete fazer tudo, ensina tudo, capacita todos! No entanto, não temos tempo... somos ocupados e sempre vai ter alguém que serve a nós como se isto fosse uma obrigação! Quantas pessoas dizem: "Tenho o meu dinheiro, mando fazer... não preciso saber!" Espero que o dia depois de amanhã não chegue... somos, muitos de nós, verdadeiramente inúteis. Isto também nos faz patos para muitos prestadores de serviços... que cobram caro para realizar coisas banais ou nem fazem direito por saber que não entendemos. Este não é bem meu caso... tenho muitas limitações, mas fiz muitas coisas por querer, como ser técnico automotivo, marceneiro amador, fotógrafo profissional! Certamente cometo meus erros, com frequência, aliás... este post também parece ser sobre modéstia. Poderia ser tambem sobre o trato... no fim a gente observa que tudo se mistura. Tem dias que nada nos abala... as vezes só gostaria de ficar em casa, trabalhar, estudar e voltar pra casa. O só não me parece muito comodista na minha frase anterior, afinal, me parece mais do que muitos fazem. E sempre faço mais alguma coisa... me preocupo tambem com o todo que dirigi este ano. Por uma questão de me poupar, também por uma questão ambiental, certamente que por uma questão de tempo, me vejo como um motorista na prisão do ter que conduzir por obrigação. E há quem pense que dirigir é liberdade... só que liberdade é ter como escolher, em quais horários realizará. Acho que estou só cansado pelo final de ano... Não vejo a hora de dormir dois dias inteiros e pensar que não tenho nada no dia seguinte, então decidir pegar o carro sem nenhum planejamento e ir na direção de uma praia. O pouso do descanso é um post estranho... não sei se foi uma tentativa de desabafo, se foi uma alusão ou ilusão, um devaneio! Enquanto me distancio de montar minha barraca em algum lugar, me reservo o limite de trabalhar no meu canto... hoje, será mais um dia daqueles com horas a fio em frente ao computador e algumas horas de aula, sem esquecer das dezenas de quilômetros na direção do automóvel. Talvez eu faça uns cliques pelo caminho... tenho feito o meio do caminho, em algum lugar da estrada, parte do meu ferrolho. Parece que ali nada pode me perturbar... bendito quilômetro sem sinal de celular, com luzes de automóveis para ilustrar uma paisagem. Com fotografia de longa exposição... controlo parte do meu tempo.

Perspectivas sobre o mercado fotográfico 20.11.2018

Disciplina de Fotografia em Cores 02/2018

Profª Elisabete Teixeira / Aluno Roberto Furtado

Pesquisa: Perspectivas sobre o mercado fotográfico

O segmento corporativo é uma aposta na continuidade, possuindo desafios de inovar e criar imagens que contem histórias das empresas através de revistas e jornais internos, também para utilizam em pautas externas sobre o investimento destas empresas em tecnologia e recursos humanos. Foto: Roberto Furtado / Revista Vide Bula

Renan Costantin aposta no mercado
da publicidade e no corporativo.
Foto: Roberto Furtado
O mercado de trabalho é visto com receio quando o assunto nas rodas de conversa entre os profissionais da fotografia. As variações do mercado são notadas pelos profissionais antigos e experientes, mas também são vistas com um grande desafio para os jovens e recém chegados ao mercado. A estrada do mercado da fotografia é marcada com bons e maus momentos, com o fechamento de grandes estúdios e abandono do ofício por parte de profissionais reconhecidos no mercado. Um mercado que sofreu com a crise mundial, também com a evolução do filme 35mm para o sistema digital. As crises econômicas atuam diretamente na decisão de investimento do consumidor aos trabalhos do profissionais, mas há formas de observar esta grande dificuldade. Enquanto alguns profissionais costumam manter uma linha de trabalho sem alterações, outros entendem que é preciso investir em si mesmos, inovar dentro da proposta de trabalho e gerar mudanças para cativar o cliente. Para Renan Costantin: 

"A fotografia é uma ferramenta de grande importância para as empresas, portanto é preciso adaptar-se e seguir as tendências de mercado, oferecendo algo sempre atual ao cliente. Não podemos passar 10 anos produzindo o mesmo resultado! Devemos observar, evoluir e surpreender o cliente com a intenção de alcançar não apenas o cliente, mas também o que ele busca com este investimento. Investir em fotografia é desejar um retorno para um negócio!" 

Observando a posição de Renan, entendemos como alguns profissionais perdem ou ganham mercado. Muitos profissionais esperam que a continuidade do trabalho seja suficiente para manter o mercado, mas isto não acontece. Assim como Renan, alguns fotógrafos interagem com a necessidade do cliente para que seus trabalhos sejam necessários e atuais, desta forma eles mantem o mercado e criam o interesse de outras empresas no trabalho. Enquanto outros apenas apostam na continuidade, sem inovar, reduzindo o fluxo de trabalho e o faturamento, profissionais como Renan encontram a luz no caminho, tão importante para a fotografia e para a sobrevivência neste mercado concorrido. E se falarmos em mercado concorrido, não podemos deixar de falar que as crises econômicas e a onda de demissões geram redirecionamento de parte de profissionais de outras áreas para a fotografia. Quem nunca ouviu antes as frases: "Comprarei um automóvel e farei uber!", "ou farei um cursinho de fotografia e fotografarei aniversários para fazer uma grana!" Questões como estas colocam profissionais no mercado e desafiam os antigos e dedicados. 

Rogério Silveira atua há muito tempo
no mercado da moda e publicidade e
observa as mudanças com atenção.
Foto: Roberto Furtado
Outra questão importante sobre estes desafios da fotografia e o mercado foi a mudança do sistema de filme fotográfico para arquivo digital que gerou impacto no mercado nos últimos anos. A verdade é que o mercado cresceu, mas também se popularizou, entregando ao mundo câmeras fotográficas digitais automáticas que apresentam bons resultados sem nenhum conhecimento. Assim, clientes em potencial desapareceram, aproveitando-se da qualidade das imagens e do baixo custo. A verdade é que este perfil de cliente não compreende tão bem a questão da qualidade profissional, que traz criatividade aos trabalhos, não apenas nitidez. Em muitos casos, também podemos observar que economizar é mais importante para uma grande maioria. A recordação e o resultado são percebidos e lamentos ao longo do tempo, mas isto é uma questão de construção deste olhar sobre a fotografia. É possível que em alguns anos as pessoas vejam estas faltas de fotografias através das imagens perdidas dos arquivos, levadas pelo tempo em algum dano de HD de servidor ou mesmo perdas de usuários em bancos de imagens (nuvens). Fotografias devem ser impressas... assim como negativos, arquivos digitais se perdem, provando que a fotografia impressa é a melhor garantia de uma recordação existir no futuro. 
O trabalho com fotografia é uma constante luta por conhecer, aprender e se relacionar com o meio que possa contratar o profissional. É praticamente impossível se manter em qualquer mercado sem que exista uma evolução do profissional em relação a evolução da tecnologia e tendências de mercado. É preciso ser especializado, mas é também preciso conhecer outros mercados. Rogério Silveira, fotógrafo de moda e publicidade, percebeu esta necessidade para crescer há muitos anos atrás:

"Em dado momento, percebi que era preciso experimentar e observar outras áreas. Foi então que tentei "resetar" o que eu entendia de fotografia, que era basicamente voltado para o fotojornalismo, e fui trabalhar em um grande estúdio especializado em publicidade. Lá, o fotógrafo chefe, me disse para esquecer tudo que eu via no jornal e ficar aberto para uma nova fotografia. Aprendi muito e passei a trabalhar neste segmento desde então!"

O interessante nos depoimento de Renan e de Rogério é que ambos estão no mercado há algum tempo, mas embora tenham encontrado condições de trabalho e momentos diferentes, perceberam que o caminho para crescer e superar estava em uma observação de como as coisas iam acontecendo. O mundo é dinâmico, prático, mas ao mesmo tempo exigente. Rogério é do tempo da fotografia com filme fotográfico, e Renan já começou na fotografia digital, ambos perceberam que a fotografia era um negócio, embora estivessem ligados a prática pelo amor a fotografia. Eles mantiveram o foco no trabalho, na necessidade de seus clientes e não no que eles entendiam sobre fotografia. Manter-se aberto, como eles fizeram, permite que o fotógrafo esteja preparado para encontrar todo tipo de mercado e adaptar-se ao novo.

Quando comecei a fotografar encontrei um mercado em mudança, era justamente o momento em que a fotografia com filme fotográfico sucumbia para o sistema digital. As grandes produções de moda ainda eram realizadas com câmeras de médio formato e/ou câmeras de grande qualidade para ampliações. A qualidade das digitais não profissionais ou semi profissionais era tão ruim que só era possível trabalhar com flash e ISO baixo. Então para trabalhar era preciso investir mais ou ficar girando em trabalhos de baixo valor. Aos poucos, as câmeras ficaram melhores e com propostas de valores mais de acordo com o mercado. O ISO melhorou muito nas profissionais, especialmente nas câmeras full frame, permitindo produzir alguns trabalhos com baixa luminosidade, que trouxe também uma boa forma de explorar luz e sombra sem ter tanto problema de ruído. Vantagens que a tecnologia vai apresentando no decorrer do tempo. Estas vantagens devem ser observadas, inclusive, para mudarmos a linha de trabalho. Toda inovação desperta interesse do público. Nos mercados existentes da fotografia, todos eles se percebe a necessidade de inovar e o resultado que se apresenta com esta mudança. Fixar-se no mercado é uma questão de olhar para o mundo e não pensar apenas em fotografia.


Referências

https://www.lightstalking.com

https://www.dpreview.com

https://fhox.com.br/

Eu, fotojornalista!

Zoomei ao clicar, intencionalmente, para causar o efeito que se apresenta na imagem. 

Me deu vontade de rever o que fiz até aqui... pra atualizar o saber do que eu sou! Os shows são meus preferidos, mas adorava os trabalhos de rua. Muitos trabalhos perdi naquele HD novo, num raio que atingiu o bairro. Não adianta lamentar, apenas lembrar. As fotos ficaram espalhadas no tempo e no espaço... Fotografei shows de todos os tamanhos... para agências, para patrocinadores, para bancos de imagens e, claro que para mim mesmo! Me pego olhando o que é feito hoje em dia... a direção da fotografia e fico pensando o que aprendi no Foto Cine Clube Gaúcho e me lembro que me achava um aprendiz bem fraquinho. Só que o tempo correu e aquela teimosia em melhorar... era de fato, a melhor das qualidades que eu podia ter, além da observação. Hoje, vejo os parâmetros da literatura da fotografia, todos quebrados, como se jamais existissem. É verdade que fotos de todo tipo entram no mercado com o argumento de que arte é arte... ainda que no jornalismo isto jamais pareça adentrar. Imagino um mundo onde todo mundo faz o que quer, sem estudar, sem persistir, sem embasamento técnico, sem agilidade, contando com todo tipo de automatismo e comodismo. Bom... mercado é mercado. Lá fora o treco fala alto... ou você faz, ou não te chamam de novo. Não tem chance pra errar... a selvageria é ácida. Entrar no mercado pode ser questão de sorte, mas manter-se nele é quanto tu aguenta... persistir fazendo o que se aprende por toda caminhada da vida profissional. Quanto suei... quanta dor senti nas costas fotografando esportes, nas ruas ou em eventos longos e quentes. Isto tudo é o sabor mais doce que um fotógrafo pode sentir... não tem nada que alguém faça ou diga, tu tem uma caminhada, ela ilustra todo passado do qual participou, teu nome estará lá... nos cantinhos do jornal, das revistas, e hoje em dia nos veículos online. E o sabor de tudo isto é quando tu escuta... "eles vão te chamar!" É o que muitos chamam de sorte... de tradicional da fotografia para "chama ele pq tá garantido!" Sou sim um fotojornalista... eu não mexo na cena, sou antiquado, sou sim! Sou também... um dos bem poucos que circulam por aí e aos quais tenho orgulho de chamar de colegas. Isto não é arrogância, nem nada disto... é saber exatamente a que lugar pertence, justamente por uma história bem comprida de erros e acertos! Aos meus colegas...

Canon 1D Mark IV

foto: https://www.dpreview.com/reviews/canoneos1dmarkiv/3

Experimentei muitas câmeras... sendo que a 7D, primeira versão, tive três unidades simultaneamente e acho que foi a câmera que mais usei. Depois... a 5D Mark III, tenho duas, foi a câmera que mais gostei em termos de nitidez. Confesso que já não percebo muita diferença de qualidade em fotografias de 5D Mark III e Mark IV, tenho tentado ler sobre e olhar as diferenças apresentadas. Acho que a 5D Mark IV veio pra trazer tecnologias extras que a 5D Mark III não possuia... tal como WIFI e outros recursos práticos. A velocidade da versão nova é uma boa vantagem, já que a nova é 25% mais rápida em relação a versão anterior. Alguns recursos perdem em favor de outros... a qualidade vs. velocidade das câmeras é e, possivelmente, sempre será o grande X da questão valor e tecnologia. Atualmente, com valor do dólar elevado, não vejo um motivo de trocar câmeras quando estão acima ou iguais a 1D Mark IV ou 5D Mark III. As câmeras produzem mais que o dobro de pixels desejados pelos clientes e estou tão familiarizado com estes modelos que levarei algum tempo para ficar novamente integrado com novos modelos. Não tenho nenhum interesse em migrar, por hora. Além do mais... o que mais vemos no mercado são profissionais trabalhando com modelos inferiores, que por mais que sejam atuais, como a 6D Mark II, ainda não chega aos pés da 5D Mark III, na minha opinião, é claro. 

Minha preferida... 1D Mark IV

Por mais que a 5D Mark III seja uma câmera melhor de operar, com qualidade de imagem superior por ser uma fullframe, prefiro a 1D Mark IV pra trabalhar. Se o trabalho for movimento na rua, nem penso duas vezes, vou direto com ela. Ela é uma devoradora de imagens... tem quase o dobro da velocidade da Canon 5D Mark III e 20% mais de velocidade que a 5D Mark IV. Se você parar pra pensar em uma câmera lançada em outubro de 2009, entenderá a proposta que faz 9 anos... o que muitos olham com pesar, penso que é um trunfo. Fazer 10 fotos por segundo é algo que a grande maioria das câmeras ainda não consegue... nas fullframes isto só é visto nas gerações recentes da 1D, como 1Dx Mark I e II. O fator de conversão de 1.3 da 1D Mark IV, deixa ela na frente da 7D Mark II, que também faz 10 fotos por segundo, mas tem sensor menor. Ainda com atributos tão interessantes... um corpo robusto, digno de uma câmera de guerra, perfeita para fotojornalismo, sem falar nos importantes slots para cartão SD e CF, gravando simultaneamente nos dois cards. A 1D Mark IV tem tantos atributos que para eu sair dela, dos pobres 16 MP para ir para uma Full Frame, deverá ter um apelo forte da baixa luminosidade. Só não saio com ela se não houver luz boa... porque aí acabo escolhendo a 5D Mark III. A sensação de ter uma câmera que foi topo de linha da marca em 2009 não significa nada para mim, mas o que ela me oferece... o crop de 1.3, multiplicado com teleconverter de 2X e uma lente 70-200mm, permite que eu tenha uma 520mm, quando seria uma 400mm em uma fullframe. O som de trabalho desta câmera é sensacional... se percebe que o mecanismo não é igual, talvez por isto a canon diga que este é feito para 300.000 clicks, quando nas demais é para 150.000 ou menos. Estamos a falar de uma guerreira indestrutível. A minha possui cerca de 120.000 clicks... nunca teve uma peça trocada. É um tanque de guerra do jornalismo... as demais? Cuide pra não derrubar, pois não suportarão! O ônus é o peso... é o peso do corpo e da bateria. A bateria... faz 1500 disparos com uma carga. Não é brincadeira... e vou dizer que se não fosse o fato de ser cropada e ter apenas 16 MP, seria a melhor câmera já fabricada pela Canon. As irmãs mais novas tem mais qualidade, mas perdem em outros atributos... eu fiz um teste comparativo do DPreview pra ver várias questões de desempenho: DPreview
Na hora de escolher uma câmera... pense, nem sempre a opção nova e mais recente é a melhor opção para o tipo de trabalho que vc faz. 

9 imagens para me representar... impossível!


A fotografia para mim é a expressão que escolhi. Ela é simples, calada, discreta, com seus limites e vantagens! Sou um fotojornalista, conto histórias que não se repetem, elas figuram revistas e jornais que cada vez mais dão lugar aos informativos online e redes sociais. Assim como a fotografia, sigo na direção do inevitável, me adapto, me transformo, me faço necessário! A fotografia é a minha conexão com as pessoas! Ofereço minha forma de ver o mundo, exponho minha versão silenciosa, pacífica! Por vezes me perco no tempo, em fragmentos do tempo e do espaço, uma física que se representa pelo que entendemos como fotografia. Sempre me pergunto: pelo que você quer ser lembrado? Faço um reset dos meus pensamentos e tento alimentar o novo no meu olhar, todos os dias! (Furtado, Roberto. 2018)

Aos passos de todas velocidades...

Monolake, CA. 
            Vou começar pela imagem... e acho que já usei esta em algum outro texto meu. O poder e significado desta fotografia para mim pode ser muito mais expressivo no meu ponto de vista do que para o observador, por isto, tenho uma cautela de não exagerar quanto ao que descreverei agora. A imagem diz para mim que existe um caminho e que este caminho leva para um topo. Eu me vi muitas vezes nos caminhos e me vi também em topo que devo considerar pela satisfação profissional. Em alguns momentos percebi que a parte mais divertida da vida foi durante o caminho, e não a chegada. Com relação a isto, deixo que você encontre as próprias reflexões sobre o que poderia significar esta estrada da vida. As histórias são como as vemos... nós é quem contamos como as queremos. Aprendi isto com meu eterno tio Zé.

Os passos do presente

Ontem, corri... aparentemente matei a vontade de correr, quando chegou a noite estava cansado e satisfeito com meu dia. Hoje, amanheci... olhei para os meus tênis de corrida e pensei: E se eu corresse hoje também? Trabalhei, estudei... e fiz algumas tarefas de casa. Então, sentei aqui para escrever... tudo em um mesmo dia. Foi então que passei a mão nos tênis e decidi que iria realmente correr... que iria, que não teria hora pra voltar, que meus dias, agora, que me livrei do sentimento de ter que carregar o celular, me permite ir como uma mente realmente livre. 

Surpresas da estrada...

Ontem pela manhã, uma velha amiga do tempo de adolescente me contatou... e eu não sei nem como ela me achou, talvez lembrasse do meu nome e sobrenome, assim, me encontrando através do site. Ao telefone, me atualizou de algo que imagino ser os últimos 22 anos em que nos falamos pela última vez. Ficou surpresa com as minhas histórias... ela disse: "Eu achei que você teria filhos e que não estaria separado!" E a conversa seguiu... Foi uma mistura de alegria e tristeza... pois sei que agora jamais a verei novamente. Ela esta de partida definitiva para outro país... acompanhada do marido e da filha, que nem cheguei a conhecer. Eu sabia que a perda do contato era algo decorrente de um tempo onde emails, telefones e residências surgiram ou mudaram, quando encerram-se caminhos pelas trilhas apagadas no tempo. Sei que ela ligou-me porque fui de fato importante para ela como foi para mim... eu nunca tive certeza, pois ela jamais havia me falado, e simplesmente desapareceu um dia. Sei que isto foi uma despedida e um pouco mais... foi um encerrar de história, como quem resolve tudo que deixará para trás. Talvez, receba um cartão de natal... ou um contato inesperado, mas tenho quase certeza de que a garota misteriosa da minha vida, jamais retornará. Que siga... feliz e que de vez em quando lembre de mim com 17, 18, 19, 20 e 21 anos e cabelos compridos, curtos, bagunçados; ela era uma alegria só, sempre rindo, baixinha, muito mais rápida que o vento... era impossível não amar aquela garota que com o vento um dia se foi. Senti saudades... e sentirei. Seguiremos cada um na sua estrada, em outras surpresas, e que a vida seja leve e boa. Adeus Fabi...

A gente sempre quer um lugar

Tenho um lugar... acho que tenho! Confesso que as vezes não tenho certeza... mas ela mesma sempre diz: "que ruim ter certeza!" Ela representa outra fase da minha vida, foi pra longe e voltou. Não sei um motivo para ter ficado preso ao tempo durante parte da minha vida. O lugar que tenho hoje é perto de uma loira pequena e inteligente, menos de dois anos mais nova que eu. Tem dado muito certo, embora seja bem difícil ter chegado até aqui... é ruim ter certeza, também é ruim viver incerteza, talvez seja meu papel esquecer que preciso pensar nisto. O lugar que quero é ela... num modelo totalmente incomum, de vidas separadas, e de vez em quando a gente caminha juntos pra ajudar, alegrar, aproveitar! As vezes acho que encontrei o que sempre quis... ou melhor, reencontrei. Sinto saudade dela... do meu calor. E eu parei de pensar que não deveria dizer, pois a vida é curta demais pra eu me boicotar. Se viverei agora... então deixe-me ser como consigo e gosto. Espero que ela fique confortável com tudo isto... 

No atual momento da vida... 

Percebi coisas bem importantes até aqui... cheguei até aqui e me lembro que tive praticamente certeza de que não chegaria aos 40 anos, pois vivia na estrada. Estrada brasileira é um lugar que encerra muitas histórias... eu sempre tive medo disto, até que um dia criei coragem e parei de vez com estas andanças frequentes. Hoje, me vejo com um bom aproveitamento da vida... fiz tanta coisa, algumas foram corajosas, outras nem tanto, mas experimentei e mudei de vida. Disse estes dias para um grande amigo meu... "tive coragem de enfrentar o mundo como profissional autônomo, depois mudei de profissão e me mantive como autônomo, me mantive fiel a minha coragem!"
Tudo isto me diz que fiz muitos passos, em várias velocidades... tive muitos pensamentos, nem sei porque os contei, mas eles existem por algum motivo. A velocidade de tudo depende de você...


Ciclando


Diário de Bordo        

O meu diário de bordo... É bem estranho pensar sobre um lugar na internet onde coloco minhas perspectivas e reflexões. Por outro lado, isto deve causar algumas situações que nem fico sabendo, tais como a identificação dos leitores com aquilo que escrevo. Escrever para si é egoísmo... assim que sou, escrevo para mim abrindo para o mundo. E afinal, aqui não tem nada que eu possa me envergonhar ou constranger alguém, não haveria motivo para não publicar. Estou falando dos ciclos de vida, de ir e vir, de versões do olhar para o mundo... e claro que isto vejo sobre minha própria estrada, meu diário de bordo é fato contado. Tenho um amigo, um colega jornalista, formado em duas ou três graduações, que é uma pessoa bastante interessante de ouvir. Um dia ele veio, sentou do meu lado durante a pausa de um trabalho em SP, e disse: "Cara, adoro teu blog... aquilo é um verdadeiro diário de bordo, teu corpo é meramente um veículo desta tua máquina de ver o tudo. Acho incrível como tu enxerga o mundo!" Me lembro de ter ouvido aquilo e fiquei pensando: "Este cara é louco, mas é legal! E que bom ser reconhecido por uma pessoa inteligente em um mundo tão carente de demonstrações de sentimentos e percepções!"

Movimento

Fiquei pensando sobre o que move o mundo... em primeiro momento me veio a divisão de como olhar o mundo. Onde a maioria deve pensar que o que move o mundo é o dinheiro... e uma minoria, na qual penso me encaixar, observa o mundo sendo movido por amor. Algumas pessoas se movimentam para ter coisas... outras pessoas se movimentam para agradar ou sustentar amores. Quem tem filhos e se mata trabalhando, sem muitas vezes fazer uso deste recurso financeiro em benefício próprio, evidentemente esta se movimentando por amor... para dar aos filhos. Quem não tem filhos faz isto pelos pais, pela continuidade do conforto e sabe que para tudo há um limite. E este trabalho deve fazer sentido... e cada um sabe o sentido do seu trabalho. Meu trabalho de fotografia possui ideais de produzir a linguagem mais universal que existe, e nas melhores oportunidades leva o observador ao encantamento. Assim movimentamos o mundo...

Longe, perto e foco

O que é sucesso? Bom... sucesso, para mim é felicidade. Para outros deve ser dinheiro... se dinheiro compra felicidade, acho que até certo ponto é viável. De verdade, felicidade não é algo que depende do dinheiro e tampouco do que muitos entendem como sucesso profissional. Tenho visto os melhores fotógrafos vivendo modestamente... assim como deve acontecer com outras profissões. Assisti um documentário estes dias sobre alguém que fez tudo para enriquecer, depois quando ficou rico decidiu que havia perdido tempo demais com a vó e então iria viver ao lado dela o quanto pudesse. Não dá pra ter tudo... é uma questão de escolha, perto, longe ou onde canalizar a energia. Nada disto é uma verdade... cada um tem a sua! 

Amor

Bom, isto é tão subjetivo... como você reage ao amor? Quanto de amor você dá para as pessoas? Amor começa e pequenos gestos da gentileza e vai até o inimaginável para agradar alguém. Estes sentimentos são verídicos quando promovem uma paz e ciclo de coisas boas em seu autor. A gente se vicia em amor... em oferecer, receber, criar oportunidades. Já tive todos os tipos... eu tenho amigos que são meus amores. Amigos para os quais digo, por exemplo: "Quando chegar em casa, me avisa!
Tenho uma amiga que me convida para ir em tudo que é espetáculo e feirinha... é uma amiga, apenas. Ela precisa de mim? Claro que não... no entanto, outra já precisou muito, também fui presente. Um amigo sempre me convida pra pescar... e a gente passa os dias conversando e falando de tudo. Tem um amigo que tem uma condição financeira muito boa e lamenta sempre morar longe, me diz: "precisava de mais amigos como você aqui onde eu moro!" Acho que ele não soube procurar os amigos da forma que gostaria... estou certo que há pessoas boas onde ele mora. 
Acho que eu também não soube lidar com alguns tipos amor... hoje entendo isto. Aliás, estava lendo um texto interessante sobre amor e tropecei em algo que as minhas amigas deveriam ler, cujo título era algo assim: "O homem e o amor da sua vida podem não ser a mesma pessoa." Achei que é uma leiturinha romântica para os valores do amor, mas não podemos esquecer que amor não se restringe a duas pessoas... amor é algo bem mais amplo que isto. 

Anoitecer

Anoitecer na ULBRA, 2018.
Se eu fosse definir a vida, faria de uma forma que só consigo fazer após estes 42 anos. A vida é uma sucessão de fatos, aleatórios, imprevisíveis e não atribuídos ao merecer. Tive tanta sorte de ter vindo para cá, para o interior de uma família. Os defeitos e qualidades se realçam ao anoitecer com os meus pensamentos. Ontem, quando eu estava na estrada, tomei algumas decisões. Espero que estes pensamentos sejam sábios, mas vistos de mim mesmo não os enxergo. Eu vejo que me enganei sobre mim mesmo... eu sou melhor do que imaginava. E devo isto a mulher da minha vida, quem me colocou aqui e fez o que pode para que eu virasse um homem de verdade. De alguma forma, não me tornei o que a sociedade entende por um homem ideal, mas o idealismo da humanidade é algo que não funcionou até agora. Quando penso que aprendi a fazer tudo que eu quis, ainda não acho que seja o bastante, contudo percebi que aprendi a fazer coisas fantásticas... como uma escada de madeira, fotografias que encantam, desmontar e montar um motor de automóvel, desenhar com lápis 6B ou pescar. Também aprendi a superar a dor... em mais uma recontagem de pedalar 130 km com os ligamentos do ombro rompidos, mas esta nem foi minha maior medalha. Acredito que meu maior feito não possa ser contado, tampouco possa ser tão expressivo para alguns. Aprendi a escrever e não posso contar algo, mas escrever já é uma forma de existir. Quando alguém chega para ti e diz... "gostaria que escrevesse sobre mim, porque só imagino você dando realidade a uma história", então isto me parece uma boa medalha. As coisas que fiz e deixei de fazer... Encontrei a segurança para dizer que as que fiz me construíram, as que não fiz não me destruíram! Sinto de verdade que sou um homem renovado, forte e macio ao mesmo tempo. Sensibilidade é um presente dado por minha mãe, uma herança possivelmente genética... carinho e insistência são habilidades que ela construiu ao ser minha mãe. Acho que deve ser difícil para ela ouvir o que tenho a dizer... minha existência se resume a eles, este volume de pessoas que chamei e família. Realmente fiz tudo que quis... quase. Eu gostaria de fazer mais algumas coisas, como voar sendo piloto do meu próprio ir; também acordar um dia e ir, deixando tudo organizado para o dia que eu quiser voltar. A vida é um anoitecer, você sabe que cada coisa tem um lugar para estar, assim como a noite antecede o amanhecer. Amanheci aos 40 anos, depois de anoitecer na primeira metade da vida. A melhor frase que eu pronunciei até hoje, não sei! Eu gosto de pensar que o "céu é o limite!"

Imperfeição

Nem toda imagem pede uma legenda. Imperfeição é legendar tudo!
Observar... autocriticar, observar, avaliar, resetar configurações para apagar os erros do sistema. A construção do eu é uma constante avaliação do que há entre o que somos e o que temos por ideal, também ideal se transforma neste caminho. Andei muito... meu diário de bordo pode dizer isto por mim. Não sou a mesma configuração de três anos atrás, muitas transformações neste período... como talvez não houvesse nos 10 anos anteriores. A gente amadurece partes de nós em conjuntos de autocrítica através de volumes de tempo, uma relação espaço e tempo. Imperfeição... somos a própria imperfeição. Criticamos, reavaliamos... nos comunicamos com tudo, com todos, com o meio, nos surpreendemos, surpreendemos, recriamos! Sinto necessidades... das quais luto, melhoro! Creio que fiz progressos expressivos! Fotograficamente, sinto-me progredindo, progredido, potencial ao passo largo. O paralelo do pessoal e profissional se sincronizam, tentam! Observo tudo, a mim, ao mundo, o contorno, as superfícies, a pele, as folhas, a aspereza e maciez... praticamente toco com os olhos. Eu, ela, nós... sinto a dor e alegria, dela, do outro, minha. A imperfeição aos olhos não é sentida ao toque... a pele é macia, a conversa é suave, o olhar convence! Olhar é mais fácil do que tocar... plantas com espinhos são feitas para serem observadas, mas há onde tocar sem ser ferido. Superfícies lisas como a pele, para tocar e ser tocado, sentir e ser sentido. Imperfeição... algumas coisas devem ser imperfeitas, outras, corrigidas com a frequência da permanência. A vida é a própria escola... imperfeição é parar!

Ser humano

Adicionar legenda? Não precisa... ;) 
         Ultimamente percebo que caiu no entendimento de ser evoluído manter-se calado, inerte, neutro e assim parecer calmo. Diante a esta tormenta de homens que criam problemas e poucas soluções, todo mundo parece procurar algo que dê conforto e satisfação, uma paz ao deitar a cabeça sobre o travesseiro. Muitas pessoas tem encontrado a paz, ou procurado por ela, em filosofias religiosas, quer sejam de um deus ou adorados por uma história passageira. Aqui... neste plano, quer seja único e passageiro, ou apenas uma etapa do homem, tudo precisa ser resolvido. Aquilo que não pode ser resolvido, que esteja assim entendido como finalizado e que nem se fale mais no assunto. Não tenho religião, tampouco condeno... mas passei a admirar os homens e mulheres que não seguem nenhuma doutrina religiosa, de qualquer filosofia. Quem não precisa de nada disto e vive bem com os seus, desta forma encontrou paz para nem precisar se apoiar em algo ou alguém a não ser em si mesmo. E pode pedir um apoio para um amigo? Claro... amigo é pra isto. Viver numa caverna por não saber conviver com mais ninguém pode ser uma boa escolha, desde que isto não seja a condição para bem viver. A gente tem que saber conviver com todo mundo, todo mundo tem uma chance com a gente... e vai perdendo oportunidades na medida em que se mostra em outro momento de vida, sem qualquer ligação com doutrina. Tenho observado algumas pessoas que vivem com uma plena paz, totalmente desapegados aos moldes ou referências, num estilo do: "Só faço aos outros aquilo que gostaria que fizessem para mim!"
Manter-se indiferente não é sabedoria... manter-se calado frente a injustiças sem nem ao menos pensar ou ofertar uma palavra de solidariedade não é inteligência. É plano espiritual do egoísmo, egocentrismo, polimento do isolamento. As pessoas que vivem assim acabam em uma solidão profunda... nunca são lembradas para nada. Já observei... e já fui um pouco assim, embora sempre falante. É preciso aprimorar o todo que oferecemos... coisas que não dão certo, não necessariamente tem relação com Deus, Buda, Maomé, Netuno ou Thor. As coisas não dão certo por não termos certeza de que podem... pelo simples fato de que tudo que fazemos exige o risco, mas isto tem muita importância no legado que deixamos. Se são palavras, atos, ajuda ou fotografias... isto pode mais por nós. E isto é também relevante no resultado das apostas... e neste caso, deus nenhum mete a mão. As pessoas querem bem a gente pelo bem que fazemos... num mundo de ciclos, cada besteira feita se reencontra por vezes com quem pode dela lembrar. Então... pelo que quero ser lembrado? Posso ser lembrado como alguém que produziu muitas imagens, algumas que encaminharam pessoas para uma reflexão, assim como esta postagem. Talvez por algumas boas ações que já fiz para algumas pessoas... mas quero esquecer que já fiz minhas besteiras, anulando-as através de boas vibrações, sem Buda. Passamos o tempo todo julgando pessoas... de uma inevitável forma. Até que, de alguma maneira, elas se tornam nossas amigas e entram para dentro de nossas vidas, outras passam a ser lembranças... outras esquecemos. Esquecer é um talento... especialmente quando você esquece de alguém que não foi legal para vc. E se você não tem doutrina alguma... no meu entendimento você é um gênio. Pode ser bom pq nasceu pra ser... não precisa nem de nada e nem de ninguém pra oferecer ao mundo um amor que o mundo não pode! Um amigo disse pra mim... "Roberto, é assim que a gente muda o mundo, ou tenta!" (não vou identificar ele pq pediu pra que não o fizesse).

A fotografia

Algumas vezes escrevo coisas baseado na minha vida... outras não! As fotografias também são assim na minha vida. Fotografo e escrevo sobre tudo, sobre o mundo. Escolhi a imagem acima porque ela representa o amor, a serenidade e a claridade nos pensamentos, que para mim é a chave de uma mudança interna e quando você passa a acrescentar no mundo. A fotografia praticada nos permite melhorar... gratidão!

Observe e questione a fotografia

Questione, encontre respostas e aperte botão para mudar o meio onde estiver!
           A tarefa de estudar fotografia através dos moldes acadêmicos me trouxe muitas impressões... percebi que fotografia é mais do que todo um conjunto de atividades que compreendem a prestação de serviços com fotografia. A fotografia como atividade profissional traz informações que se espalham entre os cantos e os meios em que vivemos. A comunicação é tão ampla sob o olhar de cada um e assim podemos pensar que ela se representa conforme o perfil de cada vivente deste sistema. O uso do celular, referências, um briefing bem passado é necessário... tantas questões para executar um trabalho adequado e que esteja a altura da expectativa do cliente. Somos dirigíveis, mas o olhar somos nós quem colocamos sobre o assunto. O briefing bem elaborado é um talento do solicitante do trabalho. Não dá pra executar um trabalho de fotografia sem uma boa descrição do que deve ser feito, também sem a existência de noção por parte deste solicitante. Um espetáculo pode ser fotografado de duas formas... de uma forma livre e não contestável, sem briefing ou referências; Ou bem dirigido e recomendado por alguém que entende realmente do assunto, que vai sim exigir que você seja o melhor que puder. É comum que a escolha de luzes, em espetáculos e convenções, seja realizada por profissionais da iluminação que geralmente não entendem nada de fotografia. Também é comum que eles sejam orientados por pessoas que definem as luzes sem entender nada de iluminação, menos ainda de fotografia. Neste caso, o fotógrafo corre um sério risco... de não ter a luz que precisa para executar um trabalho de qualidade e com isto ser responsabilizado por tais faltas. Luzes marcadas, sobras que causam efeitos escurecendo parcialmente o rosto de artistas ou palestrantes. Tudo isto resulta em dificuldades ou mesmo em prejuízos aos fotógrafos. Para executar bem um trabalho precisamos conhecer este lugar de execução, também é preciso conhecer estas pessoas com quem trabalharemos. Se estas condições ideais são viáveis ou não, devemos entender que nem sempre tudo esta ao nosso alcance, mas em muitos casos tornamos possível algumas melhorias. O trabalho de fotógrafo vai além de ser um portador de máquina fotográfica e conhecer a operação deste equipamento. Ele deve estar inserido em um mundo onde a observação permite que ele traga mudanças e estas sejam a diferença nos resultados. Orçamentos medíocres, descrevem solicitantes mesquinhos, talvez até inexperientes, e tais configurações de trabalho exigem muita atenção. Ou seja, o profissional vai trabalhar mais por um valor menor... o que não é adequado, tampouco deveria ser uma opção por falta de trabalho. As vezes ficamos tão preocupados em preencher nossas agendas e ter muitos clientes que esquecemos sobre nossas escolhas e o valor deste trabalho. Nós precisamos lançar as perguntas e encontrar respostas... "um profissional que não questiona já esta fora do mercado", disse-nos um professor durante uma aula de engenharia.
Como queremos ser vistos, ou como nos imaginamos podem ser tarefas difíceis de elaborar e responder. Todas as perguntas devem ser confrontadas em relação a prática, pois a idealização entra em dificuldades com ela, seja por questões econômicas, ou de mercado competitivo, talvez por medos pessoais, questões culturais de um cenário. Há muito para perguntar e estas perguntas devem ser realizadas. Não é possível encontrar o ideal em tudo... não é! O que pode ser feito, muitas vezes, é uma adaptação ao que temos de condições que ligam ideais e alternativas, observando nossas necessidades morais e comportamentais, também nossos gostos. É preciso organizar tudo, como em um jogo para fundir as necessidades de um trabalho com aquilo que nos encaixamos, pois devemos ser naturais em nossa construção. Há um limite para nos impor mudançass! Até onde somos capazes de nos adaptar sem que nos afete o prazer do trabalho? Perguntas assim também devem ser realizadas. Meus objetivos... pois, eu os conheço. Se falo deles para alguém, talvez nem seja preciso. Muitas vezes eles estão estampados em minhas ações. O que somos? O que queremos da fotografia? Encontrei todas as minhas respostas do momento, ou quase! Contudo, respostas são reações de questionamentos, e assim, questionamentos são realizados a todo instante. A verdade é que a gente começa pela intuição... vai na direção do que gosta, percebe os problemas e soluções. Aos poucos, com o exercício, emprega a autenticidade no trabalho, corrige a caminhada, se adapta e atende a necessidade do cliente, mas por vezes se vê obrigado a dizer não. Nem tudo é possível... somos dotados de formato e também temos nossas condições. Eu não fotografo casamentos, nem aniversários, tampouco faço ensaios tradicionais... encontrei minha identidade como fotojornalista, me direciono, talvez, para um fotógrafo documental, ou outras linhas que podem ser pensadas como arte, embora muito distantes disto ainda. A fotografia é livre, possui muitas opções e demandas, também é um mercado a ser explorado. Muitos de nós estão repetindo velhos caminhos esquecendo que há conceitos para criar, há outros olhares para oferecer! Precisamos conversar... com as pessoas, com o mundo, com as coisas no que diz respeito à luz. O que pode ser experimentado? Quero ser visto como alguém que mudou as peças de lugar e que tornou-se este lugar melhor. Como ser lembrado? Pelo que? Quais são os objetivos? Sei cada uma destas respostas... parte delas pertence a minha estratégia e cada um precisa ter uma! A fotografia precisa fazer sentido para alguém!
As ações de questionar, falar e ouvir são essenciais... comunicar-se é que nos liberta no mundo e nos prende uns aos outros, garantindo a máxima eficiência que podemos oferecer.         

A longa exposição

BR-116, Canoas, RS, 2018. Foto: Roberto Furtado
       Faz algum tempo que olho a longa exposição de uma outra forma... alguns anos atrás eu só queria fotografar a velocidade no tempo em que acontecia. Congelava tudo para evitar um borrão, que hoje é a poesia para mim. Ontem, fui para a estrada depois da aula... e fiquei as margens da BR em Canoas. Fiquei ali respirando a umidade da noite e pensando como a luz se comporta. Por vezes tenho impressão que as coisas que não estão vivas são subestimadas por nós e que talvez estejam vivas de uma forma que não compreendemos. O movimento da luz... borrados pela longa exposição, na verdade trajetória de movimentos de elétrons. Algo tão estranho e que banalizamos com o cotidiano. A vida é formada por elétrons... tal e qual a luz. Tão estranho como coisas tão elementares resultam em coisas tão diferentes, e então percebemos que a física e a química estão em tudo que temos. E mesmo assim nos achamos o centro de tudo... 
Fiquei lá por alguns segundos, fiz alguns experimentos que resultou na imagem acima... e a cada dia quero fazer mais, sempre saindo com a câmera e o tripé, como se fossem objetos simples de serem transportados. Não são moedas no meu bolso... são tralhas pesadas. Fiquei planejando uma viagem que poderia fazer sozinho mesmo, pois é tão difícil sincronizar a disponibilidade das pessoas próximas. 
A longa exposição passou a fazer parte da minha vida quando lapidei a paciência... 30 segundos esperando por uma construção. Parece rápido? Então experimente trancar a respiração por 30 segundos... muitos não conseguirão! Há muitas formas de evoluir e chegar no lugar que desejamos, mas me parece que escolhi algo que me diverte durante a caminhada. Eu corro, eu fotografo, eu conto os carros passarem... É bem bom este lance de longa exposição. 

Pensamentos, fotografia e os sentimentos

Nova Ponte do Guaíba sendo construída, agosto de 2018. Foto: Roberto Furtado
Os pensamentos são inevitáveis caminhos do homem. Por eles encontramos soluções e refletimos a continua correção da caminhada. Acho que certeza é uma coisa tão garantista do erro... tudo muda tão rapidamente e uma parte das mudanças não são atribuídas ao nosso comportamento. O vento muda de direção sem interferência do catavento, da mesma forma muda a direção da vida do homem. Os caminhos se cruzam, interagimos, encontramos, perdemos, ganhamos sempre. Sobre o resultado ter acrescentado, mesmo que indesejado em algum momento, ganhamos e nos faz bem por motivos diversos. Somos viventes capazes e com necessidades de ir, de mudar, de criar volume interno com uma razão. A razão de aprender... ontem, fiz minha primeira ação de ensinar com iniciativa e construção de material totalmente planejado por mim. Teve um momento em que me perguntei: "Como ousas a ensinar?" E foi então que percebi que não podia estar mais apto para tal, mesmo que houvesse muito a melhorar. Dedicar-se a uma vida profissional é mergulhar em um oceano onde o conhecimento é uma eterna construção. Pilares que fixamos dentro de lugares improváveis, como o fundo de um rio, mar, pensamentos! As pessoas me perguntam o que vejo em fotografias que realizei... e sempre fico em dúvida de como explicar, demonstrando que sou simplesmente apaixonado por fotografias e suas representações. A verdade é que vejo toda fotografia como uma janela, fragmento de um lugar e tempo, com o propósito de instigar perguntas e respostas. E a melhor forma de promover esta ação e reação é criando um quadro que prenda atenção. Os pilares pesam e se fixam com o peso da idade, junto com a certeza de que maturidade é como um homem deve se comportar. Enquanto uns parecem jamais crescer ou continuam errando caminhando na direção do dia final sem um propósito, outros evitam caminhos escuros e pensam que as próprias ações são os pilares que jamais poderão ser derrubados. Do passado, tenho hábito de lamentar... não do que fui, mas da demora que precisei para crescer, pois tempo não ganho e um tempo perdido. Embora nada possa ser mudado com relação ao passado, algo muito simples é positivo nestes pensamentos. A sede por acertar surge de uma consciência que permite questionar... e por entre uma mata fechada ao entardecer sigo na direção da claridade. Talvez, me chamem de louco por correr atrás de um sol que anda mais ligeiro que eu... mas eu posso vos lembrar que ele fará a mesma trajetória no dia seguinte, provando que como um pai, ele volta no dia seguinte para nos orientar. Desapegado de qualquer religião, não me vendo exatamente como um ateu, me agarro em minhas próprias crenças e motivos para melhorar a mim mesmo como coadjuvante de uma história tão ampla e que me coloca no centro de minha história como personagem mais importante. Perspectiva não é para todos... trocar de lugar e observar o mundo é para aqueles que buscam um entendimento que a grande maioria procura em um deus. Eu... resolvi ser autodidata nesta parte das minhas buscas. 
Com relação aos meus sentimentos sobre tudo isto, bom, acho que talvez eu nunca estivesse me sentindo tão perto de algumas coisas. Fico curioso pra saber como vou me sentir em alguns anos, mas acredito que a sensação seja de gratidão e de ter aproveitado o tempo da melhor maneira que pude. Abracei, beijei e anunciei o que sentia por cada um... tento participar de alguma forma da vida de algumas pessoas e tento transmitir o conhecimento e carinho que absorvo deste plano chamado planeta Terra. Sou grato pelas escolhas, pelos sentimentos que tive, pelos pensamentos por onde caminhei, também a ciência e arte da fotografia que pulsa em mim. Somos parte de tudo que mudamos... assim, pilares de um mundo que deixamos no passado. Cada ontem é importante para o hoje! Não dá pra olhar para onde ir se não olhares de onde veio... nosso caminho passado é tão importante quanto o caminho que  se vive no presente!

Um dia top...

Porto Alegre, RS, 2018. Foto: Roberto Furtado
Amanhece... dia comum, céu limpo! Desce e toma café, dá um beijo na mãe! Trabalho de casa... em casa, por casa, preparação para dias de rua. Liga o computador e começa... faz ligações, fala com colegas de trabalho, organiza os jobs com clientes. Trabalha o dia inteiro no computador, de vez em quando faz uma pausa pra um café. Liga o rádio... faz tratamento de imagens, depois almoça, volta pra mesa de trabalho, e segue... a tarde é longa como um baile, sonoro! Prepara tudo... sai de casa, no caminho da faculdade passa na namorada. Ela, alegre, sorridente, cansada de dar aula o dia inteiro, mas alegre! Toma um café rapidinho com ela... Dá um beijo e faz carinho nela... aí, ela te olha e solta uma frase curtinha: "Que bom que tu veio... mesmo que rapidinho!"
O movimento do dia segue, senta ao volante, dirige mais uns 25 km, vai chegar na aula atrasado pelo engarrafamento, mas a música continua tocando e tu percebe que tudo vai continuar, não importa! Chega numa boa aula... termina, um colega bom, diz: "Vou ser pai!" E tu se alegra por ele entendendo que aquele é um momento ímpar... então, vai pro carro e volta a dirigir, pára em um viaduto e percebe que chegou a hora de fazer mais uma longa exposição. A noite é dos gatos da fotografia... a noite é mágica para aqueles que se colocam a disposição do risco. Fica esperto... afinal, gato não é fácil de pegar. Faz a foto que queria... volta pra casa, janta e liga o rádio, olha para a foto que fechou o dia e pensa: "que dia top!"

Quantos são os degraus para aprender fotografia?

Chris Martin flutua entre os fãs. Foto: Roberto Furtado

A longa exposição para obter uma expressão da luz com a
velocidade dos automóveis. Foto: Roberto Furtado
Aprender

      Muitas pessoas pensam que o conhecimento é dominado com o passar do tempo, mas a verdade é que o aprendizado é eterno. Quanto mais aprendo, mais percebo o tanto que ainda preciso aprender... e este tanto é cada dia mais importante. A busca pelo conhecimento é inesgotável... não há limite para aprender! E se tratando de individualidade, mergulhamos em aprendizados específicos nos diferenciando uns dos outros. Não somos melhores que outro alguém, mas podemos estar em um adiantamento em relação aos demais. O caminho do aprender, de cada um, eleva o dedicado aprendiz ao próximo degrau de uma escadaria que jamais terá final. É possível que se o homem pudesse viver mais, carregasse consigo uma carga de conhecimento que um dia se pareça com a plenitude, embora isto me pareça impossível se tratando de conhecimento. E eu resolvi escrever este texto para que meus amigos e colegas da fotografia, pudessem refletir sobre o quanto querem dedicar suas vidas para algo. Há muitas formas de utilizar a fotografia e podemos pensar nela como uma das linguagens mais amplas que existe. Um idioma é compreendido por muitas pessoas, mas a fotografia é compreendida por quase todas! A fotografia é uma linguagem universal! Em meio há temas infinitamente variados, a fotografia se transforma em amor, protesto, memória, causas, diversão temporária ou permanente. E para cada um ela terá uma profundidade, motivação ou importância. 

Degraus da fotografia

       O conhecimento específico de uma ciência é encontrado pelo observador/aprendiz por suas afinidades e necessidades. Para aqueles que fotografam momentos da própria família ou amigos utilizando um celular, sabemos que esta prática pode ser melhorada, sempre, mas com a finalidade objetiva na medida desta necessidade. É importante saber questões de alinhamento, composição e luz de uma forma muito superficial no entendimento de que estes conceitos existem, mas não na profundidade de como ou porquê, exceto se assim desejarem os praticantes. O conhecimento não é uma imposição, cada um vai atrás de quanto precisa e quer. Desta forma se observam amadores altamente qualificados a exercer fotografia, mas que jamais o fizeram por possuir outra atividade profissional. Ser amador ou ser profissional não define grau de conhecimento, mas a persistência e profundidade no assunto são determinantes. Como linguagem tão ampla e importante para nos conectar com o mundo, podemos compreender que todos nós sabemos um pouco sobre a imagem no papel de observadores e na medida em que nos interessamos, passamos a produzir algo nesta linguagem para oferecer aos outros observadores nossa expressão. Ideias ou mensagens são ofertadas através de fotografias, assim a imagem é utilizada por tantas formas da comunicação... pelo jornalismo, publicidade, arte, etc. No nível mais abrangente utilizamos o poder descritivo da imagem para contar como foi nosso final de semana ou rotina de trabalho, talvez um encontro inesperado através de uma selfie. A fotografia pode ser explorada conforme o objetivo. O conhecimento depende disto... de quanto precisamos aprender sobre fotografia. Podemos melhorar nossas imagens de domingo em família, podemos registrar casamentos, podemos vender mais um produto com uma imagem influente ao consumo, talvez conquistar alguém ou contar uma superação. Não há limite ou obrigação, se tratando de fotografia cada um encontrará sua profundidade ao seu tempo. Os degraus são diferentes para cada um e não importa quantos você subiu... importante é que esteja satisfeito onde estiver com o que tens naquele momento. 
    Dentro da universidade, na graduação de fotografia, pude perceber que a diferença entre os acadêmicos é um abismo. Somos tão diferentes uns dos outros para pensar, sentir e nos relacionar, que a manifestação fotográfica possui tendências incrivelmente variadas. Isto nos faz pensar que há alguém mais apto para tal produção fotográfica e que jamais estaremos concorrendo uns com os outros, embora esteja o mercado cada vez mais exigente e competitivo. Cabe lembrar que o nível de conhecimento e/ou aprimoramento criativo se difere em cada um, seja praticamente ou como observador, e que esta percepção é responsável pelas escolhas. Assim, clientes em potencial, muitas vezes, precisam ser orientados pelo profissional, pois não é obrigação deles entender de fotografia. É papel do próximo, nas relações entre profissional e consumidor, ser compreensivo, atencioso e paciente, favorecendo o resultado destes trabalhos. 

Aquele professor...

Rota dos Faróis, 2018. Auto retrato: Roberto Furtado
É com o passar dos anos que a gente observa o mundo e em cada amanhecer percebe a mudança que ocorre de dentro pra fora. Você levanta, vai até o banheiro lavar o rosto e sente a água fria gerando o impacto. Dia após dia você repete o ritual que te coloca na estrada do conhecimento e do aprendizado. Cada palavra aprendida se torna a água fria sobre o rosto... o impacto pode ser de qualquer natureza, mas ele te eleva de qualquer forma. O conhecimento não possui rótulo, pode ser fotográfico, pode ser narrativo, ou dissertativo, talvez seja específico de outra ciência pouco explorada. Seja qual for o tipo de conhecimento ele nos torna superiores a cada pegada. Me lembro de alguns professores que tive no colégio, tive outros em curso técnico, também da vida, lembrando muito bem meu avô e um grande amigo que já partiram. Na faculdade também tive alguns que carrego com carinho... como esquecer aqueles que realmente souberam nos aprimorar? Sem castigo, sem palavras duras, uma metodologia funcional... não esqueço. Algumas coisas jamais esqueci, embora tenham caído em desuso para mim. Sei o nome de plantas, também a ordem de explosão de motores, desenho, algumas coisas de química, física e até de matemática... aprendi a fazer tudo que quis, em cada oportunidade me agarrei ao que eu tinha! Dono de uma curiosidade incessante e de uma observação persistente, aprendi o que pude, com minhas qualidades e limitações. Ao pensar nisto, lembrei de dois professores que me ajudaram muito, recentemente. Curiosamente, estes, entraram na sala dos professores hoje e praticamente os cumprimentei a distância... diria que senti vontade de ir até eles para lhes dar um merecido abraço, mas sei que o meio acadêmico, como outros tantos, pede uma postura. Se você entendesse o que aquele professor pode ou faz por ti... você jamais duvidaria do método ou questionaria o caminho. Você aceitaria tudo com reflexão, mesmo que não entenda algumas coisas no presente. No futuro muitas coisas passam a fazer sentido, uma delas é quando você consegue conectar o caminho com o entendimento, com a agilidade de compreensão, com o alcance obtido. Aí você sai caminhando e pensando... como mudei! E então se dá conta... aquele professor!

Com as ondas... ela veio outra vez!


Nela pensei... sempre penso, na garota que atualmente compartilha comigo, de um tempo que não volta, de um lugar que só existe em nós. Hoje entendo coisas que não entendi durante muito tempo, não sei se é pela maturidade, ou simplesmente porque ela me oferece um lugar para entender. Me lembro dela quando criança... cabelinho curto, bem desligada, camiseta mais comprida que a cintura, carinha de braba, sempre chamando o irmão mais novo. Eu via aquela garota e pensava algo como querer ser amigo dela... uma ingenuidade de criança com uns 10 anos, nem lembro exatamente da idade. Eu queria ser amigo dela... e ela nem dava bola pra mim. No colégio, mais tarde, eu olhava para ela e não esquentava muito a cabeça... ela não olhava para mim, mas tinha uma dúzia de meninas que olhava para mim. Meninas bonitas... interessadas, algo mais fácil de lidar quando temos 15 anos. De fato, mesmo que fossem bonitas, mesmo que estivessem ao meu alcance, ainda não eram a garota que eu olhava desde menino. Ela não era única... uma das meninas que me dava bola, eu também gostava, por assim dizer. Então... estas coisas a gente nem entende. Quem gosta de nós, quem não nos dá um momento de esperança. Provavelmente fiz o mesmo com muitas garotas, sem saber! Então, a menina que me dava corda virou minha namorada... e com ela fiquei algum tempo. E no colégio, via a menina do cabelo curto... loirinha, jogando volei, na minha frente. E enquanto isto minha namorada jogava bola na quadra ao lado... coisas que a gente nem entende. Juro que não pensava besteira... apenas olhava como curioso e admirador secreto. Depois... me desprendi do colégio, fui estudar em outra escola e pouco tempo depois também terminei o namoro. Fiquei um tempo sozinho e até pensei em procurar a menina de cabelo curto, mas não fui. Nunca tive um sinal... não fazia o menor sentido. Naquele tempo não tinha isto de rede social virtual, mal tinha telefone celular. Então, o contato que nem existia foi definitivamente extinto. Passei por algumas amigas, mas nenhuma chegou a ser namorada... até que conheci a garota com que passaria os 18 anos seguintes. E assim, foi... nunca mais vi a garota de cabelinho curto. Um dia, chegou a hora... me separei depois de vários tropeços da falta de sincronismo. Trabalhei, estudei, nas horas vagas chutei muita lata na rua... muito saí com os amigos. Algumas garotas conheci... mas faltava algo. Eu já saía com as garotas pensando... "certo, relaxa, deixa rolar!", mas de verdade nada implacava, não me apegava. E havia garotas legais... 
Um dia, acho que encontrei a garota de cabelo curtinho no FB. Ela... andou curtindo algumas fotos, acho que foi assim. E resolvi puxar uma conversa privada. Respondeu... conversamos, convidei pra um café. Topou... e nos encontramos. Quando ela chegou eu estava surpreso, mas desligado. Fomos caminhando até um bar e conversando no caminho... sentamos em uma mesa, pedimos algo e fiquei ouvindo algumas coisas, falei outras. Desenterramos o passado... ela jamais imaginou que eu pensava nela quando criança. E claro que não falei... em algum momento eu tive um estalo. Era como se estivesse olhando para aquela menina que conheci aos 10 anos. Senti uma vontade de estar perto, conversando, exatamente como no passado. Uma ficha caiu... e ali, tudo recomeçou. Não como antes, agora já faz mais de ano que nos vemos. E pego na mão dela exatamente como quis fazer cerca de 30 anos atrás! Assim como as ondas do mar, pessoas vão e vem sem explicação. Ciclos contínuos de surgir e sumir, talvez permanecer algum tempo, talvez ficar! Ela veio... gostaria que ela ficasse, mas tão incerto era ela ressurgir, talvez seja também permanecer. A lição disto tudo... somos todos livres para ir, temos algumas vezes, motivos pra ficar, mas as razões e momentos da nossa vida escrevem estranhas caminhadas com solidão, também com pessoas passageiras, com pessoas que mesmo que sumam algum tempo, voltarão. Não importa... o que importa é quanto este alguém deixou em você. E isto é exatamente o quanto esta pessoa foi ou é importante. O adeus inexiste... uma vez vivido, nenhum momento pode ser totalmente apagado, ele terá transformado as pessoas em algo melhor. Sobre cabelinho curto... ela esta presente na minha vida, atualmente. Caminha comigo nos parques, toma café comigo nas cafeterias e padarias, saímos para jantar, de vez em quando viajamos juntos, vemos filmes e bebemos vinho. Ouvimos e gostamos de música... também discutimos! Seguidamente busco ela na rodoviária, quase um ritual, que agora no inverno nem tem sido ruim, pois ela se transformou no meu calor. 

Infinito é o horizonte...



Acho que em duzentos quilômetros fui a única pessoa que vi... pelo espelho do carro! Nesta época do ano, na condição que estava, ninguém arriscaria ir até lá. Ninguém, menos eu... Eu me vi sozinho e refletindo sobre a imensidão que é aquela extensão, duas vezes a distância entre Porto Alegre e o Balneário Pinhal, porém de areia, vento, conchas e alguns faróis solitários. Ali, naquele momento, lembrei o que eu era... um eterno aventureiro, um solitário. Acho que algumas vezes eu passei tantas horas calado, que ao voltar, cheio de memórias dos cenários, sentia vontade de falar ou escrever de forma incansável. É como se estivesse transbordando de arquivos... 
Já pensei várias vezes como seria mudar de vida e ficar fotografando a vida selvagem e escrever meus textos... imagino que produziria muitos livros. Talvez eu faça isto um dia... sinto que nunca chegou a hora disto, talvez, nunca chegue. Em outra oportunidade... eu fiquei cansado de dirigir pela beira da praia e fazia um pouco de frio, embora não houvesse vento, mas o calor do sol era suficiente para me manter aquecido. Eu deitei no pé de uma duna, encaixado numa poltrona de areia morna, ali eu adormeci. Nunca esqueço disto... eu me sinto em casa neste lugar. Sinto falta da minha família, sendo único motivo pelo qual entendo isto jamais pudesse funcionar. Se é apenas sonho ou se pode ser algo a realizar, pois não sei. Também não tenho certeza que trocaria todas as horas de conforto por uma casa simples sem luz... sim, lá não tem estrada, nem energia, menos ainda água encanada. Tudo seria fruto de um improviso! Será que a gente aguenta isto depois de conhecer todo conforto como um morador da selva de concreto? Acho que não...
Então, fico com estas fugas pra lugar nenhum, longe da civilização, curtindo um som no caminho e depois o ruído do vento. O horizonte lá parece ser realmente infinito... me conforta de uma forma que jamais pude substituir. E se penso em algo mais quando estou lá... sim, penso! Penso em todos que gosto... principalmente nela!

A Rota dos Faróis, milagres e sinais do TCC

Farol do Albardão, 2018.
               Encerrei o semestre nesta segunda feira... fiz o que pude e o que não pude pelo TCC. O tempo é precioso e complicado. Em uma estranha "coincidência" alguns colegas fizeram um curta metragem sobre o tempo, apresentaram depois da minha banca. Eles deitaram e rolaram... foram ótimos! Já escrevi tanto sobre o tempo, muito refleti sobre ele... do que não temos, do que perdemos, mas a amiga mais próxima que tenho hoje, sempre me diz que tempo "a gente não perde, a gente ganha com quem ou o que queremos!"
A verdade é que um trabalho pode ser mais do que ir, realizar e entregar o produzido. Eu percorri, até então, milhares de quilômetros pra fazer isto, mas sei que isto também não muda o resultado de imagens obtidas. É possível ir e encontrar más condições e resultados aquém do esperado, mas eu tenho uma sorte fotográfica e minhas habilidades para saber se devo arriscar ou não. De forma que quase todas as vezes que saí sem hora marcada, apenas motivado por fazer uma leitura do clima, encontrei a imagem que eu queria. No dia em que fiz a imagem acima, a previsão dizia: "Chuva, tempo encoberto!" E conversando com minha mãe eu disse: "Esta previsão não esta certa... frio e vento, não vai ter tanta umidade assim, acho que vou ter boas fotos!"
Chegando lá no Chuí, encontrei a melhor condição que poderia para fotografar um farol durante a madrugada. Um céu limpo e ar cristalino... Depois, no Hermenegildo, chegando na praia eu vi que o mar estava embalado de sul. Fui tomar um café num mercado, com padaria, destes de cidade do interior. Me serviram o melhor café do mundo, com torrada (pão de sanduíche com frios). Durante a conversa com o dono do mercado, ele e disse: "Rapaz, não dá pra ir pela beira da praia até o farol do Albardão! E não tem outro jeito de chegar nele..." Bom, então se não dá pra ir, resolvido está! De qualquer forma resolvi seguir até o fim da vila e cheguei na praia. Era dose de adrenalina... era mar lavando de tempos em tempos, ciclos curtos, mas a praia parecia boa. Chegando na metade do caminho estava tão ruim que pensei em voltar, mas como bom persistente pensei: "Não vim até aqui pra desistir agora..." (Até o fim, Engenheiros do Hawaii). Então, confia Roberto! Lá pelas tantas a coisa ficou tão preta que eu só enxergava três coisas na minha frente... Se as ondas vinham antes ou depois de passar de carro, no conhecido reflexo extrapolativo; A textura da areia pra saber onde era trajeto para o carro; E o horizonte pra alcançar o farol! 
Ontem, quando uma das professoras da minha banca falou sobre como era ver o farol de longe, eu sabia a resposta, mas eu sabia também que ali não era mais o momento de falar. Eu olhava o farol de longe, com ar limpo, com cerca de 10 km de distância, porque a previsão dizia que ia chover e o céu estaria encoberto, só que não! Quando faltava poucos km pra chegar no albardão... o carro apagou ao passar pela água, não sei se encharcou o filtro do ar, ou se molhou algo, mas morreu em plena operação de aceleração, isto que o motor vinha todo tempo em alta rotação. Apagou e não aceitou a partida... a água molhava os pneus e vi o carro assentar o meia altura da banda de rodagem naquela areia mingau. Fora do carro avaliando a situação... percebi que estaria bem encrencado. Sem sinal de telefone, sem sinal de fumaça! Calculei que o Farol do Albardão estava perto... era uns 5 km de caminhada, não era muito para mim. Corro cinco em 22 minutos, em condições ruins levaria 40 minutos, se tanto. Ainda assim, pensei... o carro aqui pode não ter 40 minutos. O motor esta quente ainda, talvez tenha secado o que molhou! Se eu entrar e bater o arranque, será um milagre... se ele desatolar, sera outro! Não custa tentar mais uma vez... sentei ao volante e coloquei meus pensamentos naquela aventura. Virei a chave devagar, como se fizesse alguma diferença... para minha surpresa o motor virou e pegou, sem falhar. Então pensei, só falta ele sair aqui sem ter que calçar as rodas com os tapetes de borracha. Engatei a marcha ré, pois o carro tem tração dianteira, e a ré é a relação de marchas mais curta do automóvel, tirei o pé da embreagem vagarosamente. Senti que o carro moveu-se patinando as rodas, mas foi. Incrivelmente, estávamos eu, e a cápsula de transporte, livres do atoleiro. Ali vi... confie nos milagres, mesmo que não estejam nos livros. Nunca subestime os sinais... confie nos teus instintos, sempre me disse dona Silvia, minha mãe. Aliás, te amo mãe! Os sinais apareceram em toda minha caminhada deste trabalho... foram pequenos milagres. Foi o carro que desatolou e voltou a funcionar, foi o acolhimento oferecido pelos meus professores, sugestões que deviam ou não deviam ser seguidas. Tropecei em algo durante o meu trabalho que achei muito estranho, mas ninguém deu muita bola. Meu nome tem as inciais R e F, Roberto Furtado, igual a Repórter Fotográfico, da mesma forma acontece com Rota dos Faróis. Acho estranho... mas como não esta nos livros, nem pode ser provado, fato que não existe e é apenas coisa da minha cabeça. Até parece que estou falando de astrologia... né? A ciência tem uma estranha forma de rejeitar tudo que não pode ser provado, mas a ciência não compreende a fração da nossa evolução e existência. Eu a aceito, mas observo com a atenção da dúvida... "a dúvida é o preço da pureza e é inútil ter certeza!" (Infinita Hawaii, Engenheiros do Hawaii). Não dá pra saber e nem esquentar a cabeça com tudo! Eu tive muitos sinais... até aqui, nem lembro quantos foram os que me acertaram no rosto e me deixaram surpreso. Acho que minhas fotos não são tão expressivas assim, conheço outros colegas, muitos, melhores que eu... mas não se trata de ser melhor. Se trata de ir lá e fazer... desde que me tornei profissional da fotografia, sempre fui lá e fiz. Se havia um briefing, ele foi atendido. Eu me vi como alguém que cresceu nas ruas se tratando de fotografia... aprendi a fotografar com uma teoria de curto prazo, então fui para fora de casa, longe do calor e do abrigo e mergulhei no meu sonho. Virei um autodidata da fotografia... ainda que tenha aprendido muitas coisas na faculdade de fotografia, com alguns professores que admiro. Se aprendo por conta, ou se fotografo cada dia melhor, bem, isto não faz de mim melhor que ninguém. Eu só quero conquistar meu espaço, mas mais importante que isto... sentir que eu cresço a cada dia. Com relação a Rota dos Faróis, fica evidente para mim... este é o começo, apenas. Sempre digo... "o céu é o limite, mas por isto comprei asas!" Ter maturidade é saber assumir os erros, também olhar para dentro e perceber se estamos ou não sendo tão eficazes em todas as tarefas. Pode ser o apertar do disparador, ou escrever sobre coisas ou como falar com as pessoas! Pode ser uma dica entre linhas, talvez um sinal que bate no rosto. A vida é um festival de oportunidades... Tento fazer da faculdade meu lugar de aprender, mas mais do que isto, tento fazer dela minha casa. Abraço meus colegas, digo mil bobagens pelo único motivo. Aos 42 anos já entendi uma parte bem pequena da vida... que diz respeito ao tempo que se ganha. Os segundos são valiosos demais, "vivi cada segundo" e "vou deixar que o destino mostre a direção!" (Cidadão Quem)
Aos meus professores, muito obrigado.  Sei que não sou muito bom com este trato presencial, mas minha timidez e outras imperfeições respondem por esta dificuldade. E dificuldades existem para superarmos... e isto é o que venho fazendo desde que nasci. Tento...