Empreendedorismo é uma questão de fazer

Arroio Dilúvio junto do Guaíba, por do sol da cidade de Porto Alegre. Foto: Roberto Furtado
Este texto é um trabalho para a disciplina de Empreendedorismo (EAD).

A verdade é que o presente momento é bastante desafiador. Ao entrarmos em uma fase de grande concorrência devido as demissões coletivas e frequentes da indústria e do comércio, nos deparamos com uma série de questões difíceis de lidar. Dentre elas podemos apontar esta concorrência de mercado e profissionais desesperados para fechar negócio. Logo, este é um problema que derruba o valor do trabalho dos profissionais autônomos. É possível contornar algumas dificuldades, explicando aos solicitantes do trabalho que há uma questão de qualidade, comprometimento e outras vantagens existentes nos profissionais que cobram um valor maior. É importante que fique claro, que em muitos casos pode não haver um motivo para se cobrar um valor maior, mas em outros há. O trabalho com custo elevado pode ter um motivo importante, como investimento em equipamento e estrutura de melhor qualidade. Aliás, investir e oferecer mais... isto é empreender! As dificuldades presentes do momento pedem um bom jogo de cintura, uma inovação, uma metodologia persistente e eficaz. Não é garantia que isto traga resultados esperados, mas é um caminho para diferenciar um trabalho de todos os outros. As políticas públicas precisavam ser mais favoráveis, pois sabe-se que empreender no Brasil é sinônimo de enfrentar burocracia, tributações elevadas, sem contar com a pressão piscológica que vive o cidadão, seja empregado ou autônomo, pois as redes sociais e os jornais estão sendo bombardeados, quase que diariamente, com notícias pessimistas sobre o mercado e a estabilidade da economia. Com estas especulações nota-se a variação da bolsa de valores, instabilidade em combustíveis e outros consumíveis que resultam em alterações dos valores de mercado. Por este motivo seria bastante importante o Estado oferecer um cenário estável para que o empreendedor encontrasse condições favoráveis... bem, agora chegamos na questão. Temos condições favoráveis? Não, não temos... e o que podemos fazer? Podemos trabalhar com esta condições e criar alternativas para que possamos nos desenvolver dentro deste cenário. Partindo do princípio que a maioria dos profissionais não faz isto ou esta acomodado usando alguma receita de bolo, precisamos perceber o que há no mercado que não esta sendo atendido ou algo que possa a vir ser consumido por esta população (nosso alvo). Falando de profissionais de fotografia (meu curso), penso que devo oferecer algo incomum, pois se eu oferecer o que todos estão fazendo, precisarei trabalhar na faixa de valor que os demais estão fazendo. Então, se eu criar algo novo, como um pacote de fotografias com estilo diferente e com algum tipo de "vantagem" ao olhar do cliente, possivelmente vou conseguir conquistar esta venda. É desta forma que vejo empreendedorismo... eu vejo o ato de empreender como um ato de me fazer necessário, de me adaptar e ser quem esta ali pra atender o cliente. Empreendedorismo é uma questão de fazer, fazer a diferença!

Escolhas... Meu caminho fotojornalista!


É durante a caminhada que a gente dá uma parada pra descansar, senta em uma pedra e olha para o horizonte com pensamentos distantes do que se vê. Eu comecei uma estrada muito diferente desta que acabei chegando... pessoas foram, pessoas vieram, algumas ficaram independente da afinidade. Quando as pessoas se gostam elas dão jeito se serem amigas... elas ficam mesmo que uma ame e outra odeie futebol, como mero exemplo. Já empunhei todo tipo de ferramenta... de brinquedos a armas, mas um homem faz escolhas e descobre sozinho o que ele quer ser, ver ou fazer. Sempre soube que era um soldado, mas não quis servir ao exército no alistamento. Não havia um motivo, apenas considerei não fazer, e hoje faria, se 18 anos tivesse. Por algum motivo, cada coisa tem um momento e não era meu desejo naquele momento. Talvez eu não me achasse apto, talvez não fosse bem aquele tipo de soldado que eu deveria ser. Todo mundo nasce com alguma vocação... mas eu caminhei e estudei, olhava para os lados e não entendia o que era. Foi então depois dos trista que descobri... se tinha habilidades, e se pareciam ser de um soldado, talvez fossem, e eram! Quando empunhei a câmera em mãos e mirava procurando o algo, percebi que aquela era a minha arma. Uma arma que poderia definir muitas coisas, mudar pensamentos, garantir uma verdade e ainda me salvar. Eu escrevia, todo tipo de coisa, de asneiras à críticas... incansável! Era sim... um fotógrafo, mas descobri que era um jornalista. Sem a formação para isto, me vi muitas vezes coagido pelos que seriam meus colegas. Muitas vezes me fizeram pensar que eu não tinha o direito de escrever... mas toda vez que eu via estas pessoas escrevendo eu pensava: "É isto aí que me quer fora das páginas?" Escrever e tocar o mundo, informar, ou apenas acalmar o mundo é obrigação de todo mundo que consegue. Não é uma habilidade que deve ser descartada... escrever é um gesto de gentileza, é informar, proteger, dar calma ao pânico. Considero tão importante no jornalismo... isto de acalmar a população, para que pensem, para que decidam cientes! Vejo tanta coisa errada no jornalismo... e penso que se ele esta como se apresenta agora é justamente pelo fracasso que se tornou. Me tornei um fotojornalista por saber contar as coisas, mas por ter coragem de estar onde precisasse. Minha família me segurou muito, pois era realmente um perigo fazer o que fazia... aí bate na porta a escolha, viver ou fazer, quem sabe morrer fazendo? Que tal ir fazendo aquilo que acalma a alma e tentando entregar algum tipo de paz para as pessoas? Bom, escolhi ilustrar as histórias com o que eu via... por vezes escrevi. Por apoio de um grande editor que prefere se manter no anonimato por grande modéstia que possui, escrevi em momentos onde queriam me calar. Colegas queriam me calar... jornalistas, os mesmos que defendiam livre arbítrio. Então o editor dizia: "mas Roberto, se tu não fizer isto... quem vai fazer? Quero que tu faça!" Bom, então eu fiz, e fiz... até que cansei de fazer e mudei de foco. Percebi que a gente é assim... o vento é quem escolhe a direção, mas você pode recolher velas ou orçar para decidir para onde ir. Vento em popa é para quem tem muita sorte, nenhum destino (quer ver aonde chegar) ou prefere ser conduzido. Eu... bom, não sou melhor que ninguém, que sempre fique claro, mas gosto de escolher a direção e as paradas da minha grande trip. Eu prefiro ficar onde as pessoas são mais interessantes e boas, onde as fotografias ficam melhores, onde o contraste encanta. Seguirei contando o que meus olhos conquistaram... estou bem assim! Grato por tudo do caminho, pelos corações que conquistei... serenidade é entender-se!

Eu e o Mount... coisas do acaso!

Na escuridão da noite, sob a via láctea, descansa o gigante que um dia teve 160 metros. Estive aí com Egon Filter, referência em astrofotografia, outra grande coincidência do caminho. Foto: Roberto Furtado
O naufrágio do navio Mount Athos ocorreu em 1967... eu nem era nascido quando ele descansou por ali e decidiu nunca mais voltar a navegar. De lá pra cá muito aconteceu, histórias se criaram com ele sendo o ponto de partida, marco, referência! Nasci em 1976, muitos anos depois, me encontrei com ele pela primeira vez. Nasceu ali, uns 26-28 anos atrás a nossa ligação. A Rota dos Faróis deve muito a este cara...considero ele tão importante para a Rota como qualquer farol presente neste litoral. Acredito que a Rota dos Faróis era destino certo e garantido, cruzado com meu caminho... definido pela construção das ações do homem sobre esta geografia. Meu nome é Roberto Furtado, assim como também possuem as iniciais do ofício que escolhi, de Repórter Fotográfico, também coincidiu com Rota dos Faróis. De acordo com alguns tudo isto é uma grande conspiração do acaso, já eu... prefiro me deixar seguir pelas fantasias. Não acredito que meu nome seja acaso... sou Roberto por escolha da minha mãe, Furtado pelo legado da família paterna. Curiosamente, meu avô Nelson Furtado foi um militar entusiasta do cinema e da fotografia, sendo um dos fundadores do Foto Cine Clube Gaúcho que de alguma forma deixou pegadas para eu seguir. Resolvi seguir este caminho cerca de 10 anos depois da morte dele... o que é também bastante interessante, pois do meu ponto de vista, já fazia muito tempo para resgatar pegadas. Então, me vi interessado por uma ciência que era interessante também ao meu avô, tornando-se meu ganha pão, tal da fotografia, depois fui apresentado pelo universo aos meus pais que me batizaram com o nome e meu ofício com as mesmas iniciais que a extensão do região costeira do RS. Tudo uma grande coincidência... ainda bem que sou um lunático, pois de outra forma eu não perceberia estas coisas. Cada ocorrência deste litoral ou acontecimento teve algum tipo de ligação... os naufrágios, acidentes, construção dos faróis, meu interesse pelo projeto, as pessoas encontradas pelo caminho, tudo me parece uma obra do universo. E aos olhos de alguns... tudo isto é uma grande coincidência. De fato... a galera é realmente cética, mas eu me permiti viver em um mundo de fantasia que torna minha própria existência um bom motivo para me envolver com coisas boas. 

O mundo enlouqueceu...


O mundo enlouqueceu! Tô nem aí... mas conto pq dá uma boa piadinha. Tão cortando o custo até pra atendimento e contato. Então as pessoas não sabem nem mesmo falar ao telefone. Toca telefone... um menino fala em nome de uma produtora conhecida, pela voz e forma de falar ele deve ter menos de 18 anos, solicita um fotógrafo para um show. Nem se identificou... saiu falando: "Oi... é o Roberto? O Henrique que falava contigo não esta mais aqui... eu tô no lugar dele. Tenho um cachê de 200 pilas pra este trabalho... show barbada!" Minha vez... Olha só... barbada é comer açaí sentado na sombra! Sabe quanto custa o material pra fotografar um show de forma profissional? Uns 30 mil pra fora... pra começar! Se o cara for bom mesmo ele vai ir com uns 100 mil de material Já que tu é novo... vou te explicar que vcs pagavam o dobro disto três anos atrás, mas a gasolina aumentou um pouco, né? Tu só me disse o nome do Henrique... mas esqueceu de me dizer teu nome. Eu suspeito que tu esteja ganhando a metade que ganhava o Henrique. Dá uma conferida aí... e diz pra produtora que aqui a gente não trabalha com menor de idade e nem brinca, diz pra ela me ligar. Aqui a gente "SÓ" trabalha...

Obs: depois que vc fizer meia dúzia de shows vai perceber que o ideal é trabalhar preparado com qualquer condição encontrada, inclusive com capa de chuva e protetores auriculares. Já leve um dorflex pq vai demorar pra voltar pra casa e como não vai ter onde deixar o material, tuas costas vão reclamar. Não esquece de levar um monopé se a lente for acima de 300 mm. Leva água e nao toma água duas horas antes do show... pq vc não vai ter como sair pra urinar. Quem acha barbada... evidentemente não conhece as regras do jogo.