Ser humano

Adicionar legenda? Não precisa... ;) 
         Ultimamente percebo que caiu no entendimento de ser evoluído manter-se calado, inerte, neutro e assim parecer calmo. Diante a esta tormenta de homens que criam problemas e poucas soluções, todo mundo parece procurar algo que dê conforto e satisfação, uma paz ao deitar a cabeça sobre o travesseiro. Muitas pessoas tem encontrado a paz, ou procurado por ela, em filosofias religiosas, quer sejam de um deus ou adorados por uma história passageira. Aqui... neste plano, quer seja único e passageiro, ou apenas uma etapa do homem, tudo precisa ser resolvido. Aquilo que não pode ser resolvido, que esteja assim entendido como finalizado e que nem se fale mais no assunto. Não tenho religião, tampouco condeno... mas passei a admirar os homens e mulheres que não seguem nenhuma doutrina religiosa, de qualquer filosofia. Quem não precisa de nada disto e vive bem com os seus, desta forma encontrou paz para nem precisar se apoiar em algo ou alguém a não ser em si mesmo. E pode pedir um apoio para um amigo? Claro... amigo é pra isto. Viver numa caverna por não saber conviver com mais ninguém pode ser uma boa escolha, desde que isto não seja a condição para bem viver. A gente tem que saber conviver com todo mundo, todo mundo tem uma chance com a gente... e vai perdendo oportunidades na medida em que se mostra em outro momento de vida, sem qualquer ligação com doutrina. Tenho observado algumas pessoas que vivem com uma plena paz, totalmente desapegados aos moldes ou referências, num estilo do: "Só faço aos outros aquilo que gostaria que fizessem para mim!"
Manter-se indiferente não é sabedoria... manter-se calado frente a injustiças sem nem ao menos pensar ou ofertar uma palavra de solidariedade não é inteligência. É plano espiritual do egoísmo, egocentrismo, polimento do isolamento. As pessoas que vivem assim acabam em uma solidão profunda... nunca são lembradas para nada. Já observei... e já fui um pouco assim, embora sempre falante. É preciso aprimorar o todo que oferecemos... coisas que não dão certo, não necessariamente tem relação com Deus, Buda, Maomé, Netuno ou Thor. As coisas não dão certo por não termos certeza de que podem... pelo simples fato de que tudo que fazemos exige o risco, mas isto tem muita importância no legado que deixamos. Se são palavras, atos, ajuda ou fotografias... isto pode mais por nós. E isto é também relevante no resultado das apostas... e neste caso, deus nenhum mete a mão. As pessoas querem bem a gente pelo bem que fazemos... num mundo de ciclos, cada besteira feita se reencontra por vezes com quem pode dela lembrar. Então... pelo que quero ser lembrado? Posso ser lembrado como alguém que produziu muitas imagens, algumas que encaminharam pessoas para uma reflexão, assim como esta postagem. Talvez por algumas boas ações que já fiz para algumas pessoas... mas quero esquecer que já fiz minhas besteiras, anulando-as através de boas vibrações, sem Buda. Passamos o tempo todo julgando pessoas... de uma inevitável forma. Até que, de alguma maneira, elas se tornam nossas amigas e entram para dentro de nossas vidas, outras passam a ser lembranças... outras esquecemos. Esquecer é um talento... especialmente quando você esquece de alguém que não foi legal para vc. E se você não tem doutrina alguma... no meu entendimento você é um gênio. Pode ser bom pq nasceu pra ser... não precisa nem de nada e nem de ninguém pra oferecer ao mundo um amor que o mundo não pode! Um amigo disse pra mim... "Roberto, é assim que a gente muda o mundo, ou tenta!" (não vou identificar ele pq pediu pra que não o fizesse).

A fotografia

Algumas vezes escrevo coisas baseado na minha vida... outras não! As fotografias também são assim na minha vida. Fotografo e escrevo sobre tudo, sobre o mundo. Escolhi a imagem acima porque ela representa o amor, a serenidade e a claridade nos pensamentos, que para mim é a chave de uma mudança interna e quando você passa a acrescentar no mundo. A fotografia praticada nos permite melhorar... gratidão!

Observe e questione a fotografia

Questione, encontre respostas e aperte botão para mudar o meio onde estiver!
           A tarefa de estudar fotografia através dos moldes acadêmicos me trouxe muitas impressões... percebi que fotografia é mais do que todo um conjunto de atividades que compreendem a prestação de serviços com fotografia. A fotografia como atividade profissional traz informações que se espalham entre os cantos e os meios em que vivemos. A comunicação é tão ampla sob o olhar de cada um e assim podemos pensar que ela se representa conforme o perfil de cada vivente deste sistema. O uso do celular, referências, um briefing bem passado é necessário... tantas questões para executar um trabalho adequado e que esteja a altura da expectativa do cliente. Somos dirigíveis, mas o olhar somos nós quem colocamos sobre o assunto. O briefing bem elaborado é um talento do solicitante do trabalho. Não dá pra executar um trabalho de fotografia sem uma boa descrição do que deve ser feito, também sem a existência de noção por parte deste solicitante. Um espetáculo pode ser fotografado de duas formas... de uma forma livre e não contestável, sem briefing ou referências; Ou bem dirigido e recomendado por alguém que entende realmente do assunto, que vai sim exigir que você seja o melhor que puder. É comum que a escolha de luzes, em espetáculos e convenções, seja realizada por profissionais da iluminação que geralmente não entendem nada de fotografia. Também é comum que eles sejam orientados por pessoas que definem as luzes sem entender nada de iluminação, menos ainda de fotografia. Neste caso, o fotógrafo corre um sério risco... de não ter a luz que precisa para executar um trabalho de qualidade e com isto ser responsabilizado por tais faltas. Luzes marcadas, sobras que causam efeitos escurecendo parcialmente o rosto de artistas ou palestrantes. Tudo isto resulta em dificuldades ou mesmo em prejuízos aos fotógrafos. Para executar bem um trabalho precisamos conhecer este lugar de execução, também é preciso conhecer estas pessoas com quem trabalharemos. Se estas condições ideais são viáveis ou não, devemos entender que nem sempre tudo esta ao nosso alcance, mas em muitos casos tornamos possível algumas melhorias. O trabalho de fotógrafo vai além de ser um portador de máquina fotográfica e conhecer a operação deste equipamento. Ele deve estar inserido em um mundo onde a observação permite que ele traga mudanças e estas sejam a diferença nos resultados. Orçamentos medíocres, descrevem solicitantes mesquinhos, talvez até inexperientes, e tais configurações de trabalho exigem muita atenção. Ou seja, o profissional vai trabalhar mais por um valor menor... o que não é adequado, tampouco deveria ser uma opção por falta de trabalho. As vezes ficamos tão preocupados em preencher nossas agendas e ter muitos clientes que esquecemos sobre nossas escolhas e o valor deste trabalho. Nós precisamos lançar as perguntas e encontrar respostas... "um profissional que não questiona já esta fora do mercado", disse-nos um professor durante uma aula de engenharia.
Como queremos ser vistos, ou como nos imaginamos podem ser tarefas difíceis de elaborar e responder. Todas as perguntas devem ser confrontadas em relação a prática, pois a idealização entra em dificuldades com ela, seja por questões econômicas, ou de mercado competitivo, talvez por medos pessoais, questões culturais de um cenário. Há muito para perguntar e estas perguntas devem ser realizadas. Não é possível encontrar o ideal em tudo... não é! O que pode ser feito, muitas vezes, é uma adaptação ao que temos de condições que ligam ideais e alternativas, observando nossas necessidades morais e comportamentais, também nossos gostos. É preciso organizar tudo, como em um jogo para fundir as necessidades de um trabalho com aquilo que nos encaixamos, pois devemos ser naturais em nossa construção. Há um limite para nos impor mudançass! Até onde somos capazes de nos adaptar sem que nos afete o prazer do trabalho? Perguntas assim também devem ser realizadas. Meus objetivos... pois, eu os conheço. Se falo deles para alguém, talvez nem seja preciso. Muitas vezes eles estão estampados em minhas ações. O que somos? O que queremos da fotografia? Encontrei todas as minhas respostas do momento, ou quase! Contudo, respostas são reações de questionamentos, e assim, questionamentos são realizados a todo instante. A verdade é que a gente começa pela intuição... vai na direção do que gosta, percebe os problemas e soluções. Aos poucos, com o exercício, emprega a autenticidade no trabalho, corrige a caminhada, se adapta e atende a necessidade do cliente, mas por vezes se vê obrigado a dizer não. Nem tudo é possível... somos dotados de formato e também temos nossas condições. Eu não fotografo casamentos, nem aniversários, tampouco faço ensaios tradicionais... encontrei minha identidade como fotojornalista, me direciono, talvez, para um fotógrafo documental, ou outras linhas que podem ser pensadas como arte, embora muito distantes disto ainda. A fotografia é livre, possui muitas opções e demandas, também é um mercado a ser explorado. Muitos de nós estão repetindo velhos caminhos esquecendo que há conceitos para criar, há outros olhares para oferecer! Precisamos conversar... com as pessoas, com o mundo, com as coisas no que diz respeito à luz. O que pode ser experimentado? Quero ser visto como alguém que mudou as peças de lugar e que tornou-se este lugar melhor. Como ser lembrado? Pelo que? Quais são os objetivos? Sei cada uma destas respostas... parte delas pertence a minha estratégia e cada um precisa ter uma! A fotografia precisa fazer sentido para alguém!
As ações de questionar, falar e ouvir são essenciais... comunicar-se é que nos liberta no mundo e nos prende uns aos outros, garantindo a máxima eficiência que podemos oferecer.         

A longa exposição

BR-116, Canoas, RS, 2018. Foto: Roberto Furtado
       Faz algum tempo que olho a longa exposição de uma outra forma... alguns anos atrás eu só queria fotografar a velocidade no tempo em que acontecia. Congelava tudo para evitar um borrão, que hoje é a poesia para mim. Ontem, fui para a estrada depois da aula... e fiquei as margens da BR em Canoas. Fiquei ali respirando a umidade da noite e pensando como a luz se comporta. Por vezes tenho impressão que as coisas que não estão vivas são subestimadas por nós e que talvez estejam vivas de uma forma que não compreendemos. O movimento da luz... borrados pela longa exposição, na verdade trajetória de movimentos de elétrons. Algo tão estranho e que banalizamos com o cotidiano. A vida é formada por elétrons... tal e qual a luz. Tão estranho como coisas tão elementares resultam em coisas tão diferentes, e então percebemos que a física e a química estão em tudo que temos. E mesmo assim nos achamos o centro de tudo... 
Fiquei lá por alguns segundos, fiz alguns experimentos que resultou na imagem acima... e a cada dia quero fazer mais, sempre saindo com a câmera e o tripé, como se fossem objetos simples de serem transportados. Não são moedas no meu bolso... são tralhas pesadas. Fiquei planejando uma viagem que poderia fazer sozinho mesmo, pois é tão difícil sincronizar a disponibilidade das pessoas próximas. 
A longa exposição passou a fazer parte da minha vida quando lapidei a paciência... 30 segundos esperando por uma construção. Parece rápido? Então experimente trancar a respiração por 30 segundos... muitos não conseguirão! Há muitas formas de evoluir e chegar no lugar que desejamos, mas me parece que escolhi algo que me diverte durante a caminhada. Eu corro, eu fotografo, eu conto os carros passarem... É bem bom este lance de longa exposição. 

Pensamentos, fotografia e os sentimentos

Nova Ponte do Guaíba sendo construída, agosto de 2018. Foto: Roberto Furtado
Os pensamentos são inevitáveis caminhos do homem. Por eles encontramos soluções e refletimos a continua correção da caminhada. Acho que certeza é uma coisa tão garantista do erro... tudo muda tão rapidamente e uma parte das mudanças não são atribuídas ao nosso comportamento. O vento muda de direção sem interferência do catavento, da mesma forma muda a direção da vida do homem. Os caminhos se cruzam, interagimos, encontramos, perdemos, ganhamos sempre. Sobre o resultado ter acrescentado, mesmo que indesejado em algum momento, ganhamos e nos faz bem por motivos diversos. Somos viventes capazes e com necessidades de ir, de mudar, de criar volume interno com uma razão. A razão de aprender... ontem, fiz minha primeira ação de ensinar com iniciativa e construção de material totalmente planejado por mim. Teve um momento em que me perguntei: "Como ousas a ensinar?" E foi então que percebi que não podia estar mais apto para tal, mesmo que houvesse muito a melhorar. Dedicar-se a uma vida profissional é mergulhar em um oceano onde o conhecimento é uma eterna construção. Pilares que fixamos dentro de lugares improváveis, como o fundo de um rio, mar, pensamentos! As pessoas me perguntam o que vejo em fotografias que realizei... e sempre fico em dúvida de como explicar, demonstrando que sou simplesmente apaixonado por fotografias e suas representações. A verdade é que vejo toda fotografia como uma janela, fragmento de um lugar e tempo, com o propósito de instigar perguntas e respostas. E a melhor forma de promover esta ação e reação é criando um quadro que prenda atenção. Os pilares pesam e se fixam com o peso da idade, junto com a certeza de que maturidade é como um homem deve se comportar. Enquanto uns parecem jamais crescer ou continuam errando caminhando na direção do dia final sem um propósito, outros evitam caminhos escuros e pensam que as próprias ações são os pilares que jamais poderão ser derrubados. Do passado, tenho hábito de lamentar... não do que fui, mas da demora que precisei para crescer, pois tempo não ganho e um tempo perdido. Embora nada possa ser mudado com relação ao passado, algo muito simples é positivo nestes pensamentos. A sede por acertar surge de uma consciência que permite questionar... e por entre uma mata fechada ao entardecer sigo na direção da claridade. Talvez, me chamem de louco por correr atrás de um sol que anda mais ligeiro que eu... mas eu posso vos lembrar que ele fará a mesma trajetória no dia seguinte, provando que como um pai, ele volta no dia seguinte para nos orientar. Desapegado de qualquer religião, não me vendo exatamente como um ateu, me agarro em minhas próprias crenças e motivos para melhorar a mim mesmo como coadjuvante de uma história tão ampla e que me coloca no centro de minha história como personagem mais importante. Perspectiva não é para todos... trocar de lugar e observar o mundo é para aqueles que buscam um entendimento que a grande maioria procura em um deus. Eu... resolvi ser autodidata nesta parte das minhas buscas. 
Com relação aos meus sentimentos sobre tudo isto, bom, acho que talvez eu nunca estivesse me sentindo tão perto de algumas coisas. Fico curioso pra saber como vou me sentir em alguns anos, mas acredito que a sensação seja de gratidão e de ter aproveitado o tempo da melhor maneira que pude. Abracei, beijei e anunciei o que sentia por cada um... tento participar de alguma forma da vida de algumas pessoas e tento transmitir o conhecimento e carinho que absorvo deste plano chamado planeta Terra. Sou grato pelas escolhas, pelos sentimentos que tive, pelos pensamentos por onde caminhei, também a ciência e arte da fotografia que pulsa em mim. Somos parte de tudo que mudamos... assim, pilares de um mundo que deixamos no passado. Cada ontem é importante para o hoje! Não dá pra olhar para onde ir se não olhares de onde veio... nosso caminho passado é tão importante quanto o caminho que  se vive no presente!

Um dia top...

Porto Alegre, RS, 2018. Foto: Roberto Furtado
Amanhece... dia comum, céu limpo! Desce e toma café, dá um beijo na mãe! Trabalho de casa... em casa, por casa, preparação para dias de rua. Liga o computador e começa... faz ligações, fala com colegas de trabalho, organiza os jobs com clientes. Trabalha o dia inteiro no computador, de vez em quando faz uma pausa pra um café. Liga o rádio... faz tratamento de imagens, depois almoça, volta pra mesa de trabalho, e segue... a tarde é longa como um baile, sonoro! Prepara tudo... sai de casa, no caminho da faculdade passa na namorada. Ela, alegre, sorridente, cansada de dar aula o dia inteiro, mas alegre! Toma um café rapidinho com ela... Dá um beijo e faz carinho nela... aí, ela te olha e solta uma frase curtinha: "Que bom que tu veio... mesmo que rapidinho!"
O movimento do dia segue, senta ao volante, dirige mais uns 25 km, vai chegar na aula atrasado pelo engarrafamento, mas a música continua tocando e tu percebe que tudo vai continuar, não importa! Chega numa boa aula... termina, um colega bom, diz: "Vou ser pai!" E tu se alegra por ele entendendo que aquele é um momento ímpar... então, vai pro carro e volta a dirigir, pára em um viaduto e percebe que chegou a hora de fazer mais uma longa exposição. A noite é dos gatos da fotografia... a noite é mágica para aqueles que se colocam a disposição do risco. Fica esperto... afinal, gato não é fácil de pegar. Faz a foto que queria... volta pra casa, janta e liga o rádio, olha para a foto que fechou o dia e pensa: "que dia top!"

Quantos são os degraus para aprender fotografia?

Chris Martin flutua entre os fãs. Foto: Roberto Furtado

A longa exposição para obter uma expressão da luz com a
velocidade dos automóveis. Foto: Roberto Furtado
Aprender

      Muitas pessoas pensam que o conhecimento é dominado com o passar do tempo, mas a verdade é que o aprendizado é eterno. Quanto mais aprendo, mais percebo o tanto que ainda preciso aprender... e este tanto é cada dia mais importante. A busca pelo conhecimento é inesgotável... não há limite para aprender! E se tratando de individualidade, mergulhamos em aprendizados específicos nos diferenciando uns dos outros. Não somos melhores que outro alguém, mas podemos estar em um adiantamento em relação aos demais. O caminho do aprender, de cada um, eleva o dedicado aprendiz ao próximo degrau de uma escadaria que jamais terá final. É possível que se o homem pudesse viver mais, carregasse consigo uma carga de conhecimento que um dia se pareça com a plenitude, embora isto me pareça impossível se tratando de conhecimento. E eu resolvi escrever este texto para que meus amigos e colegas da fotografia, pudessem refletir sobre o quanto querem dedicar suas vidas para algo. Há muitas formas de utilizar a fotografia e podemos pensar nela como uma das linguagens mais amplas que existe. Um idioma é compreendido por muitas pessoas, mas a fotografia é compreendida por quase todas! A fotografia é uma linguagem universal! Em meio há temas infinitamente variados, a fotografia se transforma em amor, protesto, memória, causas, diversão temporária ou permanente. E para cada um ela terá uma profundidade, motivação ou importância. 

Degraus da fotografia

       O conhecimento específico de uma ciência é encontrado pelo observador/aprendiz por suas afinidades e necessidades. Para aqueles que fotografam momentos da própria família ou amigos utilizando um celular, sabemos que esta prática pode ser melhorada, sempre, mas com a finalidade objetiva na medida desta necessidade. É importante saber questões de alinhamento, composição e luz de uma forma muito superficial no entendimento de que estes conceitos existem, mas não na profundidade de como ou porquê, exceto se assim desejarem os praticantes. O conhecimento não é uma imposição, cada um vai atrás de quanto precisa e quer. Desta forma se observam amadores altamente qualificados a exercer fotografia, mas que jamais o fizeram por possuir outra atividade profissional. Ser amador ou ser profissional não define grau de conhecimento, mas a persistência e profundidade no assunto são determinantes. Como linguagem tão ampla e importante para nos conectar com o mundo, podemos compreender que todos nós sabemos um pouco sobre a imagem no papel de observadores e na medida em que nos interessamos, passamos a produzir algo nesta linguagem para oferecer aos outros observadores nossa expressão. Ideias ou mensagens são ofertadas através de fotografias, assim a imagem é utilizada por tantas formas da comunicação... pelo jornalismo, publicidade, arte, etc. No nível mais abrangente utilizamos o poder descritivo da imagem para contar como foi nosso final de semana ou rotina de trabalho, talvez um encontro inesperado através de uma selfie. A fotografia pode ser explorada conforme o objetivo. O conhecimento depende disto... de quanto precisamos aprender sobre fotografia. Podemos melhorar nossas imagens de domingo em família, podemos registrar casamentos, podemos vender mais um produto com uma imagem influente ao consumo, talvez conquistar alguém ou contar uma superação. Não há limite ou obrigação, se tratando de fotografia cada um encontrará sua profundidade ao seu tempo. Os degraus são diferentes para cada um e não importa quantos você subiu... importante é que esteja satisfeito onde estiver com o que tens naquele momento. 
    Dentro da universidade, na graduação de fotografia, pude perceber que a diferença entre os acadêmicos é um abismo. Somos tão diferentes uns dos outros para pensar, sentir e nos relacionar, que a manifestação fotográfica possui tendências incrivelmente variadas. Isto nos faz pensar que há alguém mais apto para tal produção fotográfica e que jamais estaremos concorrendo uns com os outros, embora esteja o mercado cada vez mais exigente e competitivo. Cabe lembrar que o nível de conhecimento e/ou aprimoramento criativo se difere em cada um, seja praticamente ou como observador, e que esta percepção é responsável pelas escolhas. Assim, clientes em potencial, muitas vezes, precisam ser orientados pelo profissional, pois não é obrigação deles entender de fotografia. É papel do próximo, nas relações entre profissional e consumidor, ser compreensivo, atencioso e paciente, favorecendo o resultado destes trabalhos.